Ciranda Elo das Letras de Poetrix

O poetrix é um terceto, "poema com um máximo de trinta sílabas métricas, distribuídas em apenas uma estofre, com três versos e título".

Ifrit O Despertar de um Demonio

Entrei no metrô direto para o prédio Vargas 2 que fica na Rua Presidente Vargas, a estação é em frente ao meu trabalho e como sempre o metrô estava lotado..

A Ordem Secreta da Inconfidencia Mineira

E se um dos grandes nomes da Inconfidência Mineira tivesse sido possuído por um espírito maligno e a causa de sua execução não tivesse sido o fato de pertencer a um movimento popular e sim o fato apenas de uma sociedade secreta querer ocultar a presença maligna no corpo daquele homem?

sábado, 21 de janeiro de 2012

RESENHA: Poesia antes de dormir - Livro 501 poetrix para ler antes do amanhecer - Org Goulart Gomes - Editora Livro.com

RESENHA: Poesia antes de dormir - Livro 501 poetrix para ler antes do amanhecer - Org Goulart Gomes - Editora Livro.com


É simples e muito mais que apenas poesia, é um estado de espírito que se eleva pelas máximas do seu próprio benquerer e que em seu maior gral de elevação transforma-se em um título e três versos que levam no máximo trinta sílabas. "501 Poetrix para ler antes do amanhecer" (Editora: LIVRO.COM, Org Goulart Gomes, 2011) é uma síntese resumida de dez anos de Poetrix no Brasil, o último livro de organização do fundador Goulart Gomes pois decidiu dá um tempo nesse tipo de publicação para se dedicar a sua carreira como escritor e também divulgar o seu trabalho.


Essa antologia traz terceto de poetas dos mais diversos lugares do Brasil e também Portugal, se transformando em uma verdadeira enciclopédia de poetrix que tendem a repetir o mesmo sucesso e impacto das antologias anteriores.


Essa seleção antológica conta com a participação do fundador do movimento e também de poetas que ajudaram a consolidar o movimento, foram eles quem ajudaram na construção das diretrizes e também das regras para o poetrix e suas variantes.


Inicialmente somos convidados a mergulhar em uma breve história sobre o terceto no Brasil, de autoria de Goulart Gomes, é uma espécie de convite ao mergulho no passado histórico literário que precede o movimento dando característica de uma prática que era usual mas que nunca foi assumida como movimento e a parte de qualquer outro movimento de épocas passadas, era uma forma de escrita que passou despercebido e sem uma regra que pudesse delimitá-las. Ainda aproveitando esse gancho inicial nos deparamos também com uma breve exposição sobre o Haicai, escrita por Álvaro Posselt formado em Letras pela UTP e membro do Grêmio de Haicai Manacá.



Essa parte inicial do livro nos leva a um verdadeiro mergulho na história do terceto e suas variantes, incluindo ai o Sijô, sempre abordando o tema e sua influência no Brasil o que é importante do ponto de vista bibliográfico e histórico, inclusive sob a ótica de seu fundador quando em uma parte mais breve se faz uma explanação sobre a influência desses movimentos na Bahia, local de nascimento do poeta e escritor Goulart Gomes. Todo esse início culmina com o Primeiro e Segundo Manifesto do Poetrix e por fim a Bula, que dão a base e estrutura do Poetrix nos seus mais elevados graus de saber literário.


Os versos que transcendem a alma humana e poética de cada participante, escolhidos rigorosamente através de um processo seletivo a que foram todos submetidos pelo MIP- Movimento Internacional de Poetrix, trazem manifestos de esperança, ilusão e desilusão, concretude poética e principalmente encanto com uma beleza diferenciada de ver a vida e tateá-la com a ponta das letras.


Quero destacar aqui duas poetrixtas que trazem versos enigmáticos sobre o futuro literário brasileiro, falar de futuro é algo meio incerto uma vez que as mudanças aparecem de forma inesperada e isenta de qualquer influência externa já que a mudança é sempre interna e depois externada para o conhecimento público, mas os versos delas trazem o que chamo de um florescer da nova poesia que é ausente de regras mais arcaicas e rígidas para ser mais simples - no sentido da construção - e mais completa - no sentido poético. Não que o que elas escrevam seja ausente de regras ou qualquer outro tipo de exigência, mas denunciam em seus versos essa nova fase brasileira, totalmente envolta de mistério, mas esse véu de mistério já começa a se mostrar e a transformar.



Uma dessas poetisas é a Madilê Fabre, a poetisa é formada em Letras, e traz uma visão peculiar sobre o futuro em dois de seus poetrix no livro "501 poetrix para ler antes do amanhecer" é o "Canção", que nos traz uma belíssima imagem das folhas de outono que vão lentamente abandonando as árvores prenunciando já o nascimento de novas folhas, é uma morte celebrada pela vida. O que dizer então de "Velhice"? É o respeito pelo passado literário, que trás entranhado em seus bojo toda a evolução do lírico desde o seu começo até os dias de hoje, um completo desse novo nascer experiente e vivido, porém ainda permanece na condição de folha quando um novo outono pode nascer também experiente e cheio cheio de vida, sem ignorar todas as estações do ano, ou seja, todos os estágios.


Dentro dessa linha inicial, de novo que está por vir e seguindo ainda o pensamento dessa novidade literária que assola o Brasil, uma novidade ainda sob o véu que pouco a pouco vai deixando-se revelar, a Marilda Confortin, poetisa aclamada por seus poetrix no livro Lua Caolha (Araucária Cultural editora), também nos trás uma visão sobre o futuro, sofrido como um parto natural, com todas as nuances e também preparado já que nove meses de espera lembra-nos uma preparação para o novo que está por vir e a esse novo ela deu o nome de "pré-natal", "assassina" é digamos que um contar das horas para que esse momento chegue e é a luz da própria experiencia que ela vai interrompendo essa trama majestosamente com uma agulha de crochê, trazendo na memória que a Literatura em suma é um entrelaçar de ideias que nascem constantemente.


O livro "501 poetrix para ler antes do amanhecer" é uma seleção de obras cujo valo literário é sem dúvida alguma grande e digno de ser esmiuçado, dentre os tantos escritores participantes é possível verificar aqueles que nos trazem muito mais que uma beleza nas palavras, trazem-nos conforto de uma boa leitura e dos mais diversos temas. Uma coisa legal seria talvez se as biografias não estivessem no final do livro mas sim ou abaixo do nome ou no rodapé de página final do escritor, mas em nada nos confunde a leitura.


É uma leitura do passado, presente e futuro do poetrix, talvez um futuro já alcançado mas muito ainda a ser descoberto. 


Ficha Técnica:


501 POETRIX PARA LER ANTES DO AMANHECER
GOULART GOMES
Formato: 150X210
Autor: GOULART GOMES
Editora: LIVRO.COM
Ano: 2011
Edição: 2
ISBN: 978-85-61150-37-2
Origem: Nacional
Número de páginas: 246
Acabamento: BROCHURA

domingo, 15 de janeiro de 2012

ESPECIAL: O Poetrix, a Obra em movimento

O Poetrix, a Obra em movimento
Jandeilson Bezerra

O Poetrix é visto como a obra contemporânea da internet, uma resposta suave ao chamado literário da modernidade com a evolução e a rapidez com que a informação vai chegando a todos os lugares do mundo. A definição mais sincera e honesta dessa forma de leitura poética foi dada pelo jornal O Taqueri - SP, chamando-o de "Poetrix, o poeminha da internet" pela sua forma simples e ao mesmo tempo incisiva de ser, ainda o mesmo jornal chamou-o de “poeminha pra quem tem pouco tempo”, é verdade, as características são de poemas em terceto que tem a praticidade de ser lido rapidamente e também a de ser construído rapidamente

O mundo é chamado a viver novas experiências diariamente em todos os sentidos, assim a literatura vai alçando voou nessas descobertas que são capazes de revolucionar o pensamento e a forma como vemos as coisas e a elas temos acesso, o poetrix é a consolidação de quase doze anos de evolução conceitual pela qual passou o terceto e sua forma como movimento literário, é como o jasmim que vai soltando o seu perfume calmamente e assim vai se espalhando e conquistando a todos.

Muitas vezes comparados ao hai-kai, mas na sua fórmula não sendo, devido ao modo como ele se caracteriza as grandes diferenças foram enumeradas pelo seu fundador em "Dez dicas para um bom poetrix" onde ele traz como mensagem principal que o poetrix é antes de tudo a arte de falar (ou escrever) através de uma linguagem metafórica que se entrelaça a arte da insinuação de sentidos, onde um terceto pode traduzir a história do indizível ou a história daquilo que foi dito. Exemplo que ele aborda em um dos poetrix utilizados no texto:

XENOGLOSSIA

na Planície de Sine-Ar
decifrar tua língua
em minha Torre de Babel

No qual através de seu próprio testemunho disse: "Após ter a ideia, fui à Bíblia obter mais informações sobre a Torre de Babel. Lá descobri que ela foi supostamente erguida na planície de Sinear. Em latim, “sine” quer dizer “sem”. A informação caiu perfeitamente: a língua, a torre, alguém “sem ar”... Uma pequena informação pode fazer uma grande diferença."

O poema curto, "enrijecido" e cheio de delicadezas, é assim o Poetrix, como a pétala de uma rosa suave e cheia de vida, de fácil construção e cheio de possibilidades, para quem usa twitter é uma ótima maneira de fazer poesia, porém fique atento aos detalhes da construção. O Poetrix é um movimento, não é apenas um terceto com um título, as mais diversas fórmulas foram criadas ,e tendo fórmulas também tem Bula, e leva esse nome justamente para nos lembrar a bula de um remédio, talvez o remédio para a cura de males do passado e resposta rápida ao presente que se movimenta de forma enigmática. O que há no Poetrix que faz diferenciar a atualidade literária é a sua forma de ser poética, não é uma resposta a pós-modernidade já que é confusa em sua arte nos mais diversos sentidos, mas uma resposta (remédio) da arte contemporânea que tem raízes profundas nos mais diversos escritores como Drummond, Vinícius e tantos outros que criaram tercetos de forma simples e já anunciavam profeticamente o início de um novo movimento, como podemos ver:

TRANSVERBERAÇÃO DE SANTA TERESA (Bernini)

Visão celestial, doce delírio.
Da cabeça aos pés nus
êxtase (orgasmo?) relampeia. (Carlos Drummond de Andrade, Farewell, RJ, Ed Record, 1996)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Ciranda Elo das Letras de Poetrix

Ciranda Elo das Letras de Poetrix


Esssa semana tiramos para falar sobre o Poetrix, esse tipo de terceto brasileiro que está conquistando adeptos em todo o mundo. Ele tem lá suas semelhanças com outros tipos de movimentos mais populares, mas não se deixe enganar pois o Poetrix é brasileiro e tem suas proprias características.


Então o que é o Poetrix?


O poetrix é um terceto, "poema com um máximo de trinta sílabas métricas, distribuídas em apenas uma estofre, com três versos e título".




Abaixo a Ciranda realizada especialmente para o blog Elo das Letras através do canal de mensagens do MIP - Movimento Internacional de Poetrix.






Flor morena


na cama da senzala
sou um colibri de asas partidas
que não quer voar


Pedro Cardoso (DF)


É isso


Até o catre é uma delícia,
encantada paixão,
situações perfiladas no ato.


Regina Lyra


Alheios


com máscaras do dia-a-dia,
vivo belas fantasias
e você...faz-de-conta!


Déa Villanella


Graal


meu corpo
cálice sagrado
arca da aliança


Goulart Gomes


Narcisismo


um macho enrustido
na frente do espelho
deflora a si mesmo


Lílian Maial



Parece mas não é

Febre, cefaleia, enjoo...
Dengue?
Falta de dengo!

Kathleen Lessa



Legado

Os homens, com ou sem terno,
Pelo que fazem, podem ser eternos.
Imortais, só os Deuses.
  
                                       Para Cláudia Bacelar, médica e filósofa
Ronaldo Jacobina



OBS: Todos os poetrixtas participantes estão lincados para suas respectivas biografias, assim obterão maiores informações sobre eles.

sábado, 7 de janeiro de 2012

RESENHA: Os Garotos amam sim! - Livro O Preço de uma lição - Ed Novo Conceito Jovem

RESENHA: Os Garotos amam sim! - Livro O Preço de uma lição - 
Ed Novo Conceito Jovem

Garotos também amam isso é fato, vivem as mais diversas e intensas história isso também é fato, mas o que torna cada história interessante é justamente como elas são vividas e como com o tempo elas nos tornam experiente e prontos para o que pode vir de novo.

O livro O preço de uma lição, de Federico Devito e Gutti Mendonça, Novo Conceito - Jovem (Pg 366/ 2011), narra a história de um personagem que não se identifica mas que viveu muitas histórias intensas nos mais diversos sentidos, talvez chamem essas histórias de amor mas veja bem o amor é uma coisa duradoura e permanente, o amor é imutável e perene, o amor não acaba com o tempo mas com o tempo se fortalece, as histórias do personagem são paixões que ele vive intensamente sempre com uma garota diferente até o momento em que conhece Juliana, decisiva na mudança de vida do narrador/personagem da história.

Muitos diálogos permeiam o livro, constantemente esses diálogos rompem o clima, e fazem a história vibrar, ausente de descrições, o livro se torna um verdadeiro bureau de conversas infantis, humoradas e sentimentais. Poderia ser mais rico em descrições, tornar o livro menos biográfico para ser mais literário, mas o que se percebe é que da forma como está compara-lo a um roteiro de cinema não seria desmerece-lo, porém retirando alguns excessos e colocando mais emoção descritiva é possível dialogar com o leitor.

O personagem sem nome, 20 anos, tem um relacionamento com Juliana, uma garota de 15 anos, no limite dos relacionamentos ela ainda é uma criança no colegial e ainda vivenciando todas as experiências de sua idade, assumir um compromisso de namoro com um garoto mais velho é comum na sua idade?

O livro escrito por dois autores sem muitas mudanças no estilo, é como se houvesse uma fusão onde um estilo único se fez de modo que é agradável perceber isso. Muitas frases de efeito, para quem gosta desse tipo de leitura fica essa dica.



Sinopse:


Os meninos são, sim, capazes de amar.
”Tem um ditado que diz que o amor é cego. É justamente o contrário.
Quando você ama de verdade, é capaz de ver coisas que ninguém consegue. Falam que você não consegue enxergar os defeitos, pura mentira também! Você vê, estão todos lá. Mas vê também algo que só você
pode, como lidar com eles e contorná-los. Então, o amor não é cego, ele é a maior lente de aumento que já inventaram.”
Como acontece esta coisa chamada amor? Nasce junto com a gente, mas não depende só de nós. A gente sofre e faz sofrer, ama e é amado. E com isso aprende muita coisa. Lições que trazem consequências, problemas e soluções.
O preço desse aprendizado transforma o garoto em um homem. Esta narrativa, cheia de incidentes, mostra que – ao contrário do que dizem algumas garotas – os meninos são, sim, capazes de amar.
Quais as transformações que o amor pode provocar na gente? O que ele ensina? Qual o seu preço? Acompanhe a jornada de um jovem, transformado pelo amor, à procura dessas respostas.

Ficha:


Autores: Federico Devito; Gutti Mendonça
Titulo: O preço de uma lição
ISBN: 9788563219664
Selo: NOVO CONCEITO / JOVEM
Ano: 2011
Edição: 1
Número de páginas: 368
Formato/Acabamento: 16x23
Peso: 0.52 kl
Preço Sugerido: R$ 19.90
Área Principal: NÃO-FICÇÃO
Assuntos: ROMANCE


quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

EXCLUSIVA Entrevista com Editor da Ed. Estronho, M.D.Amado

Quero lhes trazer hoje uma ótima entrevista com o editor da Ed.Estronho, que já está no mercado a um ano, é uma editora nova mas responsável por lançar escritores em início de carreira que estão fazendo grandes sucessos.

A proposta da Editora Estronho, dirigida por Marcelo Amado, é inovadora, eles fazem capas muito bem trabalhadas e a maioria de seus livros contém ilustrações, isso sem falar nos botons exclusivos e marcadores colecionáveis, também trabalham muito com antologias dando oportunidades a escritores em início de carreira, alguns desses escritores já são aproveitados na editora mesmo lançando livros solos.

A entrevista a seguir faz uma análise não só do momento atual da Editora mas também do atual mercado editorial, da aceitação do público aos novos escritores e também do momento literário no Brasil.

2012 será um ano cheio para essa editora que vem se destacando no mercado por livros nas áreas de terror, fantasia, ficção e agora também livros como teses, infantis (selo Fantas) e outros.

Veja uma lista de novidades e lançamentos, alguns agendados e outros ainda sem data definida aqui no link: http://editora.estronho.com.br/index.php/noticias-e-notas/451-2012-pra-la-de-estronho

Acompanhe a entrevista e nao deixe de dar sua opinião.


Elo das Letras - A Editora Estronho é uma editora que tem o foco principal na Literatura Fantástica, terminando 2011 com 16 títulos lançados, entre eles antologias que visam revelar autores iniciantes e dar destaque para aqueles que já foram publicados, qual a avaliação que você faz sobre a Literatura Fantástica escrita por brasileiros na atualidade? O publico recebe bem esse tipo de literatura ou ainda é preconceituoso?

M.D. Amado -   Como em qualquer outro gênero existem textos excelentes e do outro lado textos medíocres, mas é bom ver que a quantidade de textos bons, muito bons e excelentes é bem maior. Infelizmente apenas alguns autores acabam ganhando destaque nas grandes editoras, e cá para nós, algumas vezes sem tanto merecimento assim. Alguns livros "da moda" nem são assim tão bons, mas enfim... Existem sim, muitos autores com criatividade e talento que ainda não tiveram a oportunidade de mostrar seu trabalho. A Estronho tenta abrir as portas e ajudar alguns desses autores. Não é uma tarefa muito fácil na verdade, justamente porque, respondendo a segunda pergunta, sim... ainda existe muito preconceito por parte do público em relação a autores nacionais. E principalmente em relação a antologias de contos. São poucos os leitores que experimentam esse tipo de literatura. A grande maioria que experimenta continua a ler, pois em um único livro você pode viajar por vários mundos e histórias diferentes. Uma leitura rápida que não precisa ser interrompida no meio. De casa pro trabalho ou no intervalo dos estudos e pronto... você já fez mais uma viagem pelas letras. Um outro ponto interessante que vi outro dia é que alguns autores não colaboram também para que as coisas mudem. Têm aqueles que só querem saber das suas escritas. Dizem apoiar a literatura nacional, mas na verdade compram na maioria das vezes apenas autores de fora. É óbvio que não devemos comprar livros de autores nacionais apenas por "patriotismo". O livro tem que ser bom... ÓBVIO! E estou dizendo dessa forma, porque infelizmente ainda vemos alguns autores e leitores que distorcem o sentido das campanhas que alguns blogs e editoras fazem para que possamos ler mais autores nacionais. Eles dizem "Não quero que comprem meu livro porque sou brasileiro. Quero que comprem porque sou bom e estou cansado dessa coisa de 'leia autores nacionais'". Ora essa... A questão é que se você não incentiva a procura por autores nacionais, como diabos os leitores saberão se existem livros bons de autores brasileiros? O preconceito existe. A realidade nas vendas das editoras que REALMENTE apoiam a literatura fantástica é bem diferente do quadro que essas pessoas enxergam. Tem coisa ruim? Sim... Claro. E de gente famosa inclusive. Mas também tem muita porcaria estrangeira que as pessoas preferem comprar porque fizeram sucesso lá fora. Preferem ir na onda, do que experimentar e ter opinião própria. E por isso é necessário insistir que leiam mais autores nacionais. Quem for bom, fica no mercado e não precisa ter medo. O que não da é pra ficar esperando que você vire um best seller da noite pro dia sem começar por baixo. É possível? Sim... mas não é todo dia que surgem talentos ajudados pela mídia. Os leitores precisam dar um crédito aos autores nacionais e os escritores metidos e orgulhosos precisam baixar a bola um pouquinho.



Elo das Letras - A editora tem um ano de existência, esse primeiro ano serviu como base para se consolidar. Como está sendo essa experiência?

M.D. Amado -    Sem dúvida um aprendizado muito grande a cada trabalho publicado. Erramos algumas vezes, mas soubemos tirar lições importantes de cada erro. Vimos que a pressa pode estragar o brilho de obras bacanas. Publicamos coisas que talvez hoje não publicaríamos, ou exigiríamos mudanças consideráveis para que fossem para o papel. Mas também nos surpreendemos com projetos que não dávamos tanto crédito e que acabaram caindo no gosto dos leitores e tiveram excelentes resultados. Aprendemos também que nem sempre autores que já estão trilhando seu caminho com livros já publicados darão ao trabalho feito em nossa editora pequena, a mesma importância que dão a trabalhos feitos em editoras grandes. Em contrapartida, existem autores - experientes ou nao - que vestem a camisa da editora, mesmo sendo autores de outras editoras. Alguns inclusive apoiam e trabalham na divulgação de projetos em que eles nem participam. São pessoas que esperamos ter sempre por perto, crescendo conosco. E também temos o retorno do público, que tem nos ajudado no crescimento e amadurecimento da editora. Pesando tudo na balança, o lado positivo dessa experiência tem sido maior e muito gratificante.



Elo das Letras - Esse ano a Estronho vai se aventurar publicando livros de não ficção, incluindo entre eles um livro com dicas para escritores iniciantes, um outro sobre a história do blues e suas influências na música brasileira, e um com uma tendência acadêmica que seria um estudo sobre a história do terro na literatura. Isso influenciará na identidade da editora ou essa não será uma tendência e sim uma experiência? O que a editora espera com essa nova experiência?

M.D. Amado -    Não vejo isso como algo que poderá influenciar ou não, na identidade da Estronho. Pelo contrário... Acho que isso já faz parte da editora. A proposta da Estronho sempre foi de dar chance a novos autores nacionais, seja de que gênero for. É sempre bom lembrar que a Editora Estronho nasceu do site de entretenimento Estronho e Esquésito e seguir padrões ou regras nunca foi algo bem visto no site. Na editora não vai ser diferente. Ao contrário do que manda a atual cartilha das editoras, não publicamos apenas aquilo que acreditamos nos dar um excelente retorno financeiro. Claro que se ele vier, será muito bem-vindo, afinal precisamos nos manter. Porém, o principal na Estronho é publicar projetos diferentes, originais e também aqueles que não são assim tão surpreendentes, mas que nós gostamos. Que acreditamos, literariamente falando e não financeiramente falando. O que esperamos com essa experiência? O mesmo que esperamos da literatura fantástica, da juvenil, da infantil. Publicar bons livros com conteúdo, visual e criatividade. Seguindo o lema que foi presente do Rober Pinheiro: Editora Estronho... tudo, até literatura!




Elo das Letras - Mais algum livro de não ficção serão publicados pela editora? Poderia nos adiantar algo?

M.D. Amado -    Sim. Estamos analisando pelo menos cinco originais de livros de não-ficção, mas ainda não podemos adiantar nada. A única pista que posso dar é que talvez passearemos pelo mundo do cinema, dos mangás e das biografias.



Elo das Letras - A Editora através do selo Fantas está com um projeto voltado para a Literatura Infantil, como surgiu esse projeto?

M.D. Amado -    De um projeto da Celly Borges. Um blog chamado Mundo Fantástico de Cor, onde autores de literatura fantástica escrevem contos infantis. Vamos iniciar com alguns dos contos publicados no blog e convidaremos outros autores. Por enquanto as ilustrações ficam a cargo da Carolina Mancini, que além de escrever ótimas histórias, desenha muito bem e tem um traço que casou certinho com o projeto. Ela inclusive participará com um volume em que além de ilustrar, também será responsável pelo texto. E esse projeto vai nos dar a chance de realizarmos um sonho nosso (meu e de Celly Borges), que é de destinar parte dos exemplares impressos para bibliotecas, creches e crianças de baixa renda.



Elo das Letras - Dentro dessas novas experiências da Editora Estronho, estão pensando em algo no sentido de E-books?

M.D.Amado - Sim, devemos fazer uma experiência ainda no primeiro semestre de 2012 com o meu livro solo "Aos olhos da morte" numa edição diferente da que saiu em papel e também com algumas antologias. Ainda estamos estudando a melhor forma de fazer isso, mas já é certo que o objetivo principal é baixar consideravelmente o preço final e não apenas dizer que temos publicações eletrônicas e colocarmos um preço próximo das edições de papel.



Elo das Letras - Quais são suas perspectivas para a editora esse ano de 2012? O que o leitor pode esperar?

M.D.Amado -    Perspectivas de muita ralação (risos)... Muitos projetos já anunciados e outros que ainda estamos negociando. Também está em vista a ampliação dos pontos de venda físicos que já estão sendo negociados em várias partes do Brasil. Em relação aos projetos, fica mais fácil visitar o site (www.editora.estronho.com.br) e procurar lá o tópico "2012 pra lá de Estronho", onde relacionamos os projetos que já estão confirmados. E também tentaremos aumentar o número de eventos com o Estronhomóvel em parceria com outras editoras. Duas delas já confirmaram o apoio. Estamos aguardando a resposta de mais algumas.



Elo das Letras - Com o mercado editorial tão competitivo, o que a Editora faz para se destacar e conquistar os leitores?

M.D.Amado -   A competição existe e só quem é muito ingênuo para dizer o contrário, mas não pensamos por esse lado da disputa. Procuramos fazer a nossa parte, do nosso jeito, publicando aquilo em que acreditamos. Trabalhamos nossos livros com diagramação diferenciada, material diferente, sempre experimentando coisas novas e consciência ecológica na medida do possível e sem exageros (e quem achar isso brega ou ridículo, que vá passear, empilhar coquinhos na descida, plantar batatas ou o que mais quiser fazer). A conquista de novos leitores vem com o tempo. Ainda somos muito novos no mercado para querermos parecer revolucionários ou algo assim. Aliás, preferimos seguir tranquilos e no nosso ritmo, fazendo parcerias com editoras sérias e que têm um perfil parecido com o nosso.




Elo das Letras - Obrigado mais uma vez pela entrevista.

M.D.Amado  -  Eu que agradeço pela oportunidade e pelo espaço aberto para a Editora. Um grande abraço horripilante!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

LANÇAMENTO: "Dedos não brocham" o blog que virou livro pela Ed Draco


"Dedos não brocham" é um blog, é um livro, é um blog que virou livro.

Tive contato recentemente com blog "Dedos não brocham", comecei a folhear, na verdade a fazer a rolagem da barra, para ler alguns trabalhos escritos por Alessandra Safra, uma variedade de escritos totalmente "humanos", próximos de nossa realidade e com um tom que não é simplesmente romântico mas tão real que chega a ser como tocar com os dedos na alma confusa do ser humano que vai desabrochando nos escritos.

A definição mais completa do blog é ela mesma quem dá: "importa saber que nada nasce encerrado por uma ideia de completude, mas sim de uma vontade considerável de aprender com os ensinamentos dispostos pelo caminho", considerando tal afirmação sobre aquilo que se encerra no blog também é esse "caminho" que trilhado por ela chega ao seu auge não apenas em características pré-moldadas, mas justamente por sua ousadia em evoluir do simples olhar sintético da coisa, para dar alma ao concreto de seu pensamento "palavra sua é".

A evolução do blog chegará para nós em livro pela Editora Draco, um livro que traz os delicados traços da "prosa poética" de Alessandra, um ousado ensaio que nos mostra a intimidade dos versos que vão delineando não apenas versos mas textos que dispostos são verdadeira poesia.

Alessandra Safra é estudante de filosofia, nascida em Santa Fé do Sul, mora em São Paulo há 10 anos, já publicou em diversas revistas eletrônicas, edita o blog "Dedos não brocham", blog que deu origem ao livro homônimo e que será publicado pela Editora Draco, com lançamento para 27 de Janeiro na livraria Martins Fontes da Av. Paulista, 509 - SP.


Sinopse do livro:



Dedos não brocham, de Alessandra Safra, é uma coleção de textos que são deliciosas armadilhas lascivas cheias de questões universais. Sucesso de público e crítica, é um blog com leitores nacionais e internacionais, ilustres ou anônimos, todos apaixonados. Depois de três anos de existência, enfim torna-se livro.
Sua prosa poética sofisticada torna a leitura um ótimo passeio por temas que tratam do humano e seus conflitos mais profundos, uma reflexão que vai muito além do delicado erotismo que suas passagens trazem, uma homenagem à intimidade.


Ficha:


Autora: Alessandra Safra
ISBN: 978-85-62942-39-6
Gênero: Literatura erótica, contos, poesias e crônicas.
Formato: 14cm x 21cm
Páginas: 104 em
Preço de capa: R$ 27,90
Disponível em: 27 de janeiro 2012

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

POESIA: Lamento em fuga - Jandeilson Bezerra

Lamento em fuga
Jandeilson Bezerra


Passou silenciosamente aqui bem próximo
nesse cantinho recolhido fez-se cativa
em orvalhos lacrimosos se desmanchou
e tal rosa feita o esplendor encontrou.

Nada quis para si e então
nada em seu colo levou
arrasou como um tornado
em vales prantuosos a vida transformou
daquele silencio que versos a floriu.

Chegando quieta se instalou
tão intensa e insana
tão fugas e viu
no sono profundo o coração deitou
os lábios secos de uma noite em fim.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

A Escrita como meio de interação das novas realidades ficcionais

A Escrita como meio de interação das novas realidades ficcionais

Escrever não é simplesmente transcrever no papel o pensamento.
Em se trantando da escrita dita propriamente literária, escrever vai além das capacidades de se transmitir apenas uma mensagem, é também transmitir um conceito e uma estética nova ao texto literário.

A estética por si só vem acompanhada de conceitos e pré-conceitos estabelecidos, ditando o que é bom e o que não é. Mas nem sempre o momento literário favorece ao autor de tais textos, veja pro exemplo Machado de Assis que ao seu tempo foi tratado como um louco, alguém cujo os pais das jovens damas da Corte queriam distância de seus escritos, julgavam que tais escritos machadianos poderiam desvirtuar a honra das belas jovens. O momento literário nem sempre favorece ao autor, mas o tempo é o único julgador das obras.


A escrita passa normalmente por evoluções e mutações, a literatura por sua vez passa por adaptações de momentos, renovando assim suas capacidades de cativar os corações, com histórias e novas perspectivas de vidas.

O sonho nem de longe pode ser esquecido, escrever é transformar tais sonhos, possíveis e impossíveis, em realidade, cujos os principais autores destas realidades interagem em mundos totalmente diversificados, é o transportar das culturas às realidades ficcionais e a criação e adaptação de novas culturas.

Escrever não simplesmente quer dizer sonhar, mas transformar sonhos em realidades.


quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

As mais vistas do Elo das Letras 2011

As mais vistas do blog Elo das Letras


O Blog Elo das Letras nasceu timidamente no início de Janeiro de 2011, hoje reunimos as melhores parcerias e também trabalhamos e forma a sempre indicar um bom conteúdo para os leitores, oferecendo os mais variados temas e trazendo entrevistas em primeira mão, sobre os lançamentos dos novos autores.

O Elo não é meramente um local de encontro de informações, é também um ponto de referência para aqueles que buscam na leitura um elo com um mundo de letras.

Somos independentes e emitimos nossa opinião de forma sincera e honesta, as nossas parcerias são embasadas na liberdade de expressão, somos nós quem exigimos já que toda parceria é realizada apenas quando há realmente um interesse em ser celebrada, não submetemos o que acreditamos ao que os outros exigem, preferimos manter a qualidade daquilo que temos.

O ano de 2011 ainda não acabou, temos ainda uma ótima entrevista com o Editor da Editora Estronho, e também uma última Resenha a ser publicada, mas estamos trazendo neste post as publicações mais vistas desse ano que está acabando, vocês gostaram a realmente valeu apena.

Segue a lista das mais vistas:

1º - Conto: A Casa Colonialhttp://eloletras.blogspot.com/2011/05/conto-casa-colonial.html

2º - Série: Por que você escreve? A Dinâmica do pensamentohttp://eloletras.blogspot.com/2011/05/por-que-voce-escreve-dinamica-do.html

3º - Resenha: O Fantasma de Cantervillehttp://eloletras.blogspot.com/2011/08/resenha-o-fantasma-de-canterville-oscar.html

4º - Conto: A Ordem Secreta da Inconfidência Mineirahttp://eloletras.blogspot.com/2011/07/ordem-secreta-da-inconfidencia-mineira.html

5º - Indicação: Claraboia de José Saramago http://eloletras.blogspot.com/2011/11/claraboia-de-jose-saramago-um-romance.html

6º - Resenha: O Céu está em todo lugarhttp://eloletras.blogspot.com/2011/10/resenha-o-ceu-esta-em-todo-lugar-jandy.html

7º - Poesia: Consanguíneohttp://eloletras.blogspot.com/2011/10/poesia-consaguineo.html


Assim agradecemos a sua companhia, e esperamos nos vermos mais vezes no próximo ano!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Vídeo-Poema: Pele Nua

Na semana passada eu trouxe para vocês a poesia Pele Nua, e logo depois que fiz a divulgação do poema, fique pensando como seria ele em vídeo, entrei em contato com um amigo que se animou com a ideia de trabalhar essa possibilidade, com os poucos recursos disponíveis conseguimos o resultado do Vídeo-Poema abaixo, espero que gostem, é sem dúvidas uma experiência inigualável.

Quero agradecer a Uírá Filipe por ter emprestado sua voz e também ter editado o vídeo.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O ELO DAS LETRAS DESEJA FELIZ NATAL!

Queridos Leitores Amigos,


Durante esse ano partilhamos o conhecimento, e desse conhecimento a nossa amizade se fortaleceu. Quero agradecer a todos que acompanham o nosso trabalho, a todos os leitores e também aqueles que nos seguem diariamente.


Feliz Natal a todos!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

PROMOÇÃO: A Maldição do Tigre

Olá galera do Elo das Letras,


trouxe mais uma novidade, dessa vez vamos fazer um sorteio para os Seguidores do Elo das Letras em parceria com a Editora Arqueiro.


O Prêmio é:


Livro: A Maldição do Tigre + Boton a Maldição do Trigre + Marcador


Prestem bem atenção nas regras que são simples e não deixem de participar.


1º - Seguir o blog Elo das Letras, no Facebook: http://www.facebook.com/elodasletras ;
2º - Clicar na aba PROMOÇÕES;
3º - Clicar em QUERO PARTICIPAR;
4º - Promoção válida apenas para residentes no Brasil;
5º - O vencedor será informado através de nossas redes sociais, por tanto fiquem atentos;
6º - Caso o sorteado não reclame o prêmio em um prazo de 3 dias, um novo sorteio será realizado em respeito aos demais participantes.


Data Inicial da Promoção: 20 de Dezembro de 2011 - Data Final: 5 de Janeiro de 2011

POESIA: Pele Nua - Jandeilson Bezerra

O Nascimento de Vênus -  Sandro Boticelli
Pele Nua
Jandeilson Bezerra




A pele suavemente transparente em giz
Olhos que vibrantes se deixam lavar
Em gotas orvalhadas de solidão
A alma se compraz de tal angustia
Em ter compartilhado em seus vitrais.


Esperança que fugaz se entrega ao mar
Azulando o doce verde se desfaz
Em tão bela face lábios vermelhos se refaz
Em dentes alvos de um sorriso eficaz.


Que na alma a dedos suaves deslizar
Aumentando a fricção de tal tocar
As muralhas ruírem ao sibilar
Do mais puro encontro a florescer.


E na primavera o amanhecer entregue
De árvores que bailam sem parar
O amor mais uma vez enaltecer
Tão nobre alma de gestos generosos
Repousar sobre o véu do entardecer.

sábado, 17 de dezembro de 2011

RESENHA: A mitologia Hindu evidenciada em uma saga fantástica - A Maldição do Tigre - Collen Houck - Editora Arqueiro

A mitologia Hindu evidenciada em uma saga fantástica
Livro: A Maldição do Tigre (Colleen Houck)


"A maldição do tigre" (Editora Arqueiro, 2011, 272p) da escritora Colleen Houck e traduzido por Raquel Zampil, é uma aventura épica e cheia de mistérios, lançado originalmente como e-book ficou sete semanas na lista dos mais vendidos da Amazon, entrando em seguida na do The New York Times, é uma saga fantástica e envolvente, e também a estreia da escritora, que estudou na Universidade do Arizona.

Kelsey Hayes, é uma jovem adolescente que perdeu os pais recentemente, e foi morar com uma família adotiva, tendo concluído o Ensino Médio ela sai em busca de um emprego de verão, e um circo que está passando em sua cidade a contrata, um grande desafio para uma jovem que inicialmente sai de sua vida pacata para entrar em uma nova realidade, dois mundos diferentes, é assim que o livro inicia, te convidando a sair do comodismo da sua realidade para te transportar primeiro a uma realidade mais próxima e possivelmente depois a uma realidade mais complexa e cheia de novidades.

A principal atração do circo onde Kelsey vai trabalhar é um tigre branco, cuja admiração por ele é despertada em uma noite de apresentação, sua imponência e beleza a conduziram a uma grande admiração, após esse dia todas as noites ela começa a visita-lo, dormir ao seu lado e contar histórias ou mesmo ler um poema, coisas simples mas que demonstram uma humanidade e afeto para com o animal, uma pequena demonstração de que o carinho não é medido apenas por sentimentos profanos mas a comprovação de que eles ultrapassam a medida de nossa realidade, talvez a jovem estivesse buscando uma companhia ou tivesse uma carência devido à falta de seus pais com quem ela crescera e tenha identificado no tigre que passava a maior parte de sua vida enjaulado uma certa relação com a sua vida.

Um comprador misterioso aparece com a promessa de levar o tigre a um paraíso selvagem, uma reserva florestal onde o tigre poderia viver livremente, chegando na índia a jovem se ver dentro de uma verdadeira aventura, onde precisará descobrir o caminho de volta e também ajudar o tigre Ren que na verdade é um príncipe amaldiçoado por um mago há mais de trezentos anos, a recobrar a sua humanidade. É nesse momento que o diálogo com o leitor é mais forte, a maestria que Colleen utiliza para nos convidar a um salto mais adiante, nos desligarmos de nossas convicções e também de nossas crenças para descobrirmos algo novo é sem dúvidas digna de grandes escritores, uma vez que ela respeitosamente tira-nos de tudo o que estamos acostumado e nos leva a descobrir um novo mundo e também uma nova cultura.

Kishkindha, a famosa Cidade dos Macacos que foi explorada em O Livro da Selva do escritor Rudyard Kipling (1894) é também explorada de forma "romântica e provocativa" como disse Houck, é um pouco ousado comparar a história com o clássico da literatura britânica mas em nada deixa a dever já que o livro tem tudo para se tornar um clássico. Conhecendo a famosa Cidade dos Macacos você poderá mergulhar na mitologia indiana e conhecer um pouco mais dessa cultura tão rica.

Leitores de séries como a Saga Crepúsculo não podem deixar de ler essa saga, um livro suave, leve e sem pretensões a não ser a pretensão de te fazer mergulhar em uma história cheia de vida e encantadora.

Sinopse:

Paixão. Destino. Lealdade. Você arriscaria tudo para salvar seu grande amor?

Kelsey Hayes perdeu os pais recentemente e precisa arranjar um emprego para custear a faculdade. Contratada por um circo, ela é arrebatada pela principal atração: um lindo tigre branco.
Kelsey sente uma forte conexão com o misterioso animal de olhos azuis e, tocada por sua solidão, passa a maior parte do seu tempo livre ao lado dele.

O que a jovem órfã ainda não sabe é que seu tigre Ren é na verdade Alagan Dhiren Rajaram, um príncipe indiano que foi amaldiçoado por um mago há mais de 300 anos, e que ela pode ser a única pessoa capaz de ajudá-lo a quebrar esse feitiço.

Determinada a devolver a Ren sua humanidade, Kelsey embarca em uma perigosa jornada pela Índia, onde enfrenta forças sombrias, criaturas imortais e mundos místicos, tentando decifrar uma antiga profecia. Ao mesmo tempo, se apaixona perdidamente tanto pelo tigre quanto pelo homem.

A maldição do tigre é o primeiro volume de uma saga fantástica e épica, que apresenta mitos hindus, lugares exóticos e personagens sedutores. Lançado originalmente como e-book, o livro de estreia de Colleen Houck ficou sete semanas no primeiro lugar da lista de mais vendidos da Amazon, entrando depois na do The New York Times.

“Um romance delicado e uma aventura capaz de deixar o coração a mil por hora. Eu vibrei e roí as unhas. A maldição do tigre é mágico!” – Becca Fitzpatrick, autora da série Sussurro.

FICHA TÉCNICA

TÍTULO : A Maldição do tigre
TÍTULO ORIGINAL : Tiger’s Curse
AUTORA: Colleen Houck
EDITORA: Arqueiro
N° DE PÁGINAS :343


A Autora:

Colleen Houck  estudou na Universidade do Arizona e trabalhou como intérprete da língua de sinais durante 17 anos. Mora no Oregon e A Maldição do Tigre é sua estreia

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Lançamento: ROÇA BARROCA - JOSELY VIANNA BAPTISTA - ED COSAC NAIFY

 “Guardo na memória de infância algumas imagens que provavelmente me levaram a enveredar por aí, como a descoberta de uma comunidade isolada de guaranis numa ilha fluvial ou um velho índio, provavelmente um pajé, que passou uns tempos vendendo ervas que espalhava sobre um pedaço de couro, bem na esquina de minha casa no norte do Paraná. Aquilo representava um mundo de mistérios para mim." Essa pode ter sido uma das motivações de Josely Vianna Baptista para trazer-nos o seu livro Roça barroca, que saiu essa semana pela Editora Cosac Naify.




Leia a sinopse:



A poeta Josely Vianna Baptista traduz pela primeira vez para o português o mito cosmogônico da tribo indígena Mbyá-Guarani em poemas em edição bilíngue (guarani-português). Os textos narram a criação do mundo, dos homens e dos animais, e permitem ao leitor entrar em contato com o universo imemorial da tradição oral ameríndia.


No texto de orelha, o poeta e tradutor Luis Dolhnikoff anota: “se trata de uma estranha e estranhamente bela narrativa poética sintética sobre personagens de sabor arquetípico, que evocam tanto o tempo profundo do mito quanto a profundidade sensível da floresta brasileira”.


Dividido em duas partes, o volume traz ainda poemas inéditos da autora em Moradas nômades, inspirados na sua experiência de contato com os Mbyá-Guarani. Esta é a primeira publicação que une as duas vertentes de Josely Vianna Baptista: a de poeta e a de tradutora.



Ficha Técnica:



Autor: Josely Vianna Baptista
Apoio: Petrobras, Ministério da Cultura
Idioma: Português


Maiores informações no link: http://editora.cosacnaify.com.br/ObraSinopse/11641/Ro%C3%A7a-barroca.aspx




quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Editora Intríseca lança E-books a partir de 15 de Dezembro

A Editora Intríseca noticiou que a partir de Quinta-Feira, dia 15 de Dezembro, inicia a sua publicação em e-books, que serão inicialmente comercializados pelas livrarias Cultura, Saraiva e Gato Sabido. Serão 30 livros que respresentam 20% do catálogo da editora e somam 17,5 milhões em exemplares vendidos no país.

A novidade é que haverá lançamentos simuntâneos a partir de Janeiro das versões impressas e digital, no formato ePub, com a publicação de A visita cruel do tempo, romance de Jennifer Egan vencedor do Pulitzer de ficção em 2011, e Silêncio, aguardada continuação da série best-seller de Becca Fitzpatrick.

Os preços variam de 19,90 e 24,90 o que em média representa um desconto de 30% sobre o preço de capa em versão impressa, e são compatíveis com os sistemas operacionais iOS e Android, que permitem a leitura em aplicativos presentes em tablets e celulares, como os produzidos pela Apple (iPhone e iPad), pela Samsung (Samsung Galaxy Tab), além dos e-readers da Sony e da Positivo.

Os primeiros e-books a serem publicados darão prioridade a séries best-seller conhecidos como Crepúsculo e Percy Jackson e os olimpianos, e outros títulos de sucesso como Um dia, A menina que roubava livros e Bilionários por acaso: a criação do Facebook.

Neste último semestre, editoras como a Leya e a Editora 34, também lançaram seus primeiros e-books.

Veja a lista de E-books que serão publicados pela Intríseca a partir de 15/12

Saga Crepúsculo, de Stephenie Meyer 
 - Crepúsculo
- Lua nova
- Eclipse
- Amanhecer
- A breve segunda vida de Bree Tanner

Série Percy Jackson e os olimpianos, de Rick Riordan
- O ladrão de raios
- O Mar de monstros
- A maldição do Titã
- A batalha do Labirinto
- O último olimpiano
- Os arquivos do semideus

Série As crônicas dos Kane,de Rick Riordan
- A pirâmide vermelha
- O trono de fogo

Série Os heróis do Olimpo, de Rick Riordan
- O herói perdido

Série Os imortais, de Alyson Noël
- Para sempre
- Lua azul
- Terra das sombras
- Chama negra
- Estrela da noite
- Infinito

Série Riley Bloom, de Alyson Noël
- Radiante

Série Os Legados de Lorien
- Eu sou o Número Quatro, de Pittacus Lore

Outros títulos
- A hospedeira, de Stephenie Meyer
- A menina que roubava livros, Markus Zusak
- Bilionários por acaso, de Ben Mezrich
- Hell, de Lolita Pille
- O efeito Facebook, de David Kirkpatrick
- Pequena Abelha, de Chris Cleave
- Precisamos falar sobre o Kevin, de Lionel Shriver
- Um dia, de  David Nicholls

E-books disponíveis até o fim de 2011:
- A lebre com olhos de âmbar, de Edmund de Waal
- Como Proust pode mudar sua vida, de Alain de Botton
- Crescendo, de Becca Fitzpatrick (Série Hush, Hush)
- Dupla falta, de Lionel Shriver
- Nuvem da morte, de Andrew Lane (Série O jovem Sherlock Holmes)
- O hipnotista, de Lars Kepler
- O mundo pós-aniversário, de Lionel Shriver
- O poder dos seis, de Pittacus Lore (Série Os Legados de Lorien)
- Religião para ateus, de Alain de Botton
- Silêncio, de Becca Fitzpatrick (Série Hush, Hush)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Conto: O Artesão de Natal

O Artesão de Natal 
Jandeilson Bezerra




A muitos séculos atrás existia uma família do outro lado do mundo que não se preparava para o Natal, eles nem sabiam o que era o espirito natalino. É bem verdade que uma família simples, que não tem dinheiro para gastar em compras e presentes desconheça o Natal e o espirito natalino como é conhecido. 
 
O chefe dessa família, seu Nélson, era um homem simples e humilde, estava passando por diversas dificuldades, sequer tinha dinheiro para comprar alimentos, havia sido despedido de seu emprego um pouco antes do Natal.  Mesmo não tendo dinheiro, não tendo o que comer, a esperança não se dissipava dos olhos daquela pequena família.  Elisabete, era assim que se chamava a esposa, era uma mulher de muita fé, e lá estava ela ajoelhada pedindo a Deus que abençoasse seu marido e seu filho, que não lhes deixasse acabar a felicidade e a vontade de viver. 


Na aldeia onde eles moravam havia um homem muito misericordioso, ele buscava sempre ajudar os mais necessitados com tudo aquilo que podia ofertar, ele não era uma pessoa muito rica mas também não era pobre, trabalhava muito, mas era muito solitário. Dentro de sua casa nunca se via alguém entrar, ele era um artesão. Passou dias e noites trancafiado em sua casa antes do Natal, não deixava de olhar pela janela como estava aquela família pobre que passava por dificuldades, lá da janela dele dava para ver tudo. 


Do lado de fora da casa daquele homem o que sou ouvia era o barulho, o barulho das ferramentas tocando a madeira, dando forma e desenhando os contornos da madeira para algo tomar forma. As pessoas curiosas se aglomeravam na janela do artesão. Ele fazia de tudo para esconder no que estava trabalhando, mas todos desconfiavam que era algo grandioso e maravilhoso. De fato, a fama do artesão era a de que ele era um mago, fazia coisas fantásticas entalhadas na madeira. 


Faltava pouco tempo para o Natal, e o artesão trabalhava incansavelmente em sua obra mais maravilhosa de todas, fora a neve já começava a cair, ele vai diante da janela e percebendo pensa consigo mesmo que tudo estava indo de acordo com o que ele planejava. O que ele tinha em mente ao certo ninguém sabia, a única coisa que se podia deduzir era a que ele estava muito interessado em ajudar aquela família pobre que desconhecia o Natal. 


Alex era o filho de Elisabete, estava já sendo colocado pra dormir, ainda chorando pois sentia fome, sentiu o calor do abraço de sua mãe e de seu pai dando-lhe um boa noite. Logo dormiu, as velas da casa iam se apagando uma a uma enquanto todos já dormiam. Apenas o artesão encontrava-se acordado naquele instante, a vila toda já dormia.  


O artesão abriu pela primeira vez, durante o Natal, a porta de sua casa, ia trazendo para fora com muito esforço miniaturas de renas esculpidas na madeira e colocando uma atrás da outra, eram seis, fazia tudo em silêncio, para não acordar os vizinhos, após colocar as renas ele trouxe uma miniatura de carroça, ela era enorme, e tinha uma grande extensão atrás, colocado logo após as renas a carroça, ele foi e pegou um grande saco e colocou sobre a carroça, entrou mais uma vez em casa e quando saiu estava vestido com uma linda roupa vermelha, agachando-se sobre a neve olhou para um lado e olhou para o outro não vendo ninguém pegou a neve em sua mão jogando sobre as miniaturas de madeira deu grande grito – Ho! Ho! Ho!. Uma atmosfera mágica tomou conta do lugar, a neve cintilante começou a brilhar e dançar freneticamente sobre as miniaturas, que iam crescendo e tomando vida, após esse momento mágico ele subiu na carroça, jogando mais uma vez a neve que estava em suas mãos sobre a rena elas começaram a voar, e voavam deixando para traz um rasto de pó brilhante que ia se misturando com a neve que caia na vila e criando diversas formas de animais na neve.  


O artesão naquela noite passou na casa de cada família que morava na vila, ele sabia que cada um tinha uma necessidade especial, e lembrou-se de passar no casebre daquela família que não sabia o que era o Natal. Sobrevoou sobre ela durante um certo tempo, jogou ali seu pozinho e logo voltou para a sua habitação onde estacionando em frente seu trenó com o saco vazio que majestosamente ficou cheio, as renas e a carroça voltaram ao seu estado normal, mas já não eram miniaturas, permaneceram no tamanho real, lindas renas talhadas na madeira que mais pareciam estarem vivas, mas era a magia das mãos do artesão que davam brilho a madeira talhada. 


Alex se acordou, com fome não conseguia dormir, mas teve uma surpresa, acordou em uma cama luxuosa com cobertores nas mais diversas cores e desenhos de animais, ele não compreendia, e colocando o pé no chão sentia que algo tinha acontecido, o seu quarto não era o mesmo de quando foi dormir, estava lindo, cheio de cores e vida. E saiu correndo ao encontro de seu pai. 
  • Papai! Papai! Papai!
 Seus pais acordaram, não entendiam o que havia acontecido naquela noite, estavam em uma outra casa, uma casa rica, cheia de cores e detalhes reluzentes, a escada que dava para a sala era toda talhada em mão, pequenas renas era a decoração usada na madeira das escadas. Chegando na sala dão de cara com uma pequena mesa ao lado do sofá e lá estão retratos da família em diversos momentos da vida, e seu Nélson olhando para sua esposa tenta explicar o que estava acontecendo mas não encontra palavras. Ao lado da enorme árvore de natal bem no meio da sala, toda enfeitada e brilhante havia uma pequena carta que escrito estava: “ A felicidade vem quando menos esperamos, o Natal não representa apenas um momento voltado para o consumismo, representa o momento de partilha, de doar-se, de ser humano para aqueles que necessitam.” 


Ao pé da árvore estavam os presentes, o pequeno Alex ganhou um cavalinho de madeira, no qual se divertiu a noite toda. Na sala de jantar estava uma linda mesa cheia de frutas e comidas das mais diversas, os doces não faltavam também. A família caminhou até a sala de jantar e lá saciou a fome que por semanas os afligia. 
O dia ganhava o lugar da noite, o sol ia nascendo calmamente ganhando o espaço azul do céu, rompendo a barreira do silêncio os pássaros começavam a cantar, rasgavam o céu com voos rasantes, a neblina se dissipava, a vila começava acordar, era o Natal, a neve ainda encantava a cidade mas calmamente ia derretendo. Havia festa nas casas da vila, os cidadãos não compreendiam como presentes apareceram em suas árvores, era um enigma que os deixava feliz. Todos saiam de casa e iam para a rua comentar aquela novidade, saindo a rua se deparavam com a bela decoração em madeira na frente da casa do artesão, era lida a decoração, ficavam admirados e extasiados com tanta realidade impressa na madeira. Uma multidão se aglomerava na frente da casa dele, enquanto comentavam sobre a belíssima decoração natalina na casa do artesão se deparavam também com um casarão todo feito em madeira, o casarão estava no lugar daquela que era o casebre da família pobre, se perguntavam como a casa tinha ido parar ali da noite para o dia, e não compreendiam, até que os donos apareceram na rua para desejar a toda a vizinhança um Feliz Natal, e todos viram que algo de mágico havia acontecido naquele Natal. A felicidade se apoderou de toda a vila, e eles começaram a cantar, a se abraçarem e se desejarem felicidade.