Ciranda Elo das Letras de Poetrix

O poetrix é um terceto, "poema com um máximo de trinta sílabas métricas, distribuídas em apenas uma estofre, com três versos e título".

Ifrit O Despertar de um Demonio

Entrei no metrô direto para o prédio Vargas 2 que fica na Rua Presidente Vargas, a estação é em frente ao meu trabalho e como sempre o metrô estava lotado..

A Ordem Secreta da Inconfidencia Mineira

E se um dos grandes nomes da Inconfidência Mineira tivesse sido possuído por um espírito maligno e a causa de sua execução não tivesse sido o fato de pertencer a um movimento popular e sim o fato apenas de uma sociedade secreta querer ocultar a presença maligna no corpo daquele homem?

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Promoção Eu quero o livro Cursed City




Galera do Elo vamos lá a mais uma promoção especial para quem gosta de livros.


Eu recentemente resenhei o livro Cursed City, gostei muito, os autores são brasileiros e merecem ser lidos e admirados por nós leitores, e já que gostei do livro quero que vocês leiam e por isso vim com mais uma promoção.


Ta valendo o Livro Cursed City mais um Boton e Marcador de Páginas


PROMOÇÃO ENCERRADA


A promoção vai funcionar da seguinte forma:


1º - Tem que seguir o Elo das Letras no GoogleFriends (Caso não tenha pule para a segunda);


2º - Seguir no Twitter ou no Facebook;


3º - Deixar aqui no post a seguinte mensagem: "Eu quero o livro Cursed City" e assinar a mensagem com nome e sobrenome;


4º - O ganhador dever ter endereço de entrega no Brasil;


5º - Sua posição no comentário será o seu número e valerá ao ordenar os comentários: "antigos primeiro";


6º - O ganhador tem até três dias após a divulgação para reclamar o prêmio, caso não o faça ocorrerá um novo sorteio respeitando os mesmos critérios.


O sorteio acontecerá no dia: 6 de Agosto após as 23:59




É isso ai galera, as regras são simples e agora é só participar.

Parceria com a Editora Pensamento-Cultrix-Seoman

Queridos do Elo das Letras hoje estamos muito felizes com a notícia de que fechamos mais uma parceria, aliás mais algumas parcerias. E hoje vou falar de uma e durante o resto da semana falarei das demais.


A Editora Pensamento-Cultrix-Seoman


As parcerias vêm para fortalecer os objetivos do Elo das Letras de se firmar no mundo literário como uma referência para aqueles que gostam e curtem uma boa leitura. Saiba um pouco mais sobre esse nosso novo parceiro e aguardem que amanhã trarei mais novidades.






"A Editora Pensamento foi fundada em 26 de junho de 1907 por Antônio Olívio Rodrigues, que, de acordo com jornais da época, demonstrava grande interesse por pesquisas psíquicas, obras de filosofia e religiões orientais, com o objetivo de criar um intercâmbio de idéias com outras pessoas cultas. O primeiro título publicado, que marcou oficialmente sua fundação, foi Magnetismo Pessoal, de Heitor Durville. Este título continua em catálogo, em sua 25° edição. Dentre outros títulos publicados em 1907, destacam-se Deve-se Praticar Espiritismo?, de Raul Silva, e A Força do Pensamento, de William Atkinson. Em 1912 foi lançado o Almanaque do Pensamento, que, editado ininterruptamente desde então, atinge hoje vendas acumuladas de mais de 22 milhões de exemplares.


Pouco antes de seu falecimento, em 1943, Antônio Olívio Rodrigues passou a direção da Editora para as mãos de Diaulas Riedel, marido de sua neta, um grande pesquisador, empreendedor e ao mesmo tempo discreto e reservado. Em 1946, em assembléia realizada na Editora Pensamento, localizada no antigo Largo de São Paulo, foi fundada a Câmara Brasileira do Livro. E, em 1956, Diaulas fundou a Editora Cultrix, com o objetivo de editar livros de filosofia, literatura, sociologia, lingüística e psicologia. Sob seu comando as duas editoras tiveram um crescimento rápido. Na década de 80, Diaulas Riedel foi o primeiro a publicar livros que tratavam do movimento New Age, em especial autores que retratavam a aproximação entre a ciência moderna e as grandes escolas de misticismo. A área esotérica da Pensamento encontrou a complementação ideal nos temas científicos que a Cultrix passou a publicar, por causa do nascimento de uma nova consciência, em que a aproximação entre o conhecimento científico e a tradição de duas grandes correntes da filosofia e da religião não seria apenas um modismo.


Com o falecimento de Diaulas em 1997, seu filho Ricardo Riedel assumiu a direção das editoras, procurando desenvolver ações operacionais nas diversas áreas da empresa, principalmente na área de marketing e na criação de uma base de dados para otimizar o processo de tomada de decisões. Em 2009, Ricardo realizou a aquisição da Editora Seoman, a qual publica livros na área de moda, biografias, cultura pop e ficção. Atualmente ele continua à frente das editoras e vai consolidando os três selos editoriais, mantendo a coerência, a ética e a qualidade em todos os livros publicados - compromisso que permanece ao longo dos mais de 100 anos de existência -, produzindo livros para um mundo em transformação."

Conto: A Ordem Secreta da Inconfidência Mineira - Capitulo Final

A Ordem Secreta da Inconfidência Mineira
Capitulo Final


O Grande Mestre olhando para o sol já reconhecia a hora e pensara consigo, A essa hora a erva já fez o seu efeito e o jovem já se despedira desse mundo deixando abandonando aquele corpo e deixando aquele demônio sozinho e na escuridão total a sentir as dores humanas do corpo e da morte.


Leia a Parte I


Parado em frente a igreja da Lampadósia fazendo a sua última oração Joaquim baixa a sua cabeça como se estivesse perdendo as suas forças. Uma árvore ali em frente deixa cair sua última folha, quando Joaquim fica contemplando a folha cair suspira, ao toque da folha no chão o algo puxa-o de repente ele ergue a cabeça totalmente transformado com rosto pálido e olhos parecendo queimar na brasa mais quente do fogo mais incrédulo, e começou a murmura palavras indizíveis enquanto era puxado, parecia andar pulando e rapidamente, e assim apontou o cortejo fúnebre na praça, do alto de seus quatro metros sob o púlpito e já com a corda ao pescoço dera início ao suplício e das altas traves o corpo pendia dando seus últimos suspiros. E na multidão se viu um homem de cabeça baixa, trajando uma capa vermelha com um capuz preto que proferiu estas palavras: "Espirito que ai habita, cala-te e recolhe-te ao teu silêncio. Seja teu corpo esquartejado, e a cabeça o teu túmulo eternamente. Seja selada e guardada longe de todos e que tua verdadeira missão nunca seja descoberta. Assim seja, no além." Ditas essas palavras o homem soltara areia de suas mãos ali mesmo onde estava, dera as costas e se retirara, enquanto a população que de eufórica passara agora ao pânico acompanhava o corpo já ser retirado e levado para o esquartejamento.


Leia a parte II

O ritual de esquartejamento fora realizado salgando partes do corpo de Tiradentes, o troco ficara na igreja da Misericórdia o qual foi enterrado como indigente, braços, pernas e cabeça foram colocados em sacos de couro e levados para as Minas Gerais onde por cada lugar que ele tenha passado apregoando seus ideais fosse deixado exposto em praça pública um dos pedaços, em Vila Rica um enorme poste de madeira fora erguido em frente ao palácio do governo, era tão pesado e tão alto o poste que fora necessário dez homens do regimento local para ergue-lo. As pessoas curiosas se amontoavam para verem o que ali seria posto, foi quando no alto da escada deixando cair o saco de couro um dos soldados pegando a cabeça pelos cabelos fincou fortemente a cabeça no poste. As mães que traziam consigo seus filhos pegaram-nos nas mãos e saíram de lá correndo vertendo lágrimas dos olhos, enquanto a população aos cochichos comentavam ser a cabeça de Joaquim, do pequeno Joaquim que todos viram crescer e amadurecer pelas vielas de Vila Rica. Muitos boquiabertos e outros temendo represálias por aquela noite da insurgência decidiram-se por ficarem em casa enquanto a cabeça estivesse exposta.


Todos trancados em suas casas, recolhidos, já a meia-noite se reviravam em suas camas sem conseguirem dormir, era o medo de que algo de mal pudesse lhes acontecer. Enquanto isso a guarda em frente ao palácio do governo estava altiva em pé, marchando de lá para cá defendendo o seu posto. Foi quando uma senhora já de uma certa idade se aproximou com uma sesta na mão.


- Meus queridos filhos, trouxe-lhes um pedaço de torta de maçã para lhes aquecer a noite - olhando para o céu continuou - hoje a noite promete ser de chuva.


Os guardas se aproximaram agradecendo a generosidade da bondosa velhinha, que ficara ali até eles comerem o último pedaço da torta e logo vê-los pegando no sono. Por um momento as feições de idosa foram se transformando e ficando mais jovial, as mãos enrugadas davam lugar a mãos lindas e macias de uma mulher, logo o disfarce sumira ao paço que ela acenando com a mão direita vira homens saindo da escuridão, dois traziam consigo lanças, os que estavam atrás deles a cintura cingidas com espadas e ao meio dois traziam uma pequena urna prateada com dragões em alto-relevo e com os dizeres "Rex Nocte" rei da escuridão, e na sua abobada um anjo em cada ponta segurando um celo. Mais atrás vinha o Grande Mestre, trazendo consigo um recipiente. Parando em frente ao enorme poste, logo um deles subira e com uma sacola de couro, com todo o cuidado para não deteriorar a cabeça que aquelas alturas já apodrecia, colocou-a dentro e descendo rapidamente fora até o grande mestre que com luvas nas mãos cuidou de tirar a cabeça para fora, com o recipiente em mãos começou a derramar uma espécie de óleo de oliva proferido as palavras: "seja selado ó espectro do mal, sejas aprisionado por mais dois séculos, e tua missão terminada". Tendo dito tais palavras com a urna já aberta lá depositou a cabeça de Tiradentes, trancando-a com uma chave e girando os anjos que estavam na abobada de tal forma que os selos que os anjos traziam serravam o suporte. Todos colocaram-se a marchar, a mulher ia por último silenciosamente desapareceram na escuridão.


Leia a Parte III

Uma forte chuva começara a cair em Vila Rica, gota a gota tocavam na pele dos soldados que dormiam ali, e de um susto quando a chuva começara a ficar mais forte levantaram-se sem nada entender, um olhando para o outro se perguntavam o que havia ocorrido, sem respostas se colocaram de pé foi quando um deles olhando para o alto percebera que a cabeça já não estava mais no poste, ficaram preocupados e saíram procurando pelos arredores do palácio mas nada encontram, um deles correra até a casa do governador que relatando o ocorrido chorava com medo de ser repreendido, logo o governador entendeu a situação e mandou que os guardas procurassem por todas as partes mas nada encontram.


Já na floresta a urna com a cabeça estava no altar da Ordem, o Grande Mestre disse a mulher que precisavam enterrar aquela urna em um local seguro e cuja possibilidade do lacre ser rompido fosse mínima já que o príncipe das trevas que ali dormia poderia acordar e voltar. Aquela urna não poderia cair em mãos erradas, ela estava certa disso. Decidiram então as coordenadas de onde seria enterrada a urna e para lá se dirigiram, a diligência caminhou por cerca de duas horas quando chegando ao ponto começaram a cavar, no buraco profundo enterraram a urna e lá plantaram ma árvore de jacarandá. Fizeram guarda por três noites e três dias seguidos com o intuito de verificarem se alguém frequentaria o local, constado que não se retiraram e nunca mais se soube notícias da cabeça do jovem inconfidente.


Fim!

sábado, 9 de julho de 2011

Resenha: Cursed City Onde as almas não têm valor.



Cursed City é uma cidade muito agitada! E é com essa afirmação que inicio esse post, já para assegurar-lhe de que lá você não vai encontrar um local tranquilo para descansar, ao contrário se você for passar uma noite lá tenha cuidado pois a qualquer momento um bandido poderá tirar-lhe a vida.


Esse livro é um livro peculiar traz um universo que poucos se aventuram na escrita que é o universo do western, mas é sem dúvida alguma um universo cheio de possibilidades para se explorar e foi assim nesse universo cheio de possibilidades a se explorar que o livro tomou forma, na verdade formas, que possibilitam ao leitor uma leitura diversificada e ainda a contemplação dos mais diversos estilos.


O livro é uma antologia, com participação dos mais diversos escritores que aceitaram o desafio de viverem alguns dias ou simplesmente darem uma passada em Cursed, a leitura flui bem, alguns autores acertaram na tônica do western outros não foram o caso, o fato é que o gênero literário de faroeste é um gênero não muito comum por esses lados da fronteira enquanto alguns se identificam bem com esse gênero outros escrevem contos que não têm a ação esperada para esse tipo de literatura, um livro que poderia ter explorado mais o tamanho das letras, mas fica a dica.



Esse livro antologia é sem dúvida um livro que não perde em nada para os clássicos weterns pois tem a ação necessária, os personagens são característicos e principalmente há muito bang-bang o que não poderia faltar, as balas traçantes por horas você pode esculta-las zunindo no seu ouvido.




Alguns personagens me chamaram a atenção por sua construção ser bem real e isso dá uma tônica embasada no texto do autor já que demonstra que o autor tem o domínio e conhecimento de seu personagem, sabe o momento de coloca-lo na ação e de retira-lo, isso é plausível dentro do contexto em que o escritor se predispõe a transformar em literatura. Alguns trazem diálogos bem estruturados, e creiam, é possível visualizar algumas cenas desses diálogos como se estivesse-mos em um filme onde o câmera dá um close no personagem e ele com seu chapéu quase cobrindo-lhe a vista fala com pouca gesticulação dos lábios.


Eu quero aqui destacar alguns autores que dentro desse universo trouxeram ação e fantasia e transformaram o cotidiano de Cursed City, são eles: Alfer Medeiros, Georgette Silen, Tânia Souza, Romeu Matins. Esses no meu ponto de vista trouxeram algo de especial já que a leitura fluiu e a curiosidade é aguçada para a cada momento tentar se descobrir o que poderia acontecer mais adiante.


O livro cumpriu a sua missão de contos rápidos e bem estruturados, alguns muito canônicos é verdade e outros nem tanto, e foram esses outros que fizeram a diferença, não adianta ser técnico e não cumprir a missão, prefiro aqueles que fogem da regra e nos colocam dentro de uma história eletrizante isso faz a leitura mais interessante e também estimula o pensamento.

Você já leu? Então deixa seu comentário e impressões sobre o livro.

Detalhes do Livro:

Sinopse:

CURSED CITY, ONDE AS ALMAS NÃO TÊM VALOR

Cursed City é uma velha cidade do oeste, que como outra qualquer, convive com os mais diversos problemas, como arruaceiros perturbando a ordem, pistoleiros cruéis, prostituição, jogatina e todo tipo de bandido em fuga para o México. Também é alvo constante de ataques por parte de uma das tribos indígenas mais perigosas de todos os EUA, os Apaches, que sob o comando do chefe Cochise, vez por outra, resolve saquear a cidade.

Mas a população de Cursed City preferia conviver com tudo isso ao mesmo tempo e em todos os dias da semana, do que passar pelas provações dais quais são submetidos em certa noites, que trazem em seu manto surpresas extremamente desagradáveis.  Nessas noites, até mesmo os mais valentes homens e os mais terríveis assassinos se escondem em seus buracos imundos, esperando a morte chegar.

Nem mesmo o próprio diabo se permite passear sozinho por aquele pedaço de terra amaldiçoado.

As mais terríveis criaturas que a noite, e o inferno podem oferecer, visitam constantemente Cursed City e fazem até os mais cruéis pistoleiros mijarem em suas calças, como criancinhas indefesas. O medo habita em cada uma das casas da cidade. Não há padre que resista e nem xerife que permaneça vivo por muito tempo. Cursed City é a sala de espera do inferno e quem entra, raramente consegue sair. Quem mora na cidade, se tentar fugir, é castigado com um destino muito pior do que a própria morte. Até mesmo os Apaches, conhecedores dos segredos espirituais não escapam da maldição que assola a região. Eventualmente, perdem alguns de seus mais bravos homens, ao retornar de Cursed City para seus lares.


Vampiros, lobisomens, demônios, espectros, criaturas que talvez nunca ouvimos falar antes...

... e autores prontos para contar essas terríveis histórias sobre Cursed City e seus mistérios malditos.


Com organização de M. D. Amado, O Estronho traz até você o medo empoeirado do velho oeste misturado ao sangue das crianças e mulheres, ao suor e medo dos homens mais corajosos e ao bafo podre das criaturas mais sórdidas e brutais, vindas do inferno.

Ficha Tencnica

ANTOLOGIA DE CONTOS
Vários Autores
Capa e Diagramação: M. D. Amado
Revisão: Celly Borges
Formato: 14 x 21cm
Capa em papel cartão 250g, laminação fosca, orelhas 6cm
Miolo em papel reciclato 90g
Preço de Capa: R$ 42,00
Editora: Estronho Editora

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Acontece: Festa Literária de Paraty - Flip

A Festa Literária de Paraty, conhecida como FLYP é sem dúvida alguma a consagração da Literatura alinhada a beleza arquitetônica e paisagística do local. É uma festa eclética que mescla todos os tipos de gostos e também de literatura, desde crianças até idosos.


O homenageado desse ano é Oswald de Andrade (1890-1954) o intérprete que valorizou a nossa cultura.

Para a festa foram convidados nacionais e estrangeiros e os visitantes podem conferir as mais diversas atrações nas tendas espalhadas pela cidade: Tenda dos Autores, Tenda dos Autógrafos, Tenda do Telão, Flipinha (programação especialmente realizada para o público infantil) e Flipzona (adolescentes).

Entre as principais atrações da Flip 2011 estão: Antônio Candido, Pola Oloixarac (dia 8), Claude Lanzmann (dia 8) Joe Sacco (dia 9), João Ubaldo Ribeiro (dia 9) e James Ellroy (dia 9).

Sem dúvidas uma festa para curtir não apenas no dia como na noite!

Veja a programação oficial:



quarta-feira, 6 de julho de 2011

Poesia: Diálogo da Solidão

O que contar,
quais palavras falar
ou mesmo expressar
nestas linhas de amor?



Disse o sol:


- Não sou eu, não sou
sou o simples poente sol
a busca gritante da águia
o esconder do luar eternizante.

E o homem lamentou:



- Sou eu, sou só, dó,
e nada mais que um simples andante
um pequeno homem solidante
a vaguear nesse rio sem fim.

E tudo o que tinha a contar
as palavras que busquei enfrentar
expressões que acabei por inventar
para dizer simplesmente
que sou teu ausente cantar.

terça-feira, 5 de julho de 2011

A Ordem Secreta da Inconfidência Mineira - Parte III

A Ordem Secreta da Inconfidência Mineira
Parte III


Chegando na floresta, próximo a Vila Rica, a ordem estava mais uma vez reunida como se estivessem esperando o corvo que ao chegar pousara sob o altar, logo Grande Mestre se aproximara com sua capa imponente na cor vermelha que mais parecia flutuar, pegara o corvo e com uma pequena adaga tirara-lhe os olhos levando-os até uma pira cheia de água e jogando-os lá esperei que algo acontecesse, imagens turvas começaram a se fazerem presentes na pira, foi quando as imagens se fizeram constantes e límpidas mostrando tudo o que vira Tiradentes fazer naquela noite, eram as lembranças armazenadas nos olhos do corvo que fora a testemunha principal do acontecido. Todos que ali estavam presentes ficaram furiosos e resolveram que agora era a hora de agir silenciosamente como sempre fizeram nessas situações, o perigo era eminente e sua estadia na terra não poderia ser revelada. O Grande Mestre dispensou a todos, com uma promessa de que a solução se daria ainda naquela noite, e seguira para a sua casa, enviando imediatamente um mensageiro ao Visconde de Barbacena. Ao receber a mensagem cuja carta continha o selo do círculo com uma estrela dentro logo descobrira que se tratava de uma correspondência urgente e de grande importância já que não recebia uma daquelas a muitos séculos, lendo o conteúdo e se colocando a par de tudo o que ocorrera fez por incluir o nome do jovem rapaz nas listas daqueles que deveriam ser caçados e presos para julgamento.



Já na ilha das Cobras, a face escondida sob os inchaços dos socos que levara dos policiais Joaquim estava irreconhecível e para averiguar se se tratava realmente dele o Grande Mestre chegara ao complexo prisional, conversando com o responsável por lá ouvira-o falar que o homem preso por vezes ao anoitecer falara palavras em um dialeto que não compreendia, o grão-mestre olhara silenciosamente para as qualidades do local, portando o seu majestoso anel de ouro, de pele pálida e jovial ele pedira para ser levado até o preso sem esboçar qualquer reação de espanto ou temor, ele era desprovido dessas reações humanas, chegando lá encontra-o deitado no chão sujo de lama que mais parecia um mendigo.

- Veja senhor, ele recusa-se a tomar banhos e vive falando essa língua que desconhecemos. -Disse o guarda de plantão.

- Deixe-nos a sós por alguns momentos.

O guarda saiu, o Mestre adentrou a cela na qual Tiradentes estava sozinho, era uma cela desprovida de qualquer conforto cuja as paredes cheias de infiltração traziam apregoadas os grilhões usados para segurar os presos e no qual num deles estava o desfigurado Joaquim, tirando de dentro de seu paletó uma erva fê-lo a engolir.


- Vamos, engula desgraçado, rápido!

- Você pensa que eu não sei quem você é? Sim eu sei! Você veio de lá e sua única missão é impedir-me mas isso não acontecerá, você veio, eu sei, você está aqui a mais tempo que eu, há como o odeio miserável. - Disse Tiradentes em um tom de voz rouco e chiado, expressivamente forte e cheia de ódio.

- Claro que você sabe Gervásia ou melhor Abigor, você se perdera de nós, encontrou o caminho da escuridão e fez dele o seu refúgio, você esqueceu a nossa missão aqui e no passado, esqueceu-se quem é o seu verdadeiro senhor e para sua infelicidade nós estamos aqui também se alojou no corpo desse infeliz pensando que não perceberíamos. Agora terá que pagar com a sua vida e a dele, só que dessa vez você não voltará para o lugar de onde veio e sua missão dê por encerrada, você veio desprovido de qualquer força, cadê sua inteligência agora? Ainda não é sua hora Abigor, cadê suas legiões para defende-lo? - Disse o Grande Mestre.

- Ele não tem culpa senhor, ele apareceu no momento errado da minha passagem, infeliz do Tiradentes tão cheio de sentimentos nobres sucumbiu no primeiro momento. Minha missão não terminou Gamaliel, logo tudo se revelará!

- Não venha com desculpas, seu desgraçado, você nos colocou em perigo e agora pagará com a sua própria vida e eu mesmo me responsabilizarei para que você nunca mais retorne a esse mundo.

- Pobre Gamaliel, tenha cuidado para que ele não esculte suas ofensas. Outros virão depois de mim, e outros haverão de me libertar de qualquer prisão que você me imponha, não será a primeira vez nem a última, lembre-se disso.

Se retirando da prisão o Grande Mestre foi ter com o Vice-Rei que logo se incomodara pelo alto andar das horas, porém ao perceber de quem se tratava pulara de sua cama e fora recebe-lo com total reverência já que a influência do Grande Mestre se fazia por saber. O Mestre trazia consigo uma carta timbrada em alto-relevo, aquele era o timbre real, balançando a cabeça confirmara a decisão, logo o Mestre se retirara dali deixando o vice-rei pálido como a neve que nunca existiu naquelas terras. A carruagem andando nas ruas do Rio de Janeiro, tocando o chão castigado pelo ir e vir das carruagens dos senhores abastados que ali moravam, se perdera em meio a forte neblina, de onde a carruagem se perdera apenas um cachorro vinha andando cheirando o chão e procurando por comida. A lua começara a perder seu brilho enquanto a neblina se dispersava, o sol já denunciava a sua vontade de se fazer presente doirando as cadeias de montanhas que compunha a bela cidade do Rio. O galo cantara e a cidade já dava sinal de vida.
Um enorme grito se fez ouvir na cidade, com a mão no coração o padre já ancião sai correndo para ver do que se tratava, chegando no local vira o seu sacristão a chorar de nervosismo, abraçando-o perguntara porque havia gritado tão fortemente, e o sacristão sem olhar para traz aponta o corpo ao que o padre olha logo faz o sinal da Santa Cruz e manda que o sacristão saia correndo para ir até a intendência informar o ocorrido, logo o crime tomara de conta da cidade assim chocando a todos e virando notícia de jornal. A comoção foi geral, o medo se fazia presente por toda a parte porém a notícia do dia era outra e foi ela quem tomou de conta do noticiário das primeiras páginas dos folhetins e jornais que circulavam na capital, a condenação de Tiradentes ao enforcamento em praça pública.

Todos comentavam e por todos os lados se fazia ouvir a sentença:

" O homem conhecido por Joaquim, o Tiradentes, assinara acordo no qual assumia para si e mais ninguém a culpa pelo movimento conhecido como Inconfidência nas Minas Gerais e por esse motivo fora condenado a pena máxima. Que seja conduzido pelas ruas públicas ao lugar da forca e nela morra de morte natural e depois de morto seja-lhe cortada a cabeça e levada a Vila Rica onde na frente do parlamente, por tanto na praça, seja colocada no lugar mais alto até que seja ela consumida pelo tempo. Seu corpo será dividido em quatro pedaços e pregados em postes nos lugares onde o infame tenha passado, a saber caminhos de Minas, no sítio da Varginha, e das Cebolas. Que assim seja, por tanto assino".

A população toda atônita ainda não havia presenciado tais circunstância, mal souberam da morte do rapaz na igreja e já havia um espetáculo público planejado pela coroa, com direito a cortejo e choro em praça pública. A comoção era geral, todos falavam e comentavam sobre tal decisão da coroa, e todos se perguntavam porque o jovem Joaquim pagaria pelos crimes de todos sendo que ele era tão inocente quanto a todos que foram para o degredo ou mesmo libertado e tiveram suas penas retiradas.

O púlpito cadafalso estava sendo preparado, a batida do martelo seguia o ritmo dos sinos da igreja que badalavam chamando para a missa da matina, os moradores passavam em frente à praça com olhares desconfiados muitas vezes trocando olhares de medo e terror diante daquele que seria o palco dos últimos momentos de vida de Joaquim. Naquele dia a relva das planícies estavam molhadas da neblina da noite, as nuvens ainda cobriam as cadeias de montanhas e planícies, o verde na floresta estava escuro, o mar começara a se agitar e a tocar com rudez estrondosa nas arrebentação, as gaivotas plainavam em voos rasantes por horas perfurando o mar em busca de seu alimento.

Era manhã já quando o algoz adentrara a sela na qual o condenado estava a esperar pelo cumprimento de sua sentença, largado ao chão levantou-se rapidamente curvando a cabeça aceitou levar-se antes colocando uma túnica branca, tendo as mãos amarradas dera os primeiros passos para o cadafalso. Na rua da Cadeia o sol já tocava-lhe a pele, o jovem talvez não entendesse mais o que estava acontecendo porém caminhava como se nada o atingisse, naquelas alturas a erva já estava fazendo seu efeito, o trajeto seguido de olhares que ao mesmo tempo demonstravam felicidade de temor, as ruas enfeitadas como para uma grande festa e era uma festa para o governo suprimir toda e qualquer tentativa de revolução e colocar medo em qualquer um que estivesse pensando em fazer o mesmo que Tiradentes. O trajeto todo seguido pelas orações do clero e das religiosas presentes, muitas foram as beatas que o acompanharam, pobres beatas de nada sabiam, e rezavam e cantavam e a multidão se aglomerava para ver o jovem rapaz, foi quando de frente a igreja de Nossa Senhora da Lampadósia pararam, o jovem sentira uma tontura e pedira para fazer uma oração.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

A Ordem Secreta da Inconfidência Mineira - Parte II



A Ordem Secreta da Inconfidência Mineira

Parte II

Passado algum tempo o jovem Joaquim levando uma vida normal, com sua ascensão profissional ficara conhecido como Tiradentes, por causa das inúmeras extrações de dentes que fazia na Vila, alistara-se nas tropas da Capitania e logo virara comandante foi quando começara a ter um contato com os grupos que criticavam a exploração do Brasil por Portugal, ele não se contentava com pouco e o máximo que teve ao perder o posto de Comandante foi o posto de Alferes, com essa insatisfação pediu para sair das tropas. Um jovem cheio de energia, quando voltou para a Vila depois de suas inúmeras andanças, começou a falar pelos cotovelos contra o Reino e a favor da Independência de nossa Colônia. Enquanto Joaquim estava entretido com seu ideal de liberdade, os rumores na cidade de que algo estava acontecendo só crescia. Pouco ele quis saber do que acontecia, sua inteligência depois de suas viagens superavam a sua condição de homem simples e comum.

Um rapaz conhecido na cidade havia sido assassinado brutalmente em um ritual macabro de magia negra, que lhe tirara a pele do rosto e sete dedos de suas mãos. O corpo encontrado estava no meio de um círculo desenhado por seis velas e uma sétima vela fincada bem no meio de suas entranhas. Já era o quinto assassinato daquela forma, o primeiro fora de uma criança de apenas dez anos, o que chocara toda a população e que deixara a vila em estado de atenção. Joaquim não dera muita atenção a isso, julgava que era apenas uma coisa ao ocaso, apesar de julgar que isso fosse um caso para a polícia local e acreditava que a polícia logo daria uma solução a isso.

A noite foi chegando em Vila Rica como o ladrão que visita uma casa silenciosamente e sorrateiramente sem avisar, a lua cristalizada nas possas de água espalhadas pela rua denunciavam a chuva que insistentemente caíra durante aquele dia. Já madrugada na penumbra total dentro da floresta passos silenciosos se juntavam aos galhos que quebravam ao peso do corpo humano, os coelhos pulavam para o lado abrindo caminho para que passassem. 


As luzes vinham de todas as partes, eram luzes de velas que derretiam e geravam uma leve fumaça. Havia no meio da floresta fora de Vila Rica um vazio desconhecido da população, muitos tinha medo de ir lá pois comentavam coisas horríveis do lugar o que fez ainda mais a fama do local que era conhecido como a Boca do Inferno, ninguém sabia desse lugar e aqueles que sabiam fingiam-se não saber para não precisar pronunciar o nome nem em suas mentes, nesse vazio, o Boca do Inferno, havia uma enorme pedra com um símbolo de um circulo estrelado e seis bancos a frente dessa enorme pedra, e de cada canto da floresta sugira alguém usando uma capa vermelha com capuz cuja finalidade da capa era esconder o rosto, no capuz havia uma estrela de seis pontas encimado por uma meia-lua e no peito havia três estrelas duas embaixo e uma em cima bem no centro, traziam a cintura cingida por um enorme cinto de coro que deixava a frente cair até os joelhos e do lado esquerdo uma espada, pouco dava para ser visto daqueles homens suas enormes botas até o joelho cobria a parte de baixo e a única coisa em exposição que se via eram as mãos que seguravam a vela para iluminar a passagem, eram sete no total, o sétimo além da capa vermelha trazia em seu ombro um manto branco e no peito um colar prateado onde pendia a primeira letra do alfabeto grego, o sétimo foi o responsável por elevar oferendas aos céus e fazer as orações ao passo que os demais acompanhavam levantando nos momentos que era para levanta, sentando nos momentos que era para sentar e ajoelhando nos momentos exigidos, finalizando o Grande Mestre disse que todos os orientes e ocidentes estavam autorizados a falarem.

- Não há mais tempo, precisamos impedi-lo ou seremos descobertos! - Dizia o homem com uma voz rouca e assustadora, porém nela se percebia um medo escondido.

- Aquela louca quase revela o nosso segredo, esses mortais não merecem a nossa consideração, ela está lá, ela ainda não compreende o que está acontecendo, seu corpo está vazio e intacto porém o seu espírito não pertence mais a ele! Agora o jovem rapaz faz coisas das quais não se lembra, precisamos por um fim a isso antes que alguém descubra. Esses espíritos inferiores privados de seus corpos são um problema e por vezes ameaçam a nossa estadia nesse lugar. - Disse uma voz do meio dos seis, e todos concordaram entre sim.

- Tragam-me o corpo, ele já não tem mais utilidade nenhuma, não passa de uma matéria ocupando espaço na terra, certamente a moça já havia morrido há muito tempo. - Disse o grande mestre.

Após essa conversa deu-se início a uma espécie de ritual, onde aquele homem que estava a frente dos seis abrira um enorme caixão de pedra que fora posto ali mesmo naquele que seria o altar do sepultamento. O corpo a flutuar entre eles, intacto porém ainda quente pois se conservava normal e ausente de espírito, uma enorme adaga suspensa ao céu fora cravada no coração da jovem Gervásia, dizia-se que os espíritos inferiores quando foram expulsos do céu foram privados de seus corpos e condenados a vagar em um submundo onde o fogo era acesso permanentemente e que seu chefe tivera o castigo que merecia e fora aprisionado por mil anos. 

Em Vila Rica homens se reuniam na praça para darem início a um protesto contra o domínio português, a muito tempo Portugal mantinha um domínio exacerbado nas Minas Gerais e cobrava impostos demasiado altos demais e o povo se cansara disso, por toda a parte se ouvia os vivas a república antes mesmo de virar uma revolução a Inconfidência foi suprimida, e um decreto que suspendia a cobrança dos impostos fez por esvaziar as ruas e a vida voltar ao normal, porém a conspiração não poderia ficar impune aos olhos do vice-rei que logo espediu um despacho mandando que caçassem a todos aqueles que incitaram o movimento inconfidente.

No Rio de Janeiro, era madrugada quando ouvira o grunhido do gato, a lua em sua totalidade expelia por trás das montanhas o seu brilho vermelho prateado, o vento por vezes fazia redemoinhos de poeiras e sujeiras que na rua se amontoavam, noite seca e encalorada porém silenciosa e sorrateira, o mar em cólera reclamava estrondosamente na arrebentação. Portas batem, um corvo sob a cruz da Sé alça um voo para a cumeeira de uma casa, abre as asas e permanece no lugar, sai alguém daquela casa e vai caminhando pela rua, encontra ma outra pessoa que vem caminhando aleatoriamente de qualquer lugar, era um jovem rapaz que provavelmente vinha de uma dessas casas de mulheres fáceis, se aproximando do jovem pega-lhe pela garganta de um modo tão brutal que o jovem já cai morto expelindo sangue pela boca, um capuz escuro na cabeça esconde a pessoa que cometera o delito, e essa pessoa saíra arrastando o jovem rapaz até um lado escuro da Sé, onde ninguém os veria nem incomodaria, um rastro de sangue é deixado para trás. Seu primeiro ato fora despir totalmente o rapaz, depois esticando-lhe as mãos e os pés como na forma de uma estrela colocara próximo a cada membro uma vela acesa proferindo palavras desconexas e vazias de sentido, o corvo batera fortemente suas asas para uma árvore ali próximo e lá ficava a tudo observar, a mata silenciosa permanecera enquanto o ritual prosseguia. 

A pessoa tirara de dentro de sua vestimenta uma adaga prateada que ao brilho da lua refletira sob os olhos dela deixando-os a vista, era um jovem rapaz, levantando a adaga mirando-a ao coração desferiu um enorme golpe e segundos depois o coração já se encontrava em suas mãos foi quando deixando o capuz cair para traz seu rosto iluminado sob o luar se colocara a vista, era Joaquim, olhos totalmente perdidos e concentrados, olhos sem vida e sem brilho que mais pareciam sob a escuridão de tenebrosa neblina. Posicionando o coração sob sua face, estendera a sua língua e sentira o doce sangue que dali jorrava, abandonando o coração de lado desferiu um golpe nas entranhas do cadáver abrindo-o ao meio e lá enfiando uma vela que acessa fez o fogo crepitar velozmente e inexpressivamente, era alto o fogo que ali saltava e tocando a face de Joaquim dava um brilho vazio nos olhos roxos. O coração levara consigo e enterrara em um lugar qualquer, voltando para a casa onde estava hospedado lavou-se e as roupas jogou na lareira que logo em cinzas se transformaram. O corpo lá ficara abandonado, e o corvo voara para longe de forma a se distanciar de tudo porém com um destino certo.

Continua...

sábado, 25 de junho de 2011

Elo das Letras e site Rio e Cultura


Olá Galera do Elo das Letras e queridos leitores, quero antes de mais nada agradecer a todos que estão participando, seguindo e comentando sobre o blog entre os amigos. Ainda agradeço também as parcerias e as novas parcerias que estão surgindo e é sobre uma dessas parcerias que estão surgindo que venho comentar hoje.

A um certo tempo fui colunista do site Rio & Cultura, um ótimo site que divulga os mais diversos eventos culturais que acontecem no Rio de Janeiro, fui pioneiro no site sendo o primeiro colunista sobre Literatura, depois de um tempo trabalhando e estudando demais eu não tinha tempo para retornar a escrever e tive que sair do R&C porém o editor do site nunca deixou de acreditar em mim e sempre me pedia para voltar. Dentro desse tempo em que me desliguei do site fui reavaliando minha vida, minhas escritas e também a minha dedicação, foi nessa reavaliação que surgiu o Elo das Letras com a promessa de que me dedicaria ainda mais a Literatura e arranjaria sempre um tempo de preferência o máximo de tempo que pudesse para me dedicar a divulgação da Literatura, com o Elo já realizado o editor do Rio & Cultural achou por bem voltarmos com a coluna sobre Literatura no site, não pensei duas vezes e já estamos a duas semanas ativos por lá.


Por tanto amigos vim aqui para lhes informar que agora semanalmente estarei também no site: www.rioecultura.com.br  na coluna sobre Literatura. Lá trarei algumas das resenhas de livros que divulgo aqui bem como algumas dicas sobre eventos e lançamentos que estão ocorrendo.

Aguardem também as novas parcerias que o Elo das Letras está criando com outros blogs e site e venham sempre conferir as novidades.

Elo das Letras

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Promoção Livro Questões do Coração Segunda Chance







Galera amada, mais uma do Elo das Letras para os fãs de Emily Giffin!

O Elo estará sorteando no dia 15 de Julho mais um livro "Questões do Coração" e para participar basta dar Retuiter na mensagem:

Eu sigo @elodasletras e quero o livro Questoes do Coração de Emily Giffin. http://bit.ly/ltTcMy (@elodasletras)


Não esqueçam de se inscrever no link: http://bit.ly/ltTcMy


IMPORTANTE:


1º - O ganhador será informador via Twitter e terá 3 dias contados da data do sorteio para reclamar o prêmio.


2º - Os participantes devem ter endereço de entrega no Brasil.

Resenha: Livro Insanas... Elas Matam

   "Mas quando ela arrancar teu coração,
O sangue quente escorrendo por sua mão
O rio vermelho que mancha a tua cama
Finalmente verás o quanto ela é insana."
Ana Cristina Rodrigues


   Quando pego em um livro para ler gosto de dedicar meu tempo a leitura dele às vezes flui rapidamente e outras vezes ela não flui e acabo por abandonar o livro na metade. Poucas vezes repeti a leitura de um livro. Os livros de literatura fantástica são especiais pois nos fazem mergulhar em um mundo de fantasia, nos tiram de uma realidade crua e nos transportam a um mundo "de possibilidades", já usei esse termo várias vezes pois acredito que um livro onde as "possibilidades" se fazem reais e nos fazem querer viver aquele momento ou mesmo ter vivido é um livro capaz de conquistar e satisfazer os nossos anseios.

   O primeiro livro antologia da Editora Estronho que tive contato é o livro Insanas... Elas Matam, confesso que quando vi o projeto da seleção para os contos que iriam compor a antologia eu fiquei um pouco entusiasmado para ver no que daria, imaginei os mais variados tipos de mulheres e as mais variadas formas fantásticas sendo escritas, e minha surpresa foi a de que todas as expectativas foram atendidas em respeito ao livro.


   Os contos reunidos na antologia são das mais diversas características, e as mulheres que nele escrevem são mulheres capazes de surpreender ao toque do teclado e são elas quem ditam o ritmo do livro cada um ao seu tempo e tempo parece que é o que elas não querem perder no livro, as vezes em primeira pessoa, outras vezes em terceira ou até mesmo como um expectador do caso, elas narram as mais diversas histórias e nos levam a fazer um passeio em momentos diferentes da história do Brasil. Há momento em que você sente o cheiro do sangue se espalhando na atmosfera, até mesmo você se sente levado a visualizar os mais diversos tons de vermelho, o que não falta é insanidade a essas mulheres que no seu mais pacato modo de viver podem se revelar verdadeiras feras loucas por sangue e fascinadas por fazer qualquer um que seja sofrer.

   Um único conto destoa dos demais, quando o li me deparei mais com uma descrição de um ato sexual do que de uma história em si, confesso que inicialmente eu não entendi bem onde a autora quis chegar mas no final dele é que passei a compreender que em um mundo de insanidades proposto pelo livro essa insanidade não poderia se caracterizar apenas por mortes mas algo masoquista poderia permear esse universo feminino já que a proposta inicial era tirar as mulheres da rotina e abrir esse mundo de possibilidades.


   A antologia em si traz uma coisa nova no que concerne a estrutura literária, pude ver alguns contos compostos de pequenos micro contos e verifiquei que isso é uma tendência, em uma breve pesquisa em alguns blogs na internet pude verificar que isso é uma tendência que vem se espalhando. Esses micro contos são como uma teia de aranha que vão se unindo e tornando um conto no mais extenso de seu ser e também dão a tônica que a história precisa tonando-a mais viva e eliminando os detalhes que realmente são desnecessários, já que o conto tem a característica de ser rápido, incisivo e freneticamente ritmado, ou seja, contar a história rápida e com qualidade.

   Alguns detalhes não fogem da tônica do livro, e um desses especialmente é o trabalho gráfico que acompanha cada conto, as imagens são belíssimas e foram muito bem trabalhadas, a Editora Estronho ao que pude verificar está sempre inovando e tornando os seus livros mais atraentes e personalizados.

   Insanas Elas Matam é um livro onde elas, as mulheres, em suas roupas elegantes, seus saltos ponte agudo e seus batons vermelhos em vários tons soltam a sua imaginação passeando pelo terror é como se estivessem dando apenas um passeio matinal nas ruas de seus mais sublimes feitos, pois elas sentem prazer e não é um prazer qualquer mas sim o prazer por ver suas vítimas sofrerem. Um livro que traz tensão, crueldade e muito, muito sangue pois elas são Insanas e matam!

Sinopse:


INSANAS... ELAS MATAM!

Insanas é uma antologia escrita somente por mãos femininas. Mas não se engane, pois aqui não terá espaço para textos sublimes, chick lit, conjecturas sobre o universo feminino e nem saudades da vovozinha que se foi. Aqui... Elas matam!

A antologia Insanas tirou dessas mulheres o que elas têm de mais cruel de dentro delas. Nem nos piores dias de TPM da sua namorada ou esposa você poderia imaginar tanta violência, descontrole e sadismo.

Prefácio: Ana Cristina Rodrigues
Autora Convidada: Suzy M. Hekamiah
Apresentando: Celly Borges e Carolina Mancini

Textos recheados de crueldade, tortura, sangue, terror, sexo, sadismo, traição, ambição extrema, morte e muito mais. Tudo fruto dessas mentes cruéis. Elas produziram as mais insanas escritas e mostraram do que são capazes. Sexo frágil? Não... Elas podem ser cruéis quando querem.

Ficha Técnica:

ANTOLOGIA DE CONTOS
Organização: M. D. Amado
Fotografias (capa e internas): Andrey Kiselev
Diagramação e Capa: M. D. Amado
Antologia de contos
Formato: 14 x 21cm
Capa em papel cartão 250g, laminação fosca, orelhas 6cm
Miolo em papel pólen bold 90g
Preço de Capa: R$ 32,00

terça-feira, 21 de junho de 2011

Conto: A Ordem Secreta da Inconfidência Mineira

Breve Introdução


E se um dos grandes nomes da Inconfidência Mineira tivesse sido possuído por um espírito maligno e a causa de sua execução não tivesse sido o fato de pertencer a um movimento popular e sim o fato apenas de uma sociedade secreta querer ocultar a presença maligna no corpo daquele homem? E se essa presença maligna ameaçasse a história de toda a humanidade? Bom, venha para dentro desse mundo de possibilidades e descubra o que acontecera à Joaquim o jovem Tiradentes antes e durante a Inconfidência quando o mesmo foi decapitado, esquartejado e teve seu corpo dividido e sua cabeça ocultada e nunca mais encontrada!


Todas as segundas você encontrará uma parte desse conto que está dividido em quatro partes, e a primeira parte é essa aqui:





A Ordem Secreta da Inconfidência Mineira

    O conselho se reuniu mais uma vez, e aquela seria a última vez já que estávamos a beira de uma intervenção no sistema governamental do país, o conselho sempre se reuniu apenas quando o mundo era ameaçado e quando essa ameaça envolvia a vida de muitos seres humanos. Choro e lágrimas por todos os lados, uma perna no poste, a cabeça em outro, e todos viam aquilo com pesar e temor. Foi necessário intervir, não havia mais outra opção era a vida de um ou de centenas de milhares em jogo. Era meia-noite, o latido do cão na rua foi a única coisa que ouvi, e as folhas das palmeiras da balançavam como se estivessem em um baile onde a música suave transcorre para o casal apaixonado, esse bailar das palmeiras em pleno verão era exceção já que chovia constantemente por essas bandas.

   O pobre Alferes Joaquim havia pagado por um crime que não cometera, tudo começou de uma forma inexplicável aos meus olhos mas que só agora ganhou sentido. Veja bem, Joaquim ainda era muito moço quando se tornou sócio de uma botica de assistência a Pobreza na ponte do Rosário, em Vila Rica, muito apessoado porém um homem sempre humilde e de bom caráter, foi se dedicando a profissão de Dentista que ele fez sucesso com as mocinhas, dentre elas a bela Gervásia, ninguém nunca falou dela mas eu lembro bem de como ela era, uma moça daquelas de tirar o fôlego de qualquer rapazote mesmo em se tratando de um rapaz tão sério como Joaquim. Essa moça não tinha família, havia chegado por aqui sozinha, era uma moça desconhecida e sem procedência, Dona Anastácia, uma negra mucama de um senhor muito abastado de nossa cidade, acolheu Gervásia e deu-lhe todas as instruções para a vida. Dizia-se que ela não falava muito, era arisca, andava sem sandálias desde quando entrara na vila, por vezes foi chicoteada por Dona Anastácia para que aprendesse a se comportar como gente mas nunca aprendeu ou fingia-se não aprender, talvez essa moça selvagem na cidade fosse o sonho ou encantamento do qual todos os homens, inclusive os senhores casados, buscassem para satisfazer seu ego.

   Certa noite enquanto Anastácia dormia um mal súbito acometeu-lhe o coração, era uma noite de lua cheia, o galo ao soar da meia-noite cantara três vezes e no seu terceiro canto o último suspiro solitário da mulher que acolhera a moça misteriosa, se pode ouvir naquele quarto feito a pau a pique e murado pelos barros da senzala, distante da casa grande e dos demais escravos que habitavam a fazenda.

- Onde você estava menina que não viu a sua mãe morrer? O que fazia no meio do mato a essa hora? Por Deus menina arisca, bicho do mato, não esteve ao lado de sua mãe no seu último momento! - Disse Dom Antônio, o Senhor da fazenda onde moravam.

   A morte para Gervásia já era conhecida de longa data e não se deixara intimidade por Dom Antônio, ainda assim resolve não responder. Ao ouvir tais palavras ela saíra correndo para o mato, em cima de uma pedra ficara toda recolhida com seus braços sobre as pernas agachada indo e voltando se balançando, talvez pensando, talvez injuriando mas era impossível adivinhar o que se passava na cabeça dela, a única coisa que não entendia é o porquê de se encontrar em corpo tão frágil. Com o cabelo ao vento, lá estava sem verter uma lágrima, sob o luar prateado avermelhado daquela noite em que nem a coruja resolvera grunhir.

   Fora uma morte misteriosa de Dona Anastácia e ninguém comentava isso o que se comentava na cidade era que Gervásia havia-se embrenhado na mata e que desde então pouco se via a moça, alguns poucos caçadores comentavam que a viam entre os animais andando e falando sozinha.Joaquim ouvia sempre os comentários sobre ela, levava a vida indo nas casas dos pacientes e por muitas vezes os pagava falando sobre a moça que abandonara a sua mãe em seu leito de morte outras vezes quando estava na botica sempre alguém aparecia falando que a moça estava largada e abandonada no mato, foi ai que certa vez resolveu ir procura-la para ver se conseguiria tira-la da mata, a tentativa fora em vão não a encontrou e parte alguma da selva e já era tão tarde que resolvera voltar para casa, e já caminhando de volta ouvira uns gemidos, eram gemidos de dor, gemidos finos que se confundiam com o latido dos cães ali perto, ele resolveu ir verificar de que se tratava, chegando perto de uma enorme pedra coberta por folhas de coqueiro e uma cabana mal feita viu a jovem moça deitada se debatendo de dor, foi se aproximando calmamente e chegando mais perto ela se virou instantaneamente parada, com os olhos arregalados, ele saltou para trás do susto, foi quando os olhos dela começaram a se mexer, suas mãos faziam um movimento circular, Joaquim ao perceber que ela estava em transe saíra correndo dali assustado e prometera para si próprio que nunca mais voltaria ali, tarde demais o que tinha para ser feito já havia sido feito e de forma muito errada por força do destino.

Continua....

sábado, 18 de junho de 2011

Resultado da Promoção Livro "Questões do Coração"

Resultado da Promoção Livro "Questões do Coração" de Emily Giffin

Galera Amada do Elo das Letras peço-lhes desculpas pelo atraso, devido a sinusite que me atacou esses dias não foi possível fazer o sorteio na data certa, mas prometo que da próxima vez serei pontual.
Bom ainda estou me recuperando do "dodoi" mas o resultado já saiu, e o livro foi para:


E quem ganhou foi:


E ela segue o:


Parabéns Eduarda, agora entra em contato comigo no e-mail: jandeilson@gmail.com

Lembrando que você tem até 3 dias para entrar em contato tá!

Estou aguardando seu contato, e quem não ganhou agora pode se preparar que amanhã dia 19 de Junho começa outra promoção para os seguidores no Twitter.






Características do sorteio:


Galera quem tiver alguma dúvida é só organizar da seguinte forma: no Disqus a plataforma de organização de mensagens do blog, colocar em "Ordenar por: antigas primeiro" dai sairá o ganhador. 


Quaisquer dúvidas ou reclamações postem aqui mesmo no blog ou me enviem mensagem privada.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Poesia: Amo-te

Amo-te a noite,
No mais descansado de meus sonhos,
Onde jamais acordo,
Onde sequer tenho tempos outros,
Onde só a você me dedico.


Amo-te no mais delicado dos abraços,
No mais fiel das palavras,
No mais sinceros dos desejos.


Amo-te como se a ninguém mais amasse,
Como seja unica em tudo,
Das mais distantes terras, meu amor lá está.


Amo-te a ponto de morrer,
Se não morro é porque penso em você,
E sei que se sofreres de amor,
Não te amaria tanto assim.


Amo-te em devoção,
Sou teu primeiro, mas não único,
Porem amo-te mais que qualquer um,
E de tanto te amar é que desejo
Em teus braços me entregar,
E em teu colo de amor morrer.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Comentando: Questões do Coração de Emily Giffin

Emily Giffin é daquelas poucas escritoras que sabem expressar em palavras as realidades vividas diariamente por pessoas comuns como eu ou você, não sou um crítico da obra, nem tão pouco sou crítico de escritores, sou apenas um leitor que tem uma visão diferente daquilo que lê e que gosta de compartilhar essas visões. O recente livro lançado pela Editora Novo Conceito intitulado "Questões do Coração", é um livro que tem endereço certo, a sua cabeceira de cama para leitura antes do adormecer.

Já começo de cara informando que é um livro que não pode depender da ansiedade do leitor, já que é preciso observar nas entrelinhas as mensagens deixadas, observar no comportamento de cada personagem o entrelaçar das falas e ações que selam um capítulo e outro.

O primeiro livro de Emily que tive contato e de cara fiquei entusiasmado com ele já que inicialmente me encontrei lançado para dentro de uma história que completamente envolve e tem uma visão e perspicácia que nos conduz a visualização daquilo que está se desenvolvendo na história. Dentro do metrô ou fora dele você se vê na situação ou como um mero espectador de tudo o que está acontecendo ou até mesmo como um protagonista da história, é impossível não deixar levar-se pelas ocasiões como por exemplo o aroma das flores murchas, ouvir os passos no metrô ou mesmo a troca de olhares entre os protagonistas. 


O sofrimento e a dor nos levam pessoas que amamos ou as traz para mais perto de nós, o coração por vezes nos prega peças que confundem e abalam tudo aquilo que somos, seja em um acidente onde nos encontramos ou mesmo um de nossos filhos envolvidos em situações conturbadoras, uma queda na escada, são situações capazes de mudar toda a rotina de nossas vidas, as vezes coisas simples como uma decisão também são capazes de transformar a nossa rotina ou por puro prazer ou mesmo por simples egoísmo. 
É assim que nos vemos lançados em "Questões do Coração". 

Gosto dos livros que nos fazem pensar e questionar, gosto de ao ler questionar-me se ao me encontrar em situação parecida tomaria uma decisão igual ou correspondente aquela da situação que o escritor narra, ou se faria tudo diferente por medo de errar ou até mesmo acertar, é assim que nos vemos envolvidos nesse livro, nas realidades que rondam o dia a dia em uma história envolvente e atraente. 



Sinopse:
Emily Giffin, autora de ?Ame o que é Seu?, novamente aborda o tema da infidelidade em seu romance contado em capítulos alternados pela esposa injustiçada e a outra mulher. Tessa Russo está comemorando seu aniversário de casamento, com seu belo marido, Nick, um cirurgião plástico pediátrico, quando seu pager toca. No hospital, ele conhece seu novo paciente, Charlie de 6 anos, que foi gravemente queimado enquanto brincava na casa do amigo. A mãe de Charlie, Valerie, uma advogada bem-sucedida, que criou Charlie sozinha, se sente culpada. Como Charlie passa por diversos enxertos e cirurgias para reparar os danos causados em seu rosto e mãos, Nick se aproxima de Valerie. Tessa, uma dona de casa que tem dúvidas sobre deixar sua profissão, reconhece o crescente distanciamento entre ela e Nick, mas não está certo sobre a quem atribuí-lo ou o que fazer sobre isso. O talento de Giffin reside em tornar seus personagens possíveis e referenciais, e os leitores irão se encantar por ambos


Ficha Técnica:
Autores: Emily Giffin
Titulo: Questões do Coração 
ISBN: 9788563219312 
Selo: NOVO CONCEITO 
Ano: 2011
Edição: 1
Número de páginas: 438
Formato/Acabamento: Paperback
Peso: 0.58 kl
Preço Sugerido: R$ 29.90
Área Principal: LITERATURA
Assuntos: FICÇÃO