Ciranda Elo das Letras de Poetrix

O poetrix é um terceto, "poema com um máximo de trinta sílabas métricas, distribuídas em apenas uma estofre, com três versos e título".

Ifrit O Despertar de um Demonio

Entrei no metrô direto para o prédio Vargas 2 que fica na Rua Presidente Vargas, a estação é em frente ao meu trabalho e como sempre o metrô estava lotado..

A Ordem Secreta da Inconfidencia Mineira

E se um dos grandes nomes da Inconfidência Mineira tivesse sido possuído por um espírito maligno e a causa de sua execução não tivesse sido o fato de pertencer a um movimento popular e sim o fato apenas de uma sociedade secreta querer ocultar a presença maligna no corpo daquele homem?

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Poesia: Ao amor que não vem

Ao amor que não vem
Jandeilson Bezerra




O amor é uma semente que brota sem pensar,
É um canto as vezes sem rimar,
Uma palavra não falada,
Uma construção solidificada.


É o bater acelerado do coração,
O silêncio agitado da ação,
Um tocar de lábios salutares,
É dos deuses os manjares.


É o amor um canto lindo,
Um momento sempre tinindo,
No coração desassossego.


Se o amor é tão belo sentimento,
Imagines em que intento,
Estou eu a te escrever.


É para falar-te do que sinto,
Que meu amor é tão bonito,
Só para ti eu posso ter.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Resenha O Fantasma de Canterville - Oscar Wilde - Ed Casa da Palavra


A leitura prazerosa de alguns livros só se consegue quando o livro tem um desenrolar sequencial saudável e dinâmico capaz de prender a atenção do leitor e também de estabelecer um relacionamento de cumplicidade onde o leitor e escritor se habituam aos fatos sem que para isso seja necessário revelar o que vai acontecer antecipadamente. É um relacionamento de cumplicidade, é isso que acontece com o livro o Fantasma de Canterville.

Um livro de características peculiares que se desdobram inicialmente em uma sequência de fatos cujos os quais os protagonistas principais debocham pensando serem fatos humanos, mas pouco a pouco vão descobrindo que não se trata realmente de um fato humano mas de algo sobrenatural. O fantasma da velha mansão não dá as caras tão facilmente, a sua reputação sim, essa é comentada e falada aos quatro cantos e só um homem de costumes americanos é capaz de duvida-lo como assim o foi.

Esse fantasma de qual vos falo é um fantasma estulto, já chegou a matar pessoas apenas por suas peripécias para afastar quem quer que fosse de sua casa, mas com a chegada da nova família suas tentativas de afasta-los são em vão, e para sua maior surpresa é que eles são quem o assustam. Isso mesmo, já pensou em duas crianças sendo assustadas por um fantasma? Isso você não encontra em O Fantasma de Canterville, ao contrário são elas quem o assustam de tal forma que o faz desejar sumir. Nesse livro de Oscar Wilde se exorciza de uma vez por todas as possibilidades de apenas os seres humanos serem assustados. Esse é um clássico dos clássicos dos livros, uma história bem criada, de simples palavras e leitura única.

O livro de Oscar Wilde na época de sua criação coincidiu com a infância de seus filhos, as características desse livro são aquelas que buscam ajudar no discernimento do novo, das mudanças que ocorrem em nossas vidas bem como do luto.

O livro é totalmente indicado para leitores ávidos por um bom suspense, uma leitura rápida e uma ilustração diferente, esse que indico tem as ilustrações de Romero Cavalcanti, um premiadíssimo ilustrador brasileiro, e a edição ficou por conta da Editora Casa da Palavra com tradução de Braulio Tavares.

Baixe as páginas iniciais do livro e tenha uma ideia de como ele está: http://www.casadapalavra.com.br/_img/pdf/427/1.pdf

Ficha Técnica:
14 x 21
96 páginas
ISBN:
9788577341894
R$19,90

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Resultado: Promoção O Livro A Janela de Overton será meu.

Galera do Elo, desculpem o atraso na postagem do resultado e também nas postagens de alguns trabalhos, é que estou me recuperando de uma crise de sinusite que é muito forte e me deixa muito derrubado, assim que possível coloco tudo em dia.


O resultado da promoção O livro A Janela de Overton Será meu, e o vencedor foi:




Parabéns Carol!





Você tem 3 dias para reclamar o seu prêmio, deixa um recados aqui ou envia um e-mail para: jandeilson@gmail.com com seus dados completos.



quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Poesia: A Cor do Sol - Jandeilson Bezerra

As horas se passam e as ondas continuam a bater
o canto dos pássaros e o silêncio a percorrer
as gotas orvalham e o meu entender
o rosto que lavo e também o meu ser


O coração transpassado em lágrimas vê fluir
um jeito desengonçado que não foi tão ruim
dos contos manchados num papel timbrado
das noites passadas dos sonhos rasgados


Os versos em quarto que não sei escrever
das falhas que faltam para completar
da mãe que não fala ao filho calado
das árvores e dos pássaros que silenciaram


O sol que se esconde não queima o molhado
o frio que bate aqui no regaço
o canto do vento que oiço atento
os cincos que cruzam descruzam sarmento


Em vozes que a mim desconcentram
a dor de cabeça que vem com o tempo
e as águas que passam não sendo de Março
não levam esse meu triste sofrimento.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Convidado - Conto Pecado Original - Cecília Alves Feitoza

Conto Pecado Original
Cecília Alves Feitoza*



Apanhou a flor, apanhou o amor que ele lhe dera gota por gota, era pouco. Gostava de banhar-se em cascatas de cachoeiras grandiosas, beijada e amada por peixes, por todos os deuses. Espiada pela Lua, adorada pelos Sóis. Era o canto mais suave e mais impetuoso da natureza: uma mulher, a minha mulher, artigo definido e possuído por mim.


Morreria pra satisfazer cada um dos seus caprichos. Tudo bem não sou sagitariano, nem tão pouco sou regido por qualquer signo zodiacal.


Chegarão amanhã minha arqueóloga e seu “pupilo fóssil’’.


Desembarcaram ambos, trazia-o preso a sua mão pequenina e macia aquilo que alguns ousariam chamar de mão.


-Meu Deus!Será que precisava tanto empenho?


-É meu trabalho.


-Trazê-lo pra morar conosco faz parte do seu trabalho também?


Deu de ombros deixando-o resmungar sozinho, observando aquela cena dantesca, era um delírio só poderia ser; alguma ingestão acidental talvez... O que poderia tê-lo envenenado?


-Não seja criança e trate de acordar desses seus devaneios. Como você fantasia; sabe qualquer um diria que sou sua mãe. Comporte-se como marido hein?!


-Essa é boa!E o que tenho sido então senão um pra você?


Já estava correndo atrás dos dois; a esposa e o ilustre acompanhante andavam rápido em demasia.


Gostaria de descrevê-lo. Não encontro termos apropriados em linguagem humana. Direi tão somente que é um resquício da primeira leva hominal, se é que é um termo apropriado.


Havia encontrado o adão da ciência; seria altamente condecorada, teria as maiores honrarias e privilégios da Terra; seu séquito de seguidores seria ainda maior. Viu-se cortejada pelo Sol em
todo esplendor e arrogância, eram iguais.


Aquele ser assustado e assustador observava-a trocar as vestes intrigado. Estava tonto da viagem, a memória razoavelmente afetada pelo tempo. Mas sabia plenamente com que tipo de gente estava lidando ,afinal, eram da mesma espécie, graças a esforços de seres como eles tinham progredido e civilizado. O raciocínio era parco, mas o instinto não o trairia.


O Novo velho homem passava por testes clínicos periodicamente, testes de reflexo, acuidade visual, e primordialmente todos as investigações relativas a mente e sua funcionalidade;foi confirmado que o crânio humano expandira-se com o passar dos séculos, entre outras coisas.Eram minuciosos e frios,extremamente detalhistas em tudo quanto pudesse servi-los;tinham em seu poder um espécime único, a coisa mais surpreendente da natureza humana sobre todos os aspectos,questionava-se sua moralidade,seus modos,sua existência paralela ;embora mostrasse claros resquícios de inteligência parecia alheio ao circundante, era primitivo.


-Eureca!Eureca!O eco das próprias palavras ainda fazia ruídos dentro de si.


-O que descobriu?


-Parece um homem congelado, e digo mais: aparentemente em ótimo estado de conservação, mirava-o com interesse, era repugnante, mas tinha olhos muito vivos pra alguém que estivesse
congelado há tanto tempo, aquilo atraiu sua atenção, seu desejo de desvendá-lo. Quando se puseram a desvencilhar o objeto em estudo do gelo, ele verdadeiramente eclodiu,nasceu, nasceu da forma mais inusitada. Não pronunciava palavras a principio entendíveis, emitia
somente sons guturais, aos poucos a comunicação foi se  estabelecendo entre ele e membros da equipe, principalmente com sua ilustre descobridora; uma mulher diabolicamente divina, alguns suprimiriam o artigo divino...


Ao financiador da expedição:


-Quanto me daria por um “ser” como esse?


-Ah!Querida pense no bem da comunidade cientifica.


Um ranger leve na porcelana dos dentes quase os trincou por completo, um jeito nos cabelos, levanta se aproximando dele.


-Precisarei de você meu amor.


-Como sempre, não é?


-Tem valido a pena, ou não?!


-Não sei.


-Pois te digo!Depois que assumi o comando das expedições que financia, seus lucros empresariais são cada vez mais vultosos, seu dinheiro é aliado da minha competência.


-Sempre modesta!Minha parceira perfeita, em tudo!


-Acho que eu não seria tão categórica quanto tu és nessas afirmações...


-Remorsos das explorações clandestinas?


-Jamais, falava apenas doutras coisas. Agora preciso ir meu embarque é pra logo, ou estou lá ou fico aqui nesses confins.


-Fique comigo!


-Por que confundir sempre as coisas?


-Ofendida Madona?


-Sim , por certo. Deixe-me por obséquio.


-Achei que até alguns instantes era seu amor, como sois frívola.


-Tenho senso de oportunidade só isso.


-Quando enfim dormirás nos meus braços?


-Adeus!Espero sua contribuição na conta de sempre, afinal o que nos une são apenas negócios, escusos, mas ainda assim negócios.


Viu as harmonias do talhe se esvaindo por entre as espirais das escadas, adorava contemplá-la nesse estado de mulher ferida e distante,um dia venceria aquele orgulho.


Em casa...


-E então Carolina como foi o seu dia com o nosso hóspede?Depositou em seus lábios róseos o beijo costumeiro: -Amo você querida!


Estava alheia aquela afetuosidade, lembrava-se doutras coisas mais importantes, não poderia, não agora, prescindir de tino e agilidade de movimentos, uma raposa perfeita, ardente de desejos não consumados e inconfessáveis.


Olhou-o com ternura, tinha pena dele, tão apaixonado; seguiria até o fim naquela farsa, fingiria amor e “ais” repassados de saudade quando tinha apenas pena. Pena de quê? Não sabia ao certo, talvez fosse algum grito de consciência rouca. O fato era: um marido fazia-
se necessário, sua postura de mulher honesta, bem casada, reputação inatacável por todos os aspectos precisaria ser mantida a qualquer custo e nada melhor do que um casamento como aquele com um homem de virtudes inquestionáveis; suas lavagens de dinheiro junto ao financiador jamais seriam descobertas. Quanto a amantes? Não teria estômago pra tanto, era preferível viver em castidade espiritual por que física já não era possível com um esposo tão devotado quanto o que possuía.


Olhos rasos d’água:


-Senti tantas saudades de ti querido o dia foi tedioso, sabes que ainda não tenho feito muitos progressos com ele. Enlaçou o seu pescoço com carinho, sussurrou baixinho no ouvido dele “estou cansada, poderia me levar pra cama?”, e aquilo era a senha pra tudo quanto ela sonhara conseguir dele, sua fragilidade encantava-o embora não fosse genuína.


Ele era puro e bom, via sua deusa, sua senhora, ou dona como queira, quiçá mestra; esse sim é o termo mais apropriado, como uma sílfide, dotada de qualidades admiráveis,adorava dedicar-lhe predicativos sempre ostentados com verdadeiro frenesi por sua rainha.Comandava cada um dos súditos de forma especial,única, como ela mesma.


“Todos querem sentir-se amados, indispensáveis ,e é importante cultivar neles a vaidade, sufocar o que poderia afastá-los de sua nefasta influência.” Seria eu tão má assim? Quisera somente o meu quinhão de felicidade terrena. Não matara, não causara intrigas, respeitava pai e mãe, guardava o sábado indo as missas com freqüência usual, não cobiçava o homem alheio,enfim ,seguia razoavelmente bem o decálogo:seu mais alto pecado era roubar.Fazia-o sem muitos escrúpulos.Gostava do poder e dos seus meandros, utilizava-o pra chegar onde queria,não tinha lá muitos limites sua ambição.Venderia os pais? Os dela não, mas os seus sim
leitor, portanto cuidado! Mantenha distância calculada.


Dormia com a cabeça repousada no seu seio alvo e palpitante. Gostava de cismar sobre aquele homem e sobre si mesma. Dentro do seu peito havia um casebre que destinara a ele, era a porção de amor que lhe cabia, sim, naquele instante ao vê-lo dormir consigo tão entregue e vulnerável, amou-o deveras, não tanto quanto ele merecia, mas já era algo: um casebre. Contudo isso não foi suficiente pra impedi-la de leiloar um ser humano em praça pública, tal qual escravo; o ser mais antigo da humanidade encontra-se exposto nas galerias mais famosas do mundo, arrebatado por incalculável fortuna: ganhara-o de presente de um admirador secreto,possuía titulo de propriedade sobre o animal, podia vendê-lo ou explorá-lo quanto quisesse. Seu nome permaneceu incógnito,jamais pronunciado em transações, o esposo esse um coitado, um infeliz, jamais suspeitaria de tal primor social e conjugal.


Desfilava seu amor próprio numa das galerias mais famosas do mundo. Agredida e morta pelo selvagem; tinha afinal o orgulho vencido, não por um homem como o de outrora, porém por
um animal tão primitivo quanto ela. A eterna revolta da criatura!


Seus instintos de aço haviam sido preservados sobre uma espessa camada de gelo por séculos, milênios a fio, impossível o Adão histórico ser enganado por uma Eva qualquer, tudo nela exalava os mais torpes sentimentos, o seu parco amor medrava, sufocava-se no lamaçal que era sua alma.


O perigoso ser sofreu um processo de recongelamento, a misérrima criatura viu na arqueóloga os instintos mais baixos, compartilhava todos eles numa época tão remota, tão presente e vanguardista.


Um dia o homem adâmico abriu as pupilas ressecadas, diante de si havia uma rosa desabrochando em pétalas douradas, douradas de amor.



*Biografia:
Cecília Alves Feitoza nasceu na capital Pernambucana aos 4 de outubro de 1989,residindo atualmente em Feira de Santana,Bahia.Seu grande sonho sempre foi escrever,começando pela poesia e se estabelecendo como contista.Precisamos viver pra só então escrever, a escrita é uma forma de expressão de si mesmo e do mundo pra jovem autora..Algumas vezes é preciso simplesmente parar pra sorver coisas novas e produzir resultados diferentes nas histórias.
Mantém o blog: http://paralelaseverticais.blogspot.com/

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

PSG - Poeta Saia da Gaveta - Um movimento

Alguns eventos vão se perpetuando por suas características simples e sem muitos rodeios para dar uma oportunidade aos novos escritores, outros são forçados e as vezes se auto nomeiam ou simplesmente vão criando caricaturas de movimentos que não existem, são movimentos criados que não se perpetuam e nem se sustentam ao logo da história, são apenas eventos que aconteceram e que de uma forma ou de outra serão esquecidos, e aqueles que não forem esquecidos serão lembrados para sempre.

Poucos eventos têm uma verdadeira característica de mudança, de foco literário e variedades artísticas que resultem em uma transformação necessária para o atual momento poético do Brasil.

A primeira vez que participei de um evento assim foi na Universidade Estácio de Sá, em Jacarepaguá, acredito que foi em 2010. O meu coração fervilhava ao ver os poetas subindo ao palco ou simplesmente de onde estavam declamarem suas poesias ou poesias de autores conhecidos, o som bem brasileiro tocava e transformou aquela simples noite em uma noite especial e cheia de alegria, uma motivação a mais para a minha vida e poesia.

Foi em um desses eventos, que irão se perpetuar sempre, que eu fui. Ele se chama PSG, ou simplesmente Poeta Saia da Gaveta, um movimento que tem por base e princípio fundamental tirar o poeta da gaveta e encoraja-los a "engajarem-se no movimento poético contemporâneo carioca".

O PSG é o espaço da poesia e como a poesia se expressa nas mais diversas formas lá também tem espaço para a Música, o Teatro e as Artes Plásticas. É um lugar eclético que reúne os mais diversos grupos e se constrói desses grupos com um único e verdadeiro intuito: o de ser poesia. Ser poesia é um estado de espírito, é a contemplação da transcendência das letras simbólicas para as letras que tem vida e alma e que por ser alma são capazes de transformar a vida, a rotina ou mesmo os simples gestos.

Não é um mero convite a sair da gaveta, é um convite a fazer parte de um mundo diferente e desse mundo separar o joio do trigo e metamorfosear a realidade e converte-la em uma cultura de paz.

É com essa visão que lhes apresento o PSG - Poeta Saia da Gaveta e lhes convido a participarem nem que seja uma única vez, e como já está bem próximo a data vou disponibilizar aqui o calendário.

O PSG tem Direção de Teresa Drummond - ESCRITORA, autora dos livros "Trampolim do poeta" (poesia, edição esgotada) e "Enquanto houver dança" (biografia sobre Maria Antonietta, primeira dama dos salões cariocas). Criou o Projeto Cultural POETA SAIA DA GAVETA (PSG), difundindo a poesia, a música e as artes plásticas. Leciona em OFICINA DE POESIA.

Coordenação de Neudemar Sant'Anna membro da APPERJ.


O blog do PSG onde você sempre fica informado é: http://poetasaiadagaveta.blogspot.com


domingo, 7 de agosto de 2011

Resenha: Identidade Rouba – Chevy Stevens – Ed Arqueiro

É o romance de estreia de Chevy Stevens , ele ocorre em uma atmosfera de suspense narrativo no qual entre uma seção e outra de sua terapia a personagem vai relatando o que ocorrera com ela durante o tempo que ficara nas mãos do sequestrador. Os relatos são intercalados entre a seção de terapia e a sua vida após a liberdade.

Sem muitos rodeios a escritora nos direciona por caminhos sensíveis ao olfato e ao paladar e nos faz percorrer todos os lugares que está e inclusive seus pensamentos e a forma como reagiu ao seu sequestro.

Por 365 dias Annie O' Sullivan, corretora de uma imobiliária de Clayton Falls – Canadá, fica a mercê das vontades de um "Maníaco", como ela o chama em suas secessões de terapia.
Esse livro narra com perspicácia como uma corretora de imóveis passa de sua vida fútil e comum, era assim que o sequestrador pensava da vida de Annie, para ter uma oportunidade de viver com maior intensidade, onde inclusive os pequenos gestos têm uma maior significância.

O suspense e o terror psicológico passado por Annie teria algum dia fim? Na verdade o "maníaco" sempre tinha algo reservado para ela, fazendo-lhe passar por momentos de dores e sofrimento que ela mesma relata a sua psiquiatra como algo presente na memória e muito difícil de esquecer.

Identidade Roubada, da canadense Chevy Stevens (Arqueiro - 2011) é um livro de suspense, nos remete aos sentimentos mais desesperadores, narrado em primeira pessoa Annie O'Sullivan relata à sua terapeuta cada momento que vivera e como tudo aquilo lhe ensinara a ter um novo olhar em respeito da vida.

O livro em suma é uma sequência de fato que nos coloca para dentro do olhar não do sequestrador mas da vítima e de como ela lutou diariamente para recomeçar silenciosamente e não perder de vista o seu foco que era permanecer viva mais um dia.

Sinopse:

Annie O’Sullivan levava uma vida pacata. Aos 32 anos, a corretora de imóveis de Clayton Falls, no Canadá, tinha um emprego estável, um namorado atencioso e uma bela casa com um cachorro no quintal.

No entanto, uma grande surpresa a aguardava. Annie iria conhecer o homem que mudaria sua vida. Depois de passar o domingo num plantão de vendas de um imóvel, ela se preparava para ir embora quando o viu se aproximar. Sorridente, com olhos azuis, parecia o cliente ideal: simpático e disposto a fechar negócio.

Mas por trás do sorriso amigável se escondia um psicopata. Após dominar Annie, o homem a levou para um chalé isolado nas montanhas, onde a manteve prisioneira durante um ano. No cativeiro, ela era obrigada a cumprir uma rotina doentia, como dormir ao lado de seu algoz, ir ao banheiro em horários rigidamente determinados e usar sempre o mesmo tipo de vestido.

Depois de fugir do chalé, Annie luta para voltar a ser uma pessoa normal. Porém o trauma a impede de se reaproximar dos amigos e faz com que desenvolva comportamentos compulsivos, como vistoriar obsessivamente as portas e janelas de casa e só conseguir dormir dentro do closet.

Na jornada para superar seus medos, Annie irá contar com a ajuda de uma terapeuta. Ao longo das sessões, a analista se torna a única pessoa a quem a corretora pode confiar sua terrível experiência. Aos poucos, ela revive os traumas sofridos naquele ano que teria preferido apagar da memória, uma viagem que a leva a encarar seus fantasmas mais assustadores.

Ficha Técnica:
Título Original: Still Missing
Tradução: José Roberto O’Shea
Páginas: 256
Formato: 16 x 23 cm
Peso: 320 g
Acabamento:Brochura
Editora: Ed Arqueiro
ISBN:9788580410129
Preço: R$ 29,90

Resultado Sorteio Cursed City



Meus queridos do Elo, aqui vai mais um resultado da super promoção: Eu quero o Livros Cursed City, que sorteou o livro Cursed City + Marcador + Boton.


E o vencedor é:





Parabéns Raul Chavantes, você agora tem o prazo de 3 (três) dias para reclamar o seu prêmio no e-mail: jandeilson@gmail.com , enviando ainda o seu endereço e nome completo para envio do prêmio no seu endereço postal.

sábado, 30 de julho de 2011

Poesia: Raios de Sol

Raios de Sol
Jandeilson Bezerra


Tanto pranto enquanto dor
pontos de lágrima do que sou
sol em nuvens impedido
olhos fugidios envolvidos em cor


Faz-se a face de um olhar
planta o canto do chorar
em que sismo ver-se abobar
dessa rosa a florar


Lábios frívolos em som
boca ao ouvido a sussurrar
estrelas que me devolvem o céu
mar que me vejo navegar


E a dor que faz-se deixar
dos olhos que a sorrir
ver-se em esperança
do sol novamente brilhar.

A Editora Estronho é Parceira do Elo das Letras

Meu queridos do Elo, essa semana foi uma semana bem movimentada no que concerne as parcerias, e para fechar a semana trago-lhes mais uma parceria muito querida por mim. É a parceria do Elo das Letras com a Editora Estronho. Saiba mais da editora:


"De site de entretenimento (desde 1996), o Estronho e Esquésito foi tomando o rumo da Literatura Fantástica (desde 2004) e tentando fazer a sua parte ao incentivar as escritas de novos autores na seção de contos e poesias sombrias do site. No início de 2010, veio a ideia de montar parcerias com editoras, para o lançamento de livros solo e antologias, usando o nome e a bagagem do Estronho.

E agora, com muitas ideias novas e com muita vontade de agitar a litfan nacional, chega a Editora Estronho...

Desde 1996, o site Estronho e Esquésito vem divulgando contos e poesias de autores nacionais de literatura fantástica, tendo como marco de um aumento significativo de qualidade e quantidade, a partir de 2004, quando autores que já começavam a ficar conhecidos no cenário da literatura fantástica brasileira, começaram a publicar seus textos no site. No final de 2009, já com um pouco de bagagem em relação a antologias publicadas, Marcelo Amado (M. D. Amado) teve de volta o seu sonho de um dia publicar um livro que levasse o nome do site, reunindo alguns autores nacionais do cenário da Litfan. No início de 2010 viu que esse sonho era possível, mas descobriu que os autores agoram eram muitos e que além dos conhecidos, para que a proposta do site fosse levada a diante, era preciso realizar um concurso para novos autores. No lugar de um livro, surgiu a ideia de uma coleção que reunisse autores convidados e selecionados por concurso. Em parceria com uma editora, surgia então o Selo do Estronho. Os projetos Extraneus, Histórias Fantásticas, À Sombra do Corvo, Aos Olhos da Morte e Na Próxima Lua Cheia, deram início a essa nova fase.

Porém, algumas barreiras ainda eram encontradas nessas parcerias, em relação a oportunidades para novos autores, remuneração e até mesmo em relação a qualidade do material gráfico. Cheio de ideias na cabeça, o caminho que M. D. Amado, mantenedor do site Estronho e Esquésito, poderia seguir era um só: a criação da Editora Estronho.


O objetivo principal da Editora Estronho, continua sendo o mesmo do site, ou seja, lançar novos autores e mesclar seus trabalhos com autores experientes. Além disso, disponibilzar aos leitores, livros com preços mais acessíveis (através da venda direta no site da editora) e com melhor qualidade gráfica, não esquecendo obviamente da qualidade de conteúdo. Outro objetivo da editora é estreitar as relações entre autores e leitores, dando a oportunidade de um contato mais direto entre eles, através das páginas biográficas, comentários e eventos que estaremos promovendo.

Novos projetos, novas ideias e pessoas de muito talento e criatividade ajudando nesse início.  É assim a Editora Estronho, que tem de tudo... até literatura! "

Confira os Lançamentos para o mês de Agosto da Estronho:

JARBAS, de André Bozzetto Jr.

Em 1984 Jarbas era apenas o nome de um garoto interiorano fã de livros e filmes de terror. Porém, em 2009 esse mesmo nome já havia se convertido em uma expressão capaz de despertar o mais genuíno pavor entre todos aqueles que sabiam de sua existência. Transformado em um lobisomem brutal e perverso, Jarbas passou a ser temido pelos humanos, odiado pelos licantropos e perseguido por ambos.

Neste romance de André Bozzetto Jr., você irá acompanhar 25 anos da trajetória deste temível ser e conhecerá uma vasta gama de personagens que, de uma forma ou de outra, cruzaram pela trilha de sangue deixada por ele através das noites de lua cheia. Entre estes desafortunados, destacam-se Francisco e Jorge – uma dupla de aposentados que tenta livrar sua cidade da ameaça licantrópica – e Vitória, uma jovem e bela caçadora de lobisomens sedenta por vingança.

Ódio. Medo. Desespero. Terror. Está preparado para encarar?

Com prefácio de Giulia Moon

DEUS EX MACHINA, ANJOS E DEMÔNIOS NA ERA DO VAPOR

Os calendários são simplesmente ignorados por aqueles que combatem pelo bem ou pelo mal, numa guerra sem vencedores. As grandes batalhas distribuem louros entre os dois lados, em uma dança milimétrica da balança. Mas esse equilíbrio esteve ameaçado em uma época em que a elegância do vestuário das senhoras e cavalheiros convivia, não sem uma ponta de contradição, com o peso e a estranheza dos acessórios e equipamentos utilizados por uma civilização que começava a descobrir as maravilhas da tecnologia.

Anjos e demônios escolheram aquele tempo, utilizando-se de todos os artifícios armamentos e equipamentos possíveis, e encenaram algumas das mais terríveis batalhas de que a humanidade já presenciou. De conflitos e duelos isolados a confrontos sangrentos entre os exércitos das trevas e da luz.

Essa foi a proposta apresentada aos autores de Deus ex machina: anjos e demônios da era do vapor.

Com organização de Cândido Ruiz, Tatiana Ruiz e M. D. Amado. Autor Convidado: Romeu Martins. Prefácio de Bruno Accioly


STEAMPINK

Uma antologia steampunk escrita e organizada sob o olhar feminino. 

Máquinas voadoras, robôs ,viagens no tempo e muito vapor misturado a vampiras, corvos, poetas, amazonas e até uma versão vaporizada de um clássico conto de fadas.

Com prefácio de Romeu Martins, Comendador da Ordem da Caldeira pelo Conselho Steampunk do Brasil, Steampink apresenta treze contos... treze oportunidades para que você viaje no tempo e se divirta ao som dessas engrenagens muito bem cuidadas por nossas talentosas e elegantes autoras.

Com organização de Tatiana Ruiz e prefácio de Romeu Martins 




sexta-feira, 29 de julho de 2011

Casa da Palavra é Parceira do Elo das Letras

Galera do Elo, tudo bem com vocês? Tenho mais uma novidade para animar a nossa semana. Nós damos muito valor as amizades e laços que vamos construindo com o tempo, isso porque prezamos sempre um bom relacionamento.


As parcerias são um relacionamento que teem o intuito de deixar o leitor sempre mais próximo da literatura oferecendo um contato imediato com os livros. Ao longo desses seis mêses de blog já costuramos ótimas parcerias e mais uma delas eu venho aqui para lhes apresentar.






A Editora Casa da Palavra é uma editora que já tem 15 anos no mercado, e a pouco tempo unificou suas operações com a Leya. 


Saiba mais sobre a Casa da Palavra: 



"Ampliar as fronteiras das páginas dos livros. Oferecer extensões da leitura com interatividade, imaginação, criatividade. Ousar sempre em conteúdo, diálogos e formatos.


É com esse espírito de inovação e crescimento que a Casa da Palavra apresenta sua nova marca e filosofia: o livro além do livro.


A nova Casa da Palavra traduz modernidade, diversão e, ao mesmo tempo, o cuidado com os produtos e os leitores. Alia o prazer da leitura, o amor pelos livros, a valorização da história e da cultura brasileira à tecnologia, ao contemporâneo e aos novos suportes de comunicação.


Esse compromisso com a inovação e a multiplicação de conteúdos, tendo os livros como ponto de partida, se reflete no novo signo da editora, a casa-balão. Uma casa original e arrojada em que a palavra é dominante e abre espaço para outras possibilidades de formatos e narrativas.


Venha interagir conosco nessa nova fase de celebração do livro, mais multimídia, ágil e democrática.


Visite nossa nova casa na internet, confira as novidades e deixe o seu recado. Mande sua palavra para a gente."


Saiba dos Lançamentos do mês de Julho:






Solar da Fossa
Um território de liberdade, impertinências, ideais e ousadiasToninho Vaz



NENHUM OUTRO ENDEREÇO, EM QUALQUER ÉPOCA, CONCENTROU TANTA GENTE QUE, UM DIA, ATUARIA DE FORMA TÃO DECISIVA NA CULTURA.

“Para melhor entender e apreciar o fenômeno da contracultura brasileira, o Solar da Fossa deveria ir para a lâmina do microscópio.” Essa tarefa foi brilhantemente cumprida pelo autor deste livro, Toninho Vaz, escritor, jornalista e ele próprio uma das fi guras que contribuíram para a consolidação da imagem do Solar como símbolo da vanguarda e da efervescência cultural e política dos anos 1960.

A pensão de 85 apartamentos localizada em Botafogo, no Rio de Janeiro, foi o endereço e o abrigo de poetas, compositores, jornalistas, artistas plásticos – loucos, cabeludos e “desbundados” que vinham de todos os cantos do país e encontravam ali o jardim ideal para plantar suas “folhas de sonho” e materializar verdadeiras obras de arte. O local, que hoje é ocupado por um dos maiores shopping centers da cidade, foi a sede de um verdadeiro caldeirão cultural e o cenário de inúmeras histórias engraçadas, românticas e muito polêmicas. Mais de quarenta anos depois, Toninho oferece nestas
páginas imagens inéditas e relatos de personalidades como Caetano Veloso, Paulinho da Viola, Gal Costa, Paulo Coelho, José Wilker, Tim Maia, Betty Faria, entre outras, que divertem o leitor ao mesmo tempo em que resgatam a memória de um dos períodos mais ricos da história do Brasil.

O prefácio do livro foi escrito pelo autor e jornalista Ruy Castro, também antigo morador do Solar da Fossa. Segundo ele, o casarão colonial de dois andares serviu “de incubadora de talentos, ideias e ousadias e mudou para sempre os rumos da cultura brasileira”.

SOBRE O AUTOR: Toninho Vaz nasceu em Curitiba, em 1947. Trabalhou em importantes jornais, revistas e emissoras de TV do país. É autor das biografi as de dois grandes poetas brasileiros – Paulo Leminski e Torquato
Neto – entre outros livros.

Ficha Técnica:
ISBN 978857734191-7
FORMATO 16 X 23 CM
N° DE PÁGINAS 256
PREÇO R$ 39,90
GÊNERO MÚSICA


Paulo Moura, um solo brasileiroHalina Grynberg
Paulo Moura, um solo brasileiro reúne uma série de entrevistas inéditas em tom coloquial, íntímo e profundo, que brota da relação conjugal e profissional do músico com a autora Halina Grynberg, sua mulher por 26 anos. Nessas conversas são revistas histórias e reflexões sobre a carreira e o destino profissional deste que é um dos maiores nomes da música instrumental mundial, o clarinetista e saxofinista, compositor e arranjador Paulo Moura (1932 – 2010). No livro, Paulo revela sua relação com a família, tradições musicais que o marcaram, inovações estéticas que vanguardeou, reflexões conceituais sobre o seu savoir-faire profissonal, e a devoção intensa à arte e ao desejo de criar um solo brasileiro; uma música instrumental popular brasileira feita da miscigenação do samba, choro, música erudita e jazz brasileiros - iluminada pela rítmica afrobrasileira que jamais cansou de refinar. O livro, em edição bilíngüe, conta ainda com o CD inédito Fruto Maduro, que conjuga 10 músicas de Paulo Moura, resultado de seus mais recentes experimentos musicais.“Este livro é a história de um grande músico brasileiro, o que já bastaria para ser lido, recomendado e festejado. Mas não é só isto. Também é a história de uma época e dos seus personagens, de certo Brasil e suas promessas e triunfos e frustrações. E não é só isto. Também é uma aula magna de música, nas palavras de alguém que sempre entendeu e soube explicar o que fazia, praticou o que teorizava e conseguia melhor do que ninguém combinar técnica e sentimento, erudição e coração. E não é só isto. Também é o retrato de uma personalidade fascinante, cuja serena sabedoria é captada com afetuosa precisão. Quer dizer, esta também é uma história de amor. Quatro livros em um e um melhor do que o outro. Negocião” – texto de Luis Fernando Veríssimo.
Ficha Tecnica:
16 x 21
240 páginas
ISBN:
9788577341900
Preço
R$55,00



Aqueles que nos salvaram
Jenna Blum

Uma história que ultrapassou todas as barreiras e preconceitos religiosos e ideológicos em nome do amor. Aqueles que nos salvaram conta a história de Anna, uma jovem de 18 anos com um futuro promissor aos olhos do pai, um simpatizante nazista: casar-se e ter filhos com um oficial alemão. Ao se apaixonar por um médico judeu, no entanto, sua vida muda completamente. 
Revelando uma história de paixão e amor condenado, um retrato sobre a vida durante a guerra e um impressionante drama da relação mãe e filha, o livro explora profundamente aquilo que escolhemos suportar ou resistir para sobreviver e o legado da culpa. O romance, narrado de forma envolvente pela autora, Jenna Blum, permaneceu na lista dos mais vendidos do New York Times durante um ano.

Ficha Técnica
14 x 23
392 páginas
ISBN:
9788577341924
R$ 44,90


O fantasma de Canterville, de Oscar Wilde
Braulio Tavares

Em O fantasma de Canterville, um fantasma habilidoso vê o feitiço virar contra o feiticeiro quando, na própria casa que assombrava, passa a ser aterrorizado por seus novos proprietários americanos. O fantasma do livro é Sir Simon de Canterville, que em 1565 assassinou a própria esposa e, para assombrar os corredores de Canterville Chase, adota os mais variados disfarces e se transforma numa verdadeira antologia de tipos macabros. No entanto, nenhuma dessas facetas é capaz de arrepiar os cabelos dos novos moradores da mansão. 
Esta história confirma a reputação de Oscar Wilde como um mestre na arte narrativa, com seu senso de humor refinado, sua inteligência rápida e uma espirituosa dissecação da sociedade vitoriana. Trata-se de um clássico da literatura infantil. “A ideia inicial de Wilde parece ter sido que seria engraçada uma situação em que as pessoas vissem, sim, o fantasma, mas isso não tivesse o menor efeito sobre elas. E que, ao invés de infernizar a vida dos vivos, o fantasma fosse infernizado por eles”, aponta o tradutor Braulio Tavares.

Ficha Técnica

14 x 21
96 páginas
ISBN:
9788577341894
R$19,90