Ciranda Elo das Letras de Poetrix

O poetrix é um terceto, "poema com um máximo de trinta sílabas métricas, distribuídas em apenas uma estofre, com três versos e título".

Ifrit O Despertar de um Demonio

Entrei no metrô direto para o prédio Vargas 2 que fica na Rua Presidente Vargas, a estação é em frente ao meu trabalho e como sempre o metrô estava lotado..

A Ordem Secreta da Inconfidencia Mineira

E se um dos grandes nomes da Inconfidência Mineira tivesse sido possuído por um espírito maligno e a causa de sua execução não tivesse sido o fato de pertencer a um movimento popular e sim o fato apenas de uma sociedade secreta querer ocultar a presença maligna no corpo daquele homem?

quarta-feira, 30 de março de 2011

Lançamento do livro "Eros e Psique" de João Pedro Roriz


Agenda



"Eros e Psique" é o primeiro romance infanto-juvenil da coleção Mito Lógica lançada pela Paulus Editora, com autoria do escritor João Pedro Roriz. Conta a história de amor entre a princesa Psique e o deus do amor Eros com menções bem humoradas que relacionam os diversos personagens do mito a figuras históricas, como Galileu Galilei, Marx, Engels, a fatos marcantes da humanidade e até a debates atuais sobre aquecimento global, futebol, olimpíadas, entre outros assuntos.`

O lançamento será no dia 1/04 às 18h na Livraria Paulus (R. México 111, centro do Rio). Às 19h o autor ministrará a palestra "A influência da mitologia na literatura" (entrada franca). Preço do livro: R$ 16,00.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Promoção de Lançamento Elo das Letras



Promoção de Lançamento do Elo das Letras


Os 50 primeiros que curtirem Elo das Letras no nosso blog participarão do sorteio do livro Caim de José Saramago.

Os 50 primeiro que nos seguirem no Twitter participarão do sorte do livro O Pequeno Príncipe.


O Sorteio ocorrerá no momento que o Blog atingir os 50 seguidores tanto no Twitter como no Facebook.

Divulgue entre seus amigos!

domingo, 27 de março de 2011

Critica: A Imitação do Amanhecer



Bruno Tolentino é daqueles poucos poetas que fazem o coração humano tocar em um ritmo diferente, o ritmo dado por ela na sua narração poética. Estamos entrando para o terceiro ano sem o escritor no terreno mas na literatura lá está ele eternizado em sua obra. Era uma pessoa controversa, causadora de burburinhos em entrevistas marcantes e personalidade forte. Não atoa muitas vezes foi alvo de críticos perniciosos porém seu trabalho brilhante marcou a volta do Brasil no cenário da escrita internacional pós década de 90.

Atualmente pouco se tem falado dele, mas sua obra vencedora do Prêmio Jabuti, não cala e continua falando aos corações. Alexandria pode ser qualquer lugar, qualquer coisa, poderia ser como Pasárgada, mas na obra de Tolentino é o lugar do amor e do ser, do espiritual e do físico. Onde o controverso se resolve numa tendência sinuante de traduzir o sentimento mais puro e terno, o amor.

Os sonetos são compostos de forma tradicional, sempre levando a reflexão profunda dos momentos e das ações humanas nos caminhos sinuosos de sua descoberta, de suas paixões e daquilo que pode ser impossível mas se torna possível quando a alma e o coração estão disponíveis para se encontrarem nessa ou na outra vida, poderia até ser em outra galaxia.

Em um de seus versos ele reflete que ao coração é perdoado qualquer ambiguidade, é verdade que quando trilhamos os caminhos de nossas vidas na construção de uma Alexandria promissora e verdadeira corremos o perigo de seguir caminhos diferentes, diverso daqueles que nos foi proposto ou que propomos, porém até se chegar a perfeição da construção sólida e verdadeira é preciso antes navegar, buscar.

Ainda que sugira-se que o tema central não seja o amor nem o tempo, eles são essenciais na descrição daquilo que é a “onipresença da morte”. Alexandria ainda é segundo a construção própria na obra de Tolentino o “terminal de todos os desencontros, lugar por excelência do não-lugar, por contê-los a todos e a lugar algum, Ocidente e Oriente, presente e passado, mito e memória” como bem descritos nas orelhas do livro.

A imitação do amanhecer é recomendável para todos que gostam de uma boa poesia, sem dúvida alguma é essa obra o ápice de um grande escritor, o momento em que se revela a criação e o criador em sinfonia.



Critica feita para o site Rio&Cultura

Tela


Creditos da Imagem: Gugaucb



Cabeça inclinada ao vento

retorno ao ar silencioso

da atmosfera de um coração triste

em que a solidão se faz presente.

Erguendo os olhares sob a bandeira imperial

na Princesa Isabel, que habita Copacabana,

vejo o sol que o céu quer romper

o horizonte de tão lípida escuridão

que vai partindo com o meu coração.

Amarelado que vai espaciando

e sob as cadeias de montanhas se inclinando

e tímidamente contornando as linhas curvas

desse horizonte.

Quica o ônibus tantas vezes

que a cabeça insiste em balançar

confirmando tão rara beleza

que aos entornos se vê passar

e passando de fato vai

aquela imagem tão fulgaz

que só o sonho pode contemplar.

Enquanto a escuridão dá forma às montanhas

o sol que ainda não nasceu

e só amarelou a paisagem

quer enfim copacabana iluminar.

Reclinando o olhar para dentro de mim

vou seguindo assim

preenchindo por tão maravilhoso contemplar

mas ainda quieto em mim.

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sábado, 26 de março de 2011

Quando desligo o meu PC




Vou dar uma volta na minha moto
no facebook não vou entrar
quero deixar de lado o orkut
nem mesmo twitar

Quero sentir a brisa bater o meu rosto
minhas mãos tremerem na velocidade
com que meu olhos vem
o tempo passar

Aqui na rua mesmo
a única mensagem que do meu iphone
vou digitar
é que estou fora do ar

Que meu coração não é brinquedo
para ficar só na imaginação

Meu capacete vou colocar
pois quero me proteger
das linguas más
que insistirão em falar
que devo voltar.

Não quero mais sonhar
quero viver o real
algo que eu possa tocar
as lágrimas para trás deixar

Quero só me divertir
sair a praia
cruzar a Rio Niterói
e concretizar
que no final do caminho
a vitória eu encontrei

E você se quizer vir comigo
na minha garupa tem lugar
porém você precisa acreditar
que esse sonho real
é muito mais que um simples encontrar.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Video Poema Eu e VocÊ


domingo, 30 de janeiro de 2011

Conto Faces de uma noite publicado pela CBJE



Certa tarde, estava Leonardo se vestindo como de costume para ir trabalhar. Sua vestimenta era de um dia normal de calor na cidade carioca, uma blusa regata na cor cinza, uma bermuda preta e sandálias brancas. Em seu quarto um som ambiente tocando músicas de Lady Gaga. Colocando as sandálias nos pés, desliga o som, retira seu MP3 e se dirige até a porta esquecendo suas chaves em cima de uma escrivaninha ao lado do aparelho de som. Retorna apressado e pega as chaves, pois estava atrasado para o trabalho.

Saindo de casa, cumprimenta a vizinha e, ao descer o beco, depara-se com dois caminhos, resolve optar pelo trajeto mais rápido, que aparentava ser o mais escuro, o sol parecia não ter efeito - era iluminado por uma única luz trêmula que saía do poste. Escolhida a direção, segue feliz com seu MP3 no bolso, fones no ouvido, as músicas que tocavam eram às mesmas que ele escutara em casa.

O caminho era apertado, um beco, cheio de batentes e postes, que mais serviam para segurar os gatos do local, um emaranhado de fios terrível. Na primeira casa que Leonardo passa vê-se o desenho de uma face bonita na lateral da parede, talvez desenhada por um desses jovens pichadores. Do seu lado direito depara-se com uma outra face, dessa vez de um jovem, cuja a imagem transmite alguém com um sorriso elísio. Mais uma face adiante, a de uma mulher aparentemente loira, nariz formoso, mais à frente outra face, e outra face, passavam como em um filme em câmera lenta, sempre do lado esquerdo para o direito de Leonardo. Aquilo começou a ficar estranho, as faces bonitas dão lugar a rostos desfigurados, com olhos sangrando, boca costurada, sem nariz. O rapaz começou achar aquilo tudo enigmático. A cada momento as faces pareciam mais reais. Leonardo para diante de uma em que a boca sangrava, quis analisá-la, o rosto parecia querer se aproximar, saltar para cima do jovem, mas, como já estava atrasado, logo pensou em continuar andado. Ao virar para seguir seu destino, a única luz que iluminava aquele beco se apagara, Leonardo arrepia-se como que sentindo um sinal de presságio, o que antes era escuro ficou sombrio, tenebroso. O ar confiante do jovem deu espaço a desconfiança, ao medo, da atmosfera singular, o silêncio, que insistentemente era rompido pelo ritmado som que saía do fone no ouvido de Leonardo. A tenebrosidade do lugar ficou ainda mais horripilante e assustadora quando o jovem se deu conta de que as faces nas paredes ainda eram visíveis, agora em cores mais vivas, mais reluzentes e assustadoras.

O rapaz agora tem certeza da anormalidade daquela situação, o coração impetuosamente querendo sair pela boca, as faces pareciam estar em seu encalço, totalmente deturpadas. Ele treme, transpira frio como o gelo mais sólido do Ártico, força passos largos que não adiantam muito, o tempo não passava, dando a impressão de que o lugar está ainda mais longe de seu fim. Tira os fones do ouvido, coloca-os no bolso, nesse momento as batidas suaves do pop dão lugar a gemidos assustadores, um relinchar de portas abrindo e fechando e o latidos de cachorros ao longe.

Uma mão toca no ombro de Leonardo, o coração já pulsando em ritmo acelerado, agora parece mais o bumbo solitário no tom mais alto que consegue atingir, que até dava para ouvir no meio daqueles sussurros, gemidos e latidos. Olha para trás lentamente, o pavor toma de conta de suas pernas já trêmulas, não para de percorrer aquele beco escuro, virando por completo e caminhando de costas não vê ninguém. Quase que automaticamente começa a correr, olhando para trás segundo a segundo.

- Ave Maria cheia de graça...

Continua sua oração, correndo desesperado, as faces pareciam saltar da parede ao ponto de diversas vezes ele pular para o lado gritando apavorado, buscando delas se esquivar.

- Meu Deus, o tempo não passa, me tira daqui, Senhor! - Grita.

Ao longe enxerga luz, o cenário de terror fracamente começa a se dissipar enquanto Leonardo permanece correndo, as faces somem quando ele ultrapassa a fresta do beco que dá para a rua, mais parecendo romper com uma outra dimensão. Encontra-se agora no Valão, famosa rua da Favela da Rocinha. Com o coração ainda acelerado, percebe, do outro lado da rua, pessoas o olhando. Pálido e assustado recompõe-se e torna a caminhar com a cabeça inundada de pensamentos. Sequer olha para trás. Tira lentamente o fone do bolso e coloca novamente no ouvido. Uma mão toca-lhe no ombro, a mesma mão que tocou-lhe naquele momento.

- Socorro! - Gritou Leonardo.
- Qual é amigo, o que foi? Tá passando mal?
- Ah, cara é você?!
- Claro, mas diz aí ... porque tu começou a correr desesperado na hora que te toquei no ombro lá atrás no beco?

Caindo na gargalhada, Leonardo percebe que tudo não passou apenas de uma fantasia criada por ele mesmo.