Ciranda Elo das Letras de Poetrix

O poetrix é um terceto, "poema com um máximo de trinta sílabas métricas, distribuídas em apenas uma estofre, com três versos e título".

Ifrit O Despertar de um Demonio

Entrei no metrô direto para o prédio Vargas 2 que fica na Rua Presidente Vargas, a estação é em frente ao meu trabalho e como sempre o metrô estava lotado..

A Ordem Secreta da Inconfidencia Mineira

E se um dos grandes nomes da Inconfidência Mineira tivesse sido possuído por um espírito maligno e a causa de sua execução não tivesse sido o fato de pertencer a um movimento popular e sim o fato apenas de uma sociedade secreta querer ocultar a presença maligna no corpo daquele homem?

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Conto: O voo da galinha


O voo da Galinha
Jandeilson Bezerra
Não tão distante daqui, em um pequeno castelo à beira-mar morava o jovem Hamlet, trancafiado em seu quarto, cheio de dúvidas e temores. Ele estava passando por grandes dificuldades, não sabia o que fazer ou responder aos seus próprios questionamentos. Tinha por companheiro um pequeno papagaio que falava pelos cotovelos quando provocado.


O jovem era daqueles jovens alienados e impulsivos, não gostava de ser perturbado por ninguém, sua grande virtude era trazer soluções aos seus problemas, mas problemas era o que não tinha. Seu castelo era como se fosse uma pequena biblioteca, cheia de livros, os que mais se destacavam eram os livros da sabedoria grega, de homens como Sócrates, Aristóteles e assim por diante.


Certo dia andava ele cabisbaixo, não deixando o sol entrar em seu quarto, o que raramente acontecia, pois de sua janela dava para se ter uma linda vista do mar de São Conrado, um lugar paradisíaco, envolto por árvores e dunas, com lindas ilhas ao redor da orla, onde o sol se escondia todas as tardes. Uma vista realmente privilegiada e rara na face da terra, que só podia ser observada unicamente pelo dono dela, o próprio Hamlet.


O papagaio descontente caminha até o quarto de seu amigo e, entrando sem bater percebe toda a situação, não compreendendo segue até a janela. Dá um salto e puxa um pequeno cordão que faz as cortinas do quarto se abrirem e o sol entrar. O rapaz estava sentado, com os cotovelos sobre uma mesa cheia de livros, sua face agudamente triste. Eis que o papagaio sem ser provocado indaga:


- Meu jovem senhor, o que é feito de ti para que estejas assim?


- A meu companheiro, estou aqui com um questionamento que não me deixa dormir desde que pairou sobre minha cabeça.


- Mas sobre sua cabeça nada consigo enxergar.


- Claro meu amigo, quero dizer sobre meus questionamentos.


- Ah sim, seja mais claro!


- Pois bem, eis que vejo uma galinha…


- Onde? Onde? Diga-me oras! Há anos que nada vejo por essas terras!


- Não meu amigo, eu vejo a galinha em meus pensamentos!


- Ah bem! Porque não falou antes!


- Bom, vejo uma galinha, que está a beira de um penhasco, pensando ser um passarinho, quer voar. Mas antes alguém já havia falado a ela que não era passarinho e que não podia voar. Porém a galinha havia lido em uma pequena revista que ela podia ser o que quisesse.


- Certo, todos podemos ser o que queremos.


- Verdade. Mas como a galinha poderia ser passarinho e voar, se ela era uma galinha e certamente se abrisse as asas e saltasse do penhasco morreria?


Hamlet seguindo com seus questionamentos se depara então com aquela situação, onde uma galinha queria ser passarinho e voar. O papagaio logo compreendeu que era mais um daqueles tantos questionamentos que o rapaz passava horas e horas querendo resolver em sua mente puramente filosofal.


O papagaio percebe que continuar ali no quarto era inútil e que a resposta não chegaria tão facilmente assim. Então convidou a Hamlet para um passeio pela exuberante praia de São Conrado, admirar o por sol e juntos resolver aquele questionamento que mais torturava a mente de Hamlet do que qualquer coisa. E saíram os dois em busca de uma resposta.


Caminhando pela praia, eis que aparece uma serpente, balançando o seu rabo e cantando um tango, era totalmente desafinada mas nunca ninguém lhe havia dito isso. Rastejando e cantando sua música, que falava da beleza da vida, do amor perfeito e sem medidas, enxerga e assusta-se com Hamlet acompanhado de seu amigo emplumado: – O que fazem vocês dois aqui na praia?


O papagaio, com seu jeito debochado, parabeniza a serpente por sua tão bela voz – que afinada encantou aquele fim de tarde. O rapaz, balançando a cabeça, olha para o papagaio e começa a rir.


A serpente vira-se para Hamlet e pergunta o porquê da risada. Ele gagueja um instante e responde que nunca em toda a sua vida havia visto uma serpente balançando o rabo e cantando tango. Ela retruca de imediato que é cantora e que havia aprendido tango em uma de suas viagens pelo mundo afora.


Então, vira-se a serpente novamente para o papagaio com ares de quem aguarda uma resposta a sua pergunta. Percebendo isso, ele logo abre o bico e a deixa a par da situação de conflito que Hamlet vivia.


Certamente a serpente, com tão grande experiência, poderia ajudar dando luz ao pensamento do pequeno filósofo, mas ela só pensava em cantar seu tango. Como se nada tivesse acontecido, cantando a serpente vai saindo da presença dos novos amigos sem perceber que eles ainda estavam ali aflitos esperando por uma ajuda.


Logo Hamlet compreende que ela em nada poderia ter realmente ajudado, mas descobre naquele momento que alguém poderia ser duas coisas ao mesmo tempo, se quisesse. Como a serpente, que rastejando e balançando o rabo de chocalho, cantava tango, mesmo que desafinada. Mas e a galinha, poderia ser passarinho também? Esse era o questionamento que povoava a mente do rapaz naquela hora.


O sol começara a se por e a serpente ia desaparecendo entre as pedras da praia, Hamlet contemplava tudo com um ar de curiosidade e satisfação, na realidade o vôo da galinha era muito mais sério para Hamlet do que simplesmente um questionamento, mas percebeu que a lição que a serpente tinha lhe dado parecia agora mais relevante do que seu questionamento tolo.


Para responder aquela pergunta sobre a galinha, era necessário saber o que voar representava para ela e não simplesmente o ato de bater as asas como um pássaro.


Hamlet rapidamente subiu até um ponto alto na montanha, abriu os braços e, sentindo a brisa suave bater em seu rosto, simplesmente percebeu que a galinha não queria voar. Ali, parado de braços abertos, com os olhos fechados, os cabelos ao vento, naquele momento percebeu que só o fato de estar ali era suficiente para representar um vôo dentro da imaginação.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Promoção: O livro A Janela de Overton será meu

Queridos do Elo, já que estamos no clima de conspiração então vamos conspirar juntos!


É o seguinte, o Elo das Letras vai sortear um kit de lançamento do livro a Janela de Overton: é um livro dentro de uma caixa e um cadeado para você desvendar e abrir o segredo.


Não vou falar o segredo do cadeado, o vencedor quem tem que descobrir.


Esssa promoção vai funcionar como as promoções anteriores, da seguinte forma:


PROMOÇÃO ENCERRADA


1º - Tem que seguir o Elo das Letras no GoogleFriends publicamente (Caso não tenha pule para a segunda);




2º - Seguir no Facebook;




3º - Deixar aqui no post a frase: " O livro A Janela de Overton será meu" e assinar com seu nome e sobrenome.




4º - O ganhador dever ter endereço de entrega no Brasil;




5º - Sua posição no comentário será o seu número para sorteio, e valerá ao ordenar os comentários: "antigos primeiro";




6º - O ganhador tem até três dias após a divulgação para reclamar o prêmio, caso não o faça ocorrerá um novo sorteio respeitando os mesmos critérios.




O sorteio acontecerá no dia: 15 de Agosto de 2011 às 23:59

Resenha: A Janela de Overton - Gleen Beck - Editora Novo Conceito


Resenha: A Janela de Overton - Gleen Beck
Jandeilson Bezerra




Um thriller político eletrizante, cheio de suspense e com uma narrativa leve e de fácil compreensão que leva a querer saber o que está por vir a todo momento. A Janela de Overton mostra os bastidores de uma grande conspiração contra os Estados Unidos que rola há cem anos e está prestes a ser concluída. O livro traz com explicações lógicas aquilo que poderia ser uma realidade aumentada de tudo o que está acontecendo atualmente com o país americano, só que com as perspectivas de um escritor experiente, que demonstra o domínio e controle eficaz de seus personagens. Gleenn Beck é autor ainda de cinco beste sellers número 1 do The New York Times: An inconvenient book, Glenn Becks common sense, Arguing with idiots, The Christmas sweater e The Christmas sweater: a picture book.

Nesse livro de ação, suspense e fantasia ele narra uma conspiração que se desenrola desde a fundação do país americano, onde a inspiração parte de como a propaganda manipula as massas. O livro foi muito comentado nos Estados Unidos por se tratar de um livro sobre conspiração e que explica logicamente inclusive os atuais acontecimentos no EUA e na Europa. A manipulação de uma nação é realizada através de propaganda midiática que levam as massas a darem maior importância a alguns assuntos e a outros menos.

O escritor mostra os efeitos de um país pós 11 de Setembro que se blindou contra o terrorismo, aumentou a segurança e começou a traçar um perfil de decadência que vem culminando com a quase falência financeira dele. Gleenn ainda afirma que se qualquer ato da realidade parecer estar descrito em seu livro, trata-se apenas de uma mera coincidência. Se é ou não, cronologicamente está tudo explicado em a Janela de Overton.

E você o que faria se descobrisse que uma grande conspiração está preste a ter seu desfecho concluído? É interessante pensar sobre essas possibilidades e desvendar o que viria por traz de uma estrutura bem organizada e manipuladora da qual você faz parte e sequer sabe. Não é de hoje que o assunto é posto em evidência, as mais diversas teorias de conspiração estão ai para mostrar que o assunto é instigante e que é remédio certo para nos tirar do tédio. É um assunto que levamos facilmente para as rodas de amigos, e certamente um debate que promete chamar a atenção de todos.

A Janela de Overton te coloca dentro desse cenário de conspiração, é um livro que faz pensar e só por esse fato vale apena ler, pois nos abre as mais diversas perspectivas, e nos deixa atentos inclusive para a nossa realidade. E quando se trata de realidade se olharmos mesmo para tudo o que vem acontecendo não haveria uma explicação mais plausível do que aquela que está no livro de Gleenn Beck.


Sinopse:

Um plano para destruir a America, há centenas de anos sendo planejado, está prestes a ser colocado em prática. Uma poderosa técnica chamada Overton Window que pode modificar nossas vidas, nossas leis e nosso futuro. Ela funciona manipulando a percepção pública para que nossas ideias pensadas anteriormente pareçam ser radicalmente aceitas. Mude a Janela e mude o debate. Mude o debate e mude o país. Para Noah Gardner, um executivo de Relações Públicas com 20 e poucos anos, é seguro dizer que a teoria política é a única coisa em sua mente. Inteligente, solteiro, bonito e isolado dos problemas do mundo com a riqueza e o poder de seu pai, Noah é muito mais preocupado com o futuro de sua vida social do que o futuro de seu país. Mas tudo isso muda quando Noah encontra Molly Ross, uma mulher que é consumida pelo conhecimento de que a América que conhecemos está prestes a ser perdida para sempre. Ela e seu grupo de patriotas se comprometeram a recordar o passado e lutar por um futuro, mas Noah, convencido de que são apenas teorias de conspiração erradas, não está interessado em emprestar suas habilidades consideráveis para a sua causa. E, então, o mundo muda. Um ataque sem precedentes sobre o solo dos E.U.A. sacode o país para o núcleo e coloca em movimento um plano assustador, décadas sendo formulado, para transformar a America e demonizar todos os que se interpõem NO caminho. Em meio ao caos, muitos não sabem a diferença entre a teoria da conspiração e conspiração realidade ou, mais importante, em qual lado lutar.Mas para Noah, a escolha é clara: Expor o plano, revelando os conspiradores por trás dele, é a única maneira de salvar tanto a mulher que ele ama quanto sua liberdade.

Ficha Técnica:

Autores: Glenn Beck
Titulo: A Janela de Overton
ISBN: 9788563219350
Selo: NOVO CONCEITO
Ano: 2011
Edição: 1
Número de páginas: 384
Formato/Acabamento: 16x23x2,5
Peso: 0.54 kl
Preço Sugerido: R$ 34.90
Área Principal: LITERATURA
Assuntos: FICÇÃO

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Parceria: Editora Arqueiro

Queridos do Elo, tenho o prazer de anúnciar mais uma parceria com a Editora Arqueiro. Uma parceria muito querida por nós pois acreditamos que firmando mais uma parceria estamos também trazendo ótimos conteúdo e novidades sempre fresquinhas para vocês degustarem.


Fiquem aguardando que logo teremos mais novidades!

Aqui trago mais informações sobre a Editora Aqueiro:



"Geraldo Jordão Pereira (1938-2008) começou sua carreira aos 17 anos, quando foi trabalhar com seu pai, o célebre editor José Olympio, publicando obras marcantes como "O menino do dedo verde", de Maurice Druon, e "Minha vida", de Charles Chaplin.

Em 1976, fundou a Editora Salamandra com o propósito de formar uma nova geração de leitores e acabou criando um dos catálogos infantis mais premiados do Brasil. Em 1992, fugindo de sua linha editorial, lançou Muitas vidas, muitos mestres, de Brian Weiss, livro que deu origem à Editora Sextante.

Fã de histórias de suspense, Geraldo descobriu O Código Da Vinci antes mesmo de ele ser lançado nos Estados Unidos. A aposta em ficção, que não era o foco da Sextante, foi certeira: o título se transformou em um dos maiores fenômenos editoriais de todos os tempos.

Mas não foi só aos livros que se dedicou. Com seu desejo de ajudar o próximo, Geraldo desenvolveu diversos projetos sociais que se tornaram sua grande paixão.

Com a missão de publicar histórias empolgantes, tornar os livros cada vez mais acessíveis e despertar o amor pela leitura, a Editora Arqueiro é uma homenagem a esta figura extraordinária, capaz de enxergar mais além, mirar nas coisas verdadeiramente importantes e não perder o idealismo e a esperança diante dos desafios e contratempos da vida."

terça-feira, 19 de julho de 2011

Poesia: Um Noite


Uma Noite
Jandeilson Bezerra


Brilho que castiga e não doe
Lágrima que ao chão tocar semeia
Brisa que suave faz florir
Campos que em rosas se perfazem


O som que do alto faz ouvir
Suave rouxinol de canto triste
Quimera adormecida do orvalho
De infinitos tons azul-lilás


É assim essa cadeia aromática
Dos lábios que se tocam ao rugir
Do sêmen que despeja-se vivaz
Aos passos que sozinho não compraz


Ruídos que se desmancham ao ar
Vozes que sedosas silenciam
Ao voou do flamingo se dispersam
Nesse pobre e triste canto vazio.




*Imagem: Marieke IJsendoorn-Kuijpers

domingo, 17 de julho de 2011

Série: Por que você escreve? - O nascimento do Estilo Literário

Série Por que você escreve? A Janela da Vocação

Voltando a série: Por que você escreve? Quero pontuar com vocês as definições básicas do que chamo Janela da Vocação. No mundo existem diversos tipos de escritores que se enquadram nos mais diversos gêneros literários e para cada área da escrita temos que desenvolver um estilo próprio que nos permite passear literariamente no texto percorrendo o que cada um tem em particularidade. Existem alguns escritores que oscilam entre um e outro mas também existem aqueles que permanecem em um único gênero.

A Janela da Vocação é inclinação do autor para um determinado tipo de texto literário ou gênero, que vai influencia-lo durante toda a sua vida. A Janela se divide em três tipos de abertura:

Inclinação Individual ou Eu Primitivo: essa inclinação é desenvolvida desde o primeiro momento da vida literária do escritor. Ele a desenvolve, cria e recria sob diversos pontos de vista mas sempre dentro daquilo que lhe permite a sua individualidade, nesse momento ele não sofre interferência externa a não ser o bum criativo que ocorre no primeiro momento de contato que ele tem com o tipo de texto que lhe toca a alma, é o chamado a vocação, esse chamado ocorre dentro do seu eu e instintivamente o move a escrever, ele se recusa a ter um outro contato externo qualquer. Essa inclinação primeira é a que vai acompanha-lo durante toda a sua vida e sempre ele voltará a ela como ponto de partida para as demais criações, esse eu primitivo é a resposta da alma literária que floresce, a primeira semente que começa a desenvolver-se.
Inclinação Coletiva: é o momento da descoberta de cada escritor para um outro estilo mais coletivo e de aprendizado, o estender-se e abrir-se a outros estilos de modo a aprimorar e lapidar o seu primeiro estilo. O contato coletivo com a criação dos mais diversos escritores é o momento de saciedade da alma literária, essa alma tem cede e fome e precisa ser alimentada, desse modo o contato com a literatura existente tanto clássica como contemporânea serve como o estopim criativo e educativo. Criativo pois irá exercitar a sua criatividade, aprender a manipular os símbolos e objetos (Flieger) constitutivo dos gêneros literários. E educativo pois irá adestrar e lapidar a sua inclinação de um modo a não infringir as regras de cada gênero e criar suas próprias regras. Nesse momento o autor descobre que é possível criar nos mais diversos estilos respeitando as suas características iniciais e desenvolvendo as suas próprias.

Adoção: significa dizer que o escritor adota um estilo literário que não é o seu primeiro mas que vai usa-lo sempre por se identificar com esse estilo e perceber que a união do primeiro com o segundo é o amadurecimento de suas ideias. Esse amadurecimento ocorre quando após todo o processo o seu escrito toma uma forma única, o caminho se torna suave e a perenidade se faz presente. Um estilo é intrínseco ao outro e se contém de forma imperceptível e a isso chama-se o Eu Literário que nada mais é que a identidade do escritor/autor. É do conflito dos dois estilos que nasce a obra, um duelo eterno entre o consciente e subconsciente como já afirmava Freud.

Dentro daquilo que se permite o desenvolvimento do estilo aquele que faz a intermediação entre o estilo e o texto é o Gênero Literário que o autor se propõem a escrever, o estilo se reflete de forma coesa no Gênero o bum ocorre em um gênero literário específico e a adoção ocorre a um gênero diferente daquele primeiro, esse gênero que foi adotado por ele é que influenciará a sua vida desde o primeiro momento. 


Aqui faço um apontamento sobre esses gêneros e suas definições segundo a Wikipédia.

O Gênero Literário é dividido em três grupos desde a antiguidade: narrativo ou épico, lírico e dramático e esses grupos são divididos em subgêneros.

Gênero Épico: O seu papel é relatar um enredo situado em tempo e lugar determinados e assim o faz de diversas formas. As narrativas podem ser: verbal, visual, gestual, além de outras formas.

Modalidades de textos narrativos:

Romance: é um texto completo, com tempo, espaço e personagens bem definidos de carácter verossímil.

Fábula: é um texto de carácter fantástico que busca ser inverossímil (não tem nenhuma semelhança com a realidade). As personagens principais são animais ou objetos, e a finalidade é transmitir alguma lição de moral.

Epopeia ou Épico: é uma narrativa feita em versos, num longo poema que ressalta os feitos de um herói ou as aventuras de um povo. Três belos exemplos são Os Lusíadas, de Luís de Camões, Ilíada e Odisseia, de Homero.

Novela: é um texto caracterizado por ser intermediário entre a longevidade do romance e a brevidade do conto. O personagem se caracteriza existencialmente em poucas situações. Como exemplos de novelas, podem ser citadas as obras O Alienista, de Machado de Assis, e A Metamorfose, de Kafka.

Conto: é um texto narrativo breve, e de ficção, geralmente em prosa, que conta situações rotineiras, anedotas e até folclores (conto popular). Caracteriza-se por personagens previamente retratados. Inicialmente, fazia parte da literatura oral e Boccaccio foi o primeiro a reproduzi-lo de forma escrita com a publicação de Decamerão.

Crônica: é uma narrativa informal, ligada à vida cotidiana, com linguagem coloquial, breve, com um toque de humor e crítica.

Ensaio: é um texto literário breve, situado entre o poético e o didático, expondo ideias, críticas e reflexões morais e filosóficas a respeito de certo tema. É menos formal e mais flexível que o tratado. Consiste também na defesa de um ponto de vista pessoal e subjetivo sobre um tema (humanístico, filosófico, político, social, cultural, moral, comportamental, literário, etc.), sem que se paute em formalidades como documentos ou provas empíricas ou dedutivas de caráter científico.


Gênero Dramático

É a área textual que trabalha especificamente os textos criados para serem encenados em forma de peça teatral. Neste gênero o texto primeiro se transforma em roteiro. A principal característica do texto dramático é a presença do chamado texto principal, composto pela parte do texto que deve ser dito pelos atores na peça e que, muitas vezes, é induzido pelas indicações cênicas, rubricas ou didascálias, texto também chamado de secundário, que informa os atores e o leitor sobre a dinâmica do texto principal.

Gênero Lírico

A poesia, ou gênero lírico, ou lírica é uma das sete artes tradicionais, pela qual a linguagem humana é utilizada com fins estéticos, ou seja, ela retrata algo que tudo pode acontecer dependendo da imaginação do autor como a do leitor. "Poesia, segundo o modo de falar comum, quer dizer duas coisas. A arte, que a ensina, e a obra feita com a arte; a arte é a poesia, a obra poema, o poeta o artífice." (ALMEIDA (sXVI) apud MUHANA, 2006) O sentido da mensagem poética também pode ser importante, ainda que seja a forma estética a definir um texto como poético. A poesia compreende aspectos metafísicos (no sentido de sua imaterialidade) e da possibilidade de esses elementos transcenderem ao mundo fático. Esse é o terreno que compete verdadeiramente ao poeta.



Para dar-lhes maiores detalhes sobre os Gêneros Literários utilizei-me unicamente do Wikipédia não apenas pela facilidade de encontrar os textos e lincadores no mesmo site bem como por acreditar que as definições ali expostas são as mais completas e de fácil compreensão. O link para os gêneros e subgêneros estão em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Gênero_literário .


Não esqueça de comentar o texto a cima.

Divulgação do Vencedor da Promoção Livro Questões do Coração Segunda chance





Meus queridos mais uma promoção chegou ao fim, a promoção que deu o livro Questões do Coração da escritora Emily Giffin e editado pela Novo Conceito parceira do Elo das Letras.

O ganhador da promoção Livro Questões do Coração SEGUNDA CHANCE foi:




O ganhador tem até 3 dias a partir da data de divulgação para reclamar o prêmio.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Promoção Eu quero o livro Cursed City




Galera do Elo vamos lá a mais uma promoção especial para quem gosta de livros.


Eu recentemente resenhei o livro Cursed City, gostei muito, os autores são brasileiros e merecem ser lidos e admirados por nós leitores, e já que gostei do livro quero que vocês leiam e por isso vim com mais uma promoção.


Ta valendo o Livro Cursed City mais um Boton e Marcador de Páginas


PROMOÇÃO ENCERRADA


A promoção vai funcionar da seguinte forma:


1º - Tem que seguir o Elo das Letras no GoogleFriends (Caso não tenha pule para a segunda);


2º - Seguir no Twitter ou no Facebook;


3º - Deixar aqui no post a seguinte mensagem: "Eu quero o livro Cursed City" e assinar a mensagem com nome e sobrenome;


4º - O ganhador dever ter endereço de entrega no Brasil;


5º - Sua posição no comentário será o seu número e valerá ao ordenar os comentários: "antigos primeiro";


6º - O ganhador tem até três dias após a divulgação para reclamar o prêmio, caso não o faça ocorrerá um novo sorteio respeitando os mesmos critérios.


O sorteio acontecerá no dia: 6 de Agosto após as 23:59




É isso ai galera, as regras são simples e agora é só participar.

Parceria com a Editora Pensamento-Cultrix-Seoman

Queridos do Elo das Letras hoje estamos muito felizes com a notícia de que fechamos mais uma parceria, aliás mais algumas parcerias. E hoje vou falar de uma e durante o resto da semana falarei das demais.


A Editora Pensamento-Cultrix-Seoman


As parcerias vêm para fortalecer os objetivos do Elo das Letras de se firmar no mundo literário como uma referência para aqueles que gostam e curtem uma boa leitura. Saiba um pouco mais sobre esse nosso novo parceiro e aguardem que amanhã trarei mais novidades.






"A Editora Pensamento foi fundada em 26 de junho de 1907 por Antônio Olívio Rodrigues, que, de acordo com jornais da época, demonstrava grande interesse por pesquisas psíquicas, obras de filosofia e religiões orientais, com o objetivo de criar um intercâmbio de idéias com outras pessoas cultas. O primeiro título publicado, que marcou oficialmente sua fundação, foi Magnetismo Pessoal, de Heitor Durville. Este título continua em catálogo, em sua 25° edição. Dentre outros títulos publicados em 1907, destacam-se Deve-se Praticar Espiritismo?, de Raul Silva, e A Força do Pensamento, de William Atkinson. Em 1912 foi lançado o Almanaque do Pensamento, que, editado ininterruptamente desde então, atinge hoje vendas acumuladas de mais de 22 milhões de exemplares.


Pouco antes de seu falecimento, em 1943, Antônio Olívio Rodrigues passou a direção da Editora para as mãos de Diaulas Riedel, marido de sua neta, um grande pesquisador, empreendedor e ao mesmo tempo discreto e reservado. Em 1946, em assembléia realizada na Editora Pensamento, localizada no antigo Largo de São Paulo, foi fundada a Câmara Brasileira do Livro. E, em 1956, Diaulas fundou a Editora Cultrix, com o objetivo de editar livros de filosofia, literatura, sociologia, lingüística e psicologia. Sob seu comando as duas editoras tiveram um crescimento rápido. Na década de 80, Diaulas Riedel foi o primeiro a publicar livros que tratavam do movimento New Age, em especial autores que retratavam a aproximação entre a ciência moderna e as grandes escolas de misticismo. A área esotérica da Pensamento encontrou a complementação ideal nos temas científicos que a Cultrix passou a publicar, por causa do nascimento de uma nova consciência, em que a aproximação entre o conhecimento científico e a tradição de duas grandes correntes da filosofia e da religião não seria apenas um modismo.


Com o falecimento de Diaulas em 1997, seu filho Ricardo Riedel assumiu a direção das editoras, procurando desenvolver ações operacionais nas diversas áreas da empresa, principalmente na área de marketing e na criação de uma base de dados para otimizar o processo de tomada de decisões. Em 2009, Ricardo realizou a aquisição da Editora Seoman, a qual publica livros na área de moda, biografias, cultura pop e ficção. Atualmente ele continua à frente das editoras e vai consolidando os três selos editoriais, mantendo a coerência, a ética e a qualidade em todos os livros publicados - compromisso que permanece ao longo dos mais de 100 anos de existência -, produzindo livros para um mundo em transformação."

Conto: A Ordem Secreta da Inconfidência Mineira - Capitulo Final

A Ordem Secreta da Inconfidência Mineira
Capitulo Final


O Grande Mestre olhando para o sol já reconhecia a hora e pensara consigo, A essa hora a erva já fez o seu efeito e o jovem já se despedira desse mundo deixando abandonando aquele corpo e deixando aquele demônio sozinho e na escuridão total a sentir as dores humanas do corpo e da morte.


Leia a Parte I


Parado em frente a igreja da Lampadósia fazendo a sua última oração Joaquim baixa a sua cabeça como se estivesse perdendo as suas forças. Uma árvore ali em frente deixa cair sua última folha, quando Joaquim fica contemplando a folha cair suspira, ao toque da folha no chão o algo puxa-o de repente ele ergue a cabeça totalmente transformado com rosto pálido e olhos parecendo queimar na brasa mais quente do fogo mais incrédulo, e começou a murmura palavras indizíveis enquanto era puxado, parecia andar pulando e rapidamente, e assim apontou o cortejo fúnebre na praça, do alto de seus quatro metros sob o púlpito e já com a corda ao pescoço dera início ao suplício e das altas traves o corpo pendia dando seus últimos suspiros. E na multidão se viu um homem de cabeça baixa, trajando uma capa vermelha com um capuz preto que proferiu estas palavras: "Espirito que ai habita, cala-te e recolhe-te ao teu silêncio. Seja teu corpo esquartejado, e a cabeça o teu túmulo eternamente. Seja selada e guardada longe de todos e que tua verdadeira missão nunca seja descoberta. Assim seja, no além." Ditas essas palavras o homem soltara areia de suas mãos ali mesmo onde estava, dera as costas e se retirara, enquanto a população que de eufórica passara agora ao pânico acompanhava o corpo já ser retirado e levado para o esquartejamento.


Leia a parte II

O ritual de esquartejamento fora realizado salgando partes do corpo de Tiradentes, o troco ficara na igreja da Misericórdia o qual foi enterrado como indigente, braços, pernas e cabeça foram colocados em sacos de couro e levados para as Minas Gerais onde por cada lugar que ele tenha passado apregoando seus ideais fosse deixado exposto em praça pública um dos pedaços, em Vila Rica um enorme poste de madeira fora erguido em frente ao palácio do governo, era tão pesado e tão alto o poste que fora necessário dez homens do regimento local para ergue-lo. As pessoas curiosas se amontoavam para verem o que ali seria posto, foi quando no alto da escada deixando cair o saco de couro um dos soldados pegando a cabeça pelos cabelos fincou fortemente a cabeça no poste. As mães que traziam consigo seus filhos pegaram-nos nas mãos e saíram de lá correndo vertendo lágrimas dos olhos, enquanto a população aos cochichos comentavam ser a cabeça de Joaquim, do pequeno Joaquim que todos viram crescer e amadurecer pelas vielas de Vila Rica. Muitos boquiabertos e outros temendo represálias por aquela noite da insurgência decidiram-se por ficarem em casa enquanto a cabeça estivesse exposta.


Todos trancados em suas casas, recolhidos, já a meia-noite se reviravam em suas camas sem conseguirem dormir, era o medo de que algo de mal pudesse lhes acontecer. Enquanto isso a guarda em frente ao palácio do governo estava altiva em pé, marchando de lá para cá defendendo o seu posto. Foi quando uma senhora já de uma certa idade se aproximou com uma sesta na mão.


- Meus queridos filhos, trouxe-lhes um pedaço de torta de maçã para lhes aquecer a noite - olhando para o céu continuou - hoje a noite promete ser de chuva.


Os guardas se aproximaram agradecendo a generosidade da bondosa velhinha, que ficara ali até eles comerem o último pedaço da torta e logo vê-los pegando no sono. Por um momento as feições de idosa foram se transformando e ficando mais jovial, as mãos enrugadas davam lugar a mãos lindas e macias de uma mulher, logo o disfarce sumira ao paço que ela acenando com a mão direita vira homens saindo da escuridão, dois traziam consigo lanças, os que estavam atrás deles a cintura cingidas com espadas e ao meio dois traziam uma pequena urna prateada com dragões em alto-relevo e com os dizeres "Rex Nocte" rei da escuridão, e na sua abobada um anjo em cada ponta segurando um celo. Mais atrás vinha o Grande Mestre, trazendo consigo um recipiente. Parando em frente ao enorme poste, logo um deles subira e com uma sacola de couro, com todo o cuidado para não deteriorar a cabeça que aquelas alturas já apodrecia, colocou-a dentro e descendo rapidamente fora até o grande mestre que com luvas nas mãos cuidou de tirar a cabeça para fora, com o recipiente em mãos começou a derramar uma espécie de óleo de oliva proferido as palavras: "seja selado ó espectro do mal, sejas aprisionado por mais dois séculos, e tua missão terminada". Tendo dito tais palavras com a urna já aberta lá depositou a cabeça de Tiradentes, trancando-a com uma chave e girando os anjos que estavam na abobada de tal forma que os selos que os anjos traziam serravam o suporte. Todos colocaram-se a marchar, a mulher ia por último silenciosamente desapareceram na escuridão.


Leia a Parte III

Uma forte chuva começara a cair em Vila Rica, gota a gota tocavam na pele dos soldados que dormiam ali, e de um susto quando a chuva começara a ficar mais forte levantaram-se sem nada entender, um olhando para o outro se perguntavam o que havia ocorrido, sem respostas se colocaram de pé foi quando um deles olhando para o alto percebera que a cabeça já não estava mais no poste, ficaram preocupados e saíram procurando pelos arredores do palácio mas nada encontram, um deles correra até a casa do governador que relatando o ocorrido chorava com medo de ser repreendido, logo o governador entendeu a situação e mandou que os guardas procurassem por todas as partes mas nada encontram.


Já na floresta a urna com a cabeça estava no altar da Ordem, o Grande Mestre disse a mulher que precisavam enterrar aquela urna em um local seguro e cuja possibilidade do lacre ser rompido fosse mínima já que o príncipe das trevas que ali dormia poderia acordar e voltar. Aquela urna não poderia cair em mãos erradas, ela estava certa disso. Decidiram então as coordenadas de onde seria enterrada a urna e para lá se dirigiram, a diligência caminhou por cerca de duas horas quando chegando ao ponto começaram a cavar, no buraco profundo enterraram a urna e lá plantaram ma árvore de jacarandá. Fizeram guarda por três noites e três dias seguidos com o intuito de verificarem se alguém frequentaria o local, constado que não se retiraram e nunca mais se soube notícias da cabeça do jovem inconfidente.


Fim!

sábado, 9 de julho de 2011

Resenha: Cursed City Onde as almas não têm valor.



Cursed City é uma cidade muito agitada! E é com essa afirmação que inicio esse post, já para assegurar-lhe de que lá você não vai encontrar um local tranquilo para descansar, ao contrário se você for passar uma noite lá tenha cuidado pois a qualquer momento um bandido poderá tirar-lhe a vida.


Esse livro é um livro peculiar traz um universo que poucos se aventuram na escrita que é o universo do western, mas é sem dúvida alguma um universo cheio de possibilidades para se explorar e foi assim nesse universo cheio de possibilidades a se explorar que o livro tomou forma, na verdade formas, que possibilitam ao leitor uma leitura diversificada e ainda a contemplação dos mais diversos estilos.


O livro é uma antologia, com participação dos mais diversos escritores que aceitaram o desafio de viverem alguns dias ou simplesmente darem uma passada em Cursed, a leitura flui bem, alguns autores acertaram na tônica do western outros não foram o caso, o fato é que o gênero literário de faroeste é um gênero não muito comum por esses lados da fronteira enquanto alguns se identificam bem com esse gênero outros escrevem contos que não têm a ação esperada para esse tipo de literatura, um livro que poderia ter explorado mais o tamanho das letras, mas fica a dica.



Esse livro antologia é sem dúvida um livro que não perde em nada para os clássicos weterns pois tem a ação necessária, os personagens são característicos e principalmente há muito bang-bang o que não poderia faltar, as balas traçantes por horas você pode esculta-las zunindo no seu ouvido.




Alguns personagens me chamaram a atenção por sua construção ser bem real e isso dá uma tônica embasada no texto do autor já que demonstra que o autor tem o domínio e conhecimento de seu personagem, sabe o momento de coloca-lo na ação e de retira-lo, isso é plausível dentro do contexto em que o escritor se predispõe a transformar em literatura. Alguns trazem diálogos bem estruturados, e creiam, é possível visualizar algumas cenas desses diálogos como se estivesse-mos em um filme onde o câmera dá um close no personagem e ele com seu chapéu quase cobrindo-lhe a vista fala com pouca gesticulação dos lábios.


Eu quero aqui destacar alguns autores que dentro desse universo trouxeram ação e fantasia e transformaram o cotidiano de Cursed City, são eles: Alfer Medeiros, Georgette Silen, Tânia Souza, Romeu Matins. Esses no meu ponto de vista trouxeram algo de especial já que a leitura fluiu e a curiosidade é aguçada para a cada momento tentar se descobrir o que poderia acontecer mais adiante.


O livro cumpriu a sua missão de contos rápidos e bem estruturados, alguns muito canônicos é verdade e outros nem tanto, e foram esses outros que fizeram a diferença, não adianta ser técnico e não cumprir a missão, prefiro aqueles que fogem da regra e nos colocam dentro de uma história eletrizante isso faz a leitura mais interessante e também estimula o pensamento.

Você já leu? Então deixa seu comentário e impressões sobre o livro.

Detalhes do Livro:

Sinopse:

CURSED CITY, ONDE AS ALMAS NÃO TÊM VALOR

Cursed City é uma velha cidade do oeste, que como outra qualquer, convive com os mais diversos problemas, como arruaceiros perturbando a ordem, pistoleiros cruéis, prostituição, jogatina e todo tipo de bandido em fuga para o México. Também é alvo constante de ataques por parte de uma das tribos indígenas mais perigosas de todos os EUA, os Apaches, que sob o comando do chefe Cochise, vez por outra, resolve saquear a cidade.

Mas a população de Cursed City preferia conviver com tudo isso ao mesmo tempo e em todos os dias da semana, do que passar pelas provações dais quais são submetidos em certa noites, que trazem em seu manto surpresas extremamente desagradáveis.  Nessas noites, até mesmo os mais valentes homens e os mais terríveis assassinos se escondem em seus buracos imundos, esperando a morte chegar.

Nem mesmo o próprio diabo se permite passear sozinho por aquele pedaço de terra amaldiçoado.

As mais terríveis criaturas que a noite, e o inferno podem oferecer, visitam constantemente Cursed City e fazem até os mais cruéis pistoleiros mijarem em suas calças, como criancinhas indefesas. O medo habita em cada uma das casas da cidade. Não há padre que resista e nem xerife que permaneça vivo por muito tempo. Cursed City é a sala de espera do inferno e quem entra, raramente consegue sair. Quem mora na cidade, se tentar fugir, é castigado com um destino muito pior do que a própria morte. Até mesmo os Apaches, conhecedores dos segredos espirituais não escapam da maldição que assola a região. Eventualmente, perdem alguns de seus mais bravos homens, ao retornar de Cursed City para seus lares.


Vampiros, lobisomens, demônios, espectros, criaturas que talvez nunca ouvimos falar antes...

... e autores prontos para contar essas terríveis histórias sobre Cursed City e seus mistérios malditos.


Com organização de M. D. Amado, O Estronho traz até você o medo empoeirado do velho oeste misturado ao sangue das crianças e mulheres, ao suor e medo dos homens mais corajosos e ao bafo podre das criaturas mais sórdidas e brutais, vindas do inferno.

Ficha Tencnica

ANTOLOGIA DE CONTOS
Vários Autores
Capa e Diagramação: M. D. Amado
Revisão: Celly Borges
Formato: 14 x 21cm
Capa em papel cartão 250g, laminação fosca, orelhas 6cm
Miolo em papel reciclato 90g
Preço de Capa: R$ 42,00
Editora: Estronho Editora

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Acontece: Festa Literária de Paraty - Flip

A Festa Literária de Paraty, conhecida como FLYP é sem dúvida alguma a consagração da Literatura alinhada a beleza arquitetônica e paisagística do local. É uma festa eclética que mescla todos os tipos de gostos e também de literatura, desde crianças até idosos.


O homenageado desse ano é Oswald de Andrade (1890-1954) o intérprete que valorizou a nossa cultura.

Para a festa foram convidados nacionais e estrangeiros e os visitantes podem conferir as mais diversas atrações nas tendas espalhadas pela cidade: Tenda dos Autores, Tenda dos Autógrafos, Tenda do Telão, Flipinha (programação especialmente realizada para o público infantil) e Flipzona (adolescentes).

Entre as principais atrações da Flip 2011 estão: Antônio Candido, Pola Oloixarac (dia 8), Claude Lanzmann (dia 8) Joe Sacco (dia 9), João Ubaldo Ribeiro (dia 9) e James Ellroy (dia 9).

Sem dúvidas uma festa para curtir não apenas no dia como na noite!

Veja a programação oficial:



quarta-feira, 6 de julho de 2011

Poesia: Diálogo da Solidão

O que contar,
quais palavras falar
ou mesmo expressar
nestas linhas de amor?



Disse o sol:


- Não sou eu, não sou
sou o simples poente sol
a busca gritante da águia
o esconder do luar eternizante.

E o homem lamentou:



- Sou eu, sou só, dó,
e nada mais que um simples andante
um pequeno homem solidante
a vaguear nesse rio sem fim.

E tudo o que tinha a contar
as palavras que busquei enfrentar
expressões que acabei por inventar
para dizer simplesmente
que sou teu ausente cantar.

terça-feira, 5 de julho de 2011

A Ordem Secreta da Inconfidência Mineira - Parte III

A Ordem Secreta da Inconfidência Mineira
Parte III


Chegando na floresta, próximo a Vila Rica, a ordem estava mais uma vez reunida como se estivessem esperando o corvo que ao chegar pousara sob o altar, logo Grande Mestre se aproximara com sua capa imponente na cor vermelha que mais parecia flutuar, pegara o corvo e com uma pequena adaga tirara-lhe os olhos levando-os até uma pira cheia de água e jogando-os lá esperei que algo acontecesse, imagens turvas começaram a se fazerem presentes na pira, foi quando as imagens se fizeram constantes e límpidas mostrando tudo o que vira Tiradentes fazer naquela noite, eram as lembranças armazenadas nos olhos do corvo que fora a testemunha principal do acontecido. Todos que ali estavam presentes ficaram furiosos e resolveram que agora era a hora de agir silenciosamente como sempre fizeram nessas situações, o perigo era eminente e sua estadia na terra não poderia ser revelada. O Grande Mestre dispensou a todos, com uma promessa de que a solução se daria ainda naquela noite, e seguira para a sua casa, enviando imediatamente um mensageiro ao Visconde de Barbacena. Ao receber a mensagem cuja carta continha o selo do círculo com uma estrela dentro logo descobrira que se tratava de uma correspondência urgente e de grande importância já que não recebia uma daquelas a muitos séculos, lendo o conteúdo e se colocando a par de tudo o que ocorrera fez por incluir o nome do jovem rapaz nas listas daqueles que deveriam ser caçados e presos para julgamento.



Já na ilha das Cobras, a face escondida sob os inchaços dos socos que levara dos policiais Joaquim estava irreconhecível e para averiguar se se tratava realmente dele o Grande Mestre chegara ao complexo prisional, conversando com o responsável por lá ouvira-o falar que o homem preso por vezes ao anoitecer falara palavras em um dialeto que não compreendia, o grão-mestre olhara silenciosamente para as qualidades do local, portando o seu majestoso anel de ouro, de pele pálida e jovial ele pedira para ser levado até o preso sem esboçar qualquer reação de espanto ou temor, ele era desprovido dessas reações humanas, chegando lá encontra-o deitado no chão sujo de lama que mais parecia um mendigo.

- Veja senhor, ele recusa-se a tomar banhos e vive falando essa língua que desconhecemos. -Disse o guarda de plantão.

- Deixe-nos a sós por alguns momentos.

O guarda saiu, o Mestre adentrou a cela na qual Tiradentes estava sozinho, era uma cela desprovida de qualquer conforto cuja as paredes cheias de infiltração traziam apregoadas os grilhões usados para segurar os presos e no qual num deles estava o desfigurado Joaquim, tirando de dentro de seu paletó uma erva fê-lo a engolir.


- Vamos, engula desgraçado, rápido!

- Você pensa que eu não sei quem você é? Sim eu sei! Você veio de lá e sua única missão é impedir-me mas isso não acontecerá, você veio, eu sei, você está aqui a mais tempo que eu, há como o odeio miserável. - Disse Tiradentes em um tom de voz rouco e chiado, expressivamente forte e cheia de ódio.

- Claro que você sabe Gervásia ou melhor Abigor, você se perdera de nós, encontrou o caminho da escuridão e fez dele o seu refúgio, você esqueceu a nossa missão aqui e no passado, esqueceu-se quem é o seu verdadeiro senhor e para sua infelicidade nós estamos aqui também se alojou no corpo desse infeliz pensando que não perceberíamos. Agora terá que pagar com a sua vida e a dele, só que dessa vez você não voltará para o lugar de onde veio e sua missão dê por encerrada, você veio desprovido de qualquer força, cadê sua inteligência agora? Ainda não é sua hora Abigor, cadê suas legiões para defende-lo? - Disse o Grande Mestre.

- Ele não tem culpa senhor, ele apareceu no momento errado da minha passagem, infeliz do Tiradentes tão cheio de sentimentos nobres sucumbiu no primeiro momento. Minha missão não terminou Gamaliel, logo tudo se revelará!

- Não venha com desculpas, seu desgraçado, você nos colocou em perigo e agora pagará com a sua própria vida e eu mesmo me responsabilizarei para que você nunca mais retorne a esse mundo.

- Pobre Gamaliel, tenha cuidado para que ele não esculte suas ofensas. Outros virão depois de mim, e outros haverão de me libertar de qualquer prisão que você me imponha, não será a primeira vez nem a última, lembre-se disso.

Se retirando da prisão o Grande Mestre foi ter com o Vice-Rei que logo se incomodara pelo alto andar das horas, porém ao perceber de quem se tratava pulara de sua cama e fora recebe-lo com total reverência já que a influência do Grande Mestre se fazia por saber. O Mestre trazia consigo uma carta timbrada em alto-relevo, aquele era o timbre real, balançando a cabeça confirmara a decisão, logo o Mestre se retirara dali deixando o vice-rei pálido como a neve que nunca existiu naquelas terras. A carruagem andando nas ruas do Rio de Janeiro, tocando o chão castigado pelo ir e vir das carruagens dos senhores abastados que ali moravam, se perdera em meio a forte neblina, de onde a carruagem se perdera apenas um cachorro vinha andando cheirando o chão e procurando por comida. A lua começara a perder seu brilho enquanto a neblina se dispersava, o sol já denunciava a sua vontade de se fazer presente doirando as cadeias de montanhas que compunha a bela cidade do Rio. O galo cantara e a cidade já dava sinal de vida.
Um enorme grito se fez ouvir na cidade, com a mão no coração o padre já ancião sai correndo para ver do que se tratava, chegando no local vira o seu sacristão a chorar de nervosismo, abraçando-o perguntara porque havia gritado tão fortemente, e o sacristão sem olhar para traz aponta o corpo ao que o padre olha logo faz o sinal da Santa Cruz e manda que o sacristão saia correndo para ir até a intendência informar o ocorrido, logo o crime tomara de conta da cidade assim chocando a todos e virando notícia de jornal. A comoção foi geral, o medo se fazia presente por toda a parte porém a notícia do dia era outra e foi ela quem tomou de conta do noticiário das primeiras páginas dos folhetins e jornais que circulavam na capital, a condenação de Tiradentes ao enforcamento em praça pública.

Todos comentavam e por todos os lados se fazia ouvir a sentença:

" O homem conhecido por Joaquim, o Tiradentes, assinara acordo no qual assumia para si e mais ninguém a culpa pelo movimento conhecido como Inconfidência nas Minas Gerais e por esse motivo fora condenado a pena máxima. Que seja conduzido pelas ruas públicas ao lugar da forca e nela morra de morte natural e depois de morto seja-lhe cortada a cabeça e levada a Vila Rica onde na frente do parlamente, por tanto na praça, seja colocada no lugar mais alto até que seja ela consumida pelo tempo. Seu corpo será dividido em quatro pedaços e pregados em postes nos lugares onde o infame tenha passado, a saber caminhos de Minas, no sítio da Varginha, e das Cebolas. Que assim seja, por tanto assino".

A população toda atônita ainda não havia presenciado tais circunstância, mal souberam da morte do rapaz na igreja e já havia um espetáculo público planejado pela coroa, com direito a cortejo e choro em praça pública. A comoção era geral, todos falavam e comentavam sobre tal decisão da coroa, e todos se perguntavam porque o jovem Joaquim pagaria pelos crimes de todos sendo que ele era tão inocente quanto a todos que foram para o degredo ou mesmo libertado e tiveram suas penas retiradas.

O púlpito cadafalso estava sendo preparado, a batida do martelo seguia o ritmo dos sinos da igreja que badalavam chamando para a missa da matina, os moradores passavam em frente à praça com olhares desconfiados muitas vezes trocando olhares de medo e terror diante daquele que seria o palco dos últimos momentos de vida de Joaquim. Naquele dia a relva das planícies estavam molhadas da neblina da noite, as nuvens ainda cobriam as cadeias de montanhas e planícies, o verde na floresta estava escuro, o mar começara a se agitar e a tocar com rudez estrondosa nas arrebentação, as gaivotas plainavam em voos rasantes por horas perfurando o mar em busca de seu alimento.

Era manhã já quando o algoz adentrara a sela na qual o condenado estava a esperar pelo cumprimento de sua sentença, largado ao chão levantou-se rapidamente curvando a cabeça aceitou levar-se antes colocando uma túnica branca, tendo as mãos amarradas dera os primeiros passos para o cadafalso. Na rua da Cadeia o sol já tocava-lhe a pele, o jovem talvez não entendesse mais o que estava acontecendo porém caminhava como se nada o atingisse, naquelas alturas a erva já estava fazendo seu efeito, o trajeto seguido de olhares que ao mesmo tempo demonstravam felicidade de temor, as ruas enfeitadas como para uma grande festa e era uma festa para o governo suprimir toda e qualquer tentativa de revolução e colocar medo em qualquer um que estivesse pensando em fazer o mesmo que Tiradentes. O trajeto todo seguido pelas orações do clero e das religiosas presentes, muitas foram as beatas que o acompanharam, pobres beatas de nada sabiam, e rezavam e cantavam e a multidão se aglomerava para ver o jovem rapaz, foi quando de frente a igreja de Nossa Senhora da Lampadósia pararam, o jovem sentira uma tontura e pedira para fazer uma oração.